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Instituto Politécnico de Viseu

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“What Does Gerotranscendence Mean to You?” Older Adults’ Lay Perspectives on the Theory
Publication . Abreu, Taiane; Araújo, Lia; Teixeira, Laetitia; Ribeiro, Oscar
Background and Objectives: Gerotranscendence, a recent adaptive aging theory developed by Tornstam, postulates a mindset shift in old age from a materialistic viewpoint to a more transcendent one. Gerotranscendence is considered a promising aging model, as it approaches specific developmental challenges in late life. However, knowledge of this theory is still maturing and lacks laypersons’ perspectives to further validate its components. This study aimed to explore how older adults perceive gerotranscendence and gain insights of their understanding. Research Design and Methods: Three focus group discussions were conducted with 18 participants (59–98 years old; mean: 79.5 years). The protocol included open-ended questions on what gerotranscendence, and its dimensions meant (based exclusively on their designations), as well as on the theory’s components (after further explanation). The discussions were recorded and transcribed, and a content analysis was performed. Results: The data were organized into 2 themes: general suppositions and personal perceptions. This second theme was divided into (i) relatable thoughts and experiences and (ii) a different and complementary understanding of the theory. Discussion and Implications: Despite the lack of knowledge of the meaning of gerotranscendence, older persons presented clear evidence that this topic was meaningful for them and that they experienced aspects of the cosmic, coherence, and solitude dimensions of gerotranscendence. However, at specific points, some participants had distinctive and complementary ideas compared with those espoused by gerotranscendence theory. Obtaining laypersons’ perspectives provides a more in-depth understanding of gerotranscendence theory and the cultural aspects it may encompass.
The Gerotranscendence Leading to Optimal Well-Being [GLOW] Program: A Feasibility Study in a Long-Term Care Facility
Publication . Abreu, Taiane; Araújo, Lia; da Costa Teixeira, Laetitia; Ribeiro, Oscar
Objectives: Gerotranscendence has gained recognition as an important psychosocial theory, with leading studies promoting it through intervention programs. However, to date, few interventions have involved older adults living in Long-Term Care (LTC) facilities. This study aimed to explore the viability of implementing six-week program on gerotranscendence [GLOW] in an LTC facility. Methods: A feasibility study was conducted with a group of six residents. Screening, consent, retention, adherence, and social validity indicators were considered. A Non- harmacological Therapy Experience Scale (NPT-ES) was used to assess the participation and engagement of each participant throughout the sessions. A focus group was also conducted. Results: The consent, retention, and adherence rates for the program were satisfactory (100%), while the screening rate (22.22%) was lower due to the inclusion criteria. Participants agreed that the program was important and interesting. The scores of NPT-ES were high and increased over the course of the sessions. Conclusions: The GLOW program can be considered a feasible, acceptable, and valuable tool for promoting gerotranscendence in older adults living in an LTC. Clinical Implications: Promoting an intervention rooted in gerotranscendence can be beneficial for older adults who live in LTC facilities on educational and emotional levels.
Compreender as (des)conexões entre a autoavaliação e a autonomia escolar: desassossegos e (des)crenças dos professores
Publication . Rocha, João; Ramalho, Henrique; Lacerda José, Carla Sofia Pereira
O texto resulta de um projeto de investigação-ação (Simões, 1990) em desenvolvimento num agrupamento de escolas, cujo objeto principal é a avaliação institucional, mais comummente vertida sob a configuração de autoavaliação. Inserida no eixo “Governação da educação e gestão democrática”, a proposta decorre de uma das atividades iniciais do projeto, designada por Diagnóstico pré-formação – levantamento e análise das necessidades e expetativas de formação e desenvolvimento profissional em autoavaliação dos educadores e professores. Estando circunstanciada no quadro restrito desta atividade, esta primeira incursão do projeto tem como objetivo, para além de suscitar um quadro o mais fiel quanto possível das necessidades de formação e de desenvolvimento profissional dos docentes no campo específico da autoavaliação, visa, também, compreender os desassossegos e as (des)crenças que estes atores têm vindo a (re)construir a respeito da autoavaliação das escolas e, mais particularmente, das suas próprias práticas e conceções de autoavaliação das escolas. Do ponto de vista teórico, privilegia-se uma abordagem focada em três pontos de análise: i) as teorias da avaliação educacional aplicadas à avaliação institucional das escolas públicas (Figari, 1996); ii) as conceções de avaliação institucional da escola, esclarecendo, logo à partida, conceitos como heteroavaliação, autoavaliação, avaliação externa e avaliação interna (Terrasêca, 2016; Correia, 2016); iii) a compreensão da influência dos processos de autoavaliação na governação e gestão das escolas (Afonso, 2017), a partir do ângulo específico das heteronomias e das autonomias facultadas pelas mais recentes incursões de uma avaliocracia (Afonso, 2008) cada vez mais instituída na escola portuguesa. No plano metodológico, ao envolver diretamente todos os docentes do agrupamento, este trabalho decorre de uma metodologia que é subsidiada por técnicas e abordagens ditas não experimentais (inquérito por entrevista e por questionário e a análise documental). Do ponto de vista das ilações, suscita-se um exercício de cotejo que denuncia importantes (des)conexões entre conceções e anseios profissionais sobre a autoavaliação das escolas e as atuais configurações com que se tem vindo a institucionalizar enquanto procedimento obrigatório, não surgindo suficientemente liberta das amarras normativistas e heterónomas de timbre centralista da avaliação externa, com os consequentes efeitos ao nível da governação da escola pública
As crianças e a igualdade de género: um estudo na EPE e no 1.º CEB
Publication . Almeida, Cláudia Alexandra; rocha, joao
Este estudo, desenvolvido no âmbito de um relatório final de estágio em Educação Pré-Escolar (EPE) e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (1.º CEB), visa compreender as perceções das crianças da EPE e do 1.º CEB relativamente à igualdade de género, assim como as conceções dos seus pais ou encarregados de educação, analisando as inter-relações entre ambos. Partindo da premissa de que a igualdade de género constitui um dos pilares da Educação para a Cidadania e um vetor essencial na construção de sociedades mais justas, equitativas e inclusivas, o trabalho desenvolve-se sob um paradigma qualitativo e assenta metodologicamente na realização de quarenta entrevistas semiestruturadas: dez a crianças da EPE, dez a alunos do 4.º ano do 1.º CEB, e vinte aos respetivos encarregados de educação. A análise dos dados permitiu identificar diversas dimensões, entre as quais os estereótipos de género associados a profissões, tarefas domésticas e contextos lúdicos, bem como a forma como crianças e adultos percecionam a igualdade de género e a sua relevância. Os resultados evidenciam que, apesar de alguns avanços nas conceções mais abertas e igualitárias, persistem estereótipos enraizados que condicionam as preferências, atitudes e comportamentos, tanto das crianças como dos seus cuidadores. Em particular, observa-se que muitas crianças associam profissões ou brinquedos a um género específico, revelando o impacto das influências familiares e sociais desde tenra idade. Do lado dos encarregados de educação, nota-se, por vezes, uma postura protetora, motivada pelo receio de exposição dos filhos a julgamentos sociais, o que contribui para a perpetuação de desigualdades. A análise comparativa entre os dois grupos etários também indica que, embora as crianças do 1.º CEB apresentem maior consciência crítica sobre o tema, continuam a reproduzir padrões culturais limitadores. Conclui-se que, embora a legislação e as orientações curriculares promovam a igualdade de género, o seu impacto efetivo só se concretiza com a articulação entre escola, família e sociedade. O estudo reforça a importância de se trabalhar a igualdade de género desde os primeiros anos de escolaridade, de forma transversal e sistemática, como estratégia essencial para desconstruir estereótipos, promover o respeito pela diversidade e formar cidadãos mais conscientes e comprometidos com os valores democráticos.
Autoavaliação de Escolas - Guião Orientador
Publication . Rocha, João; Ramalho, Henrique; Lacerda José, Carla Sofia Pereira
Este trabalho resulta de uma investigação-ação participativa centrada na construção de um guião orientador para a implementação de processos de autoavaliação em escolas, concebido como instrumento de regulação e desenvolvimento organizacional, curricular e pedagógico. A proposta metodológica adota como referencial a Metodologia de Planeamento de Projetos por Objetivos (MPPO), embora vá além desta, ao privilegiar uma abordagem holística, circular e participativa, centrada na comunidade educativa. São destacados os princípios da participação, da autonomia, da descentralização, da meta-avaliação e da comunicação pública, reconhecendo o contexto educativo como um sistema social e culturalmente complexo. O guião propõe a estruturação da autoavaliação em dois subciclos interdependentes: o diagnóstico e o plano de ações de melhoria. O primeiro tem como foco a identificação de problemas estruturais através de análise SWOT, construção de árvores de problemas e definição de referentes (objetivos), permitindo uma leitura crítica da realidade e delineando prioridades de intervenção. O segundo subciclo incide na construção e implementação de medidas concretas para resolver os problemas identificados, estruturando essas ações através de fichas técnicas, cronogramas e mecanismos de monitorização. O método inclui uma ampla recolha e análise de dados com recurso a técnicas como entrevistas, questionários, focus group, observação direta e análise documental, assegurando a triangulação metodológica e a legitimidade dos resultados. A participação alargada da comunidade educativa é elemento-chave em todas as fases do processo, garantindo uma abordagem democrática, transparente e ancorada nos valores e na identidade do Agrupamento. Os resultados obtidos indicam que a autoavaliação, quando articulada com os instrumentos de gestão e com os projetos educativos em vigor, se transforma num potente motor de mudança e inovação, contribuindo para a melhoria contínua da qualidade do serviço educativo e para o desenvolvimento integral dos alunos. Conclui-se que a institucionalização de uma função de autoavaliação, devidamente reconhecida no organograma escolar e apoiada por recursos específicos, reforça o sentido de pertença, a responsabilidade coletiva e o compromisso com a construção de uma escola pública mais inclusiva, reflexiva e emancipada.