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Título: Comparação de métodos in situ de quantificação da mineralização líquida de azoto durante a cultura de milho forragem em solos com diferentes doses de chorume à sementeira
Autor: Pereira, José
Palavras-chave: Chorumes bovinos
Mineralização
Azoto
Métodos in situ
Explorações leiteiras
NW Portugal
Data de Defesa: 2000
Citação: Pereira J., 2000. Comparação de métodos in situ de quantificação da mineralização líquida de azoto durante a cultura de milho forragem em solos com diferentes doses de chorume à sementeira (Comparison of in situ methods to assess net N mineralization in soils under different rates of cattle-slurry application and cropped with maize silage) [in Portuguese]. Graduation dissertation in Agricultural Engineering (5 years), University of Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal, 86 pp.
Resumo: A capacidade de prever a quantidade de azoto que é libertado da matéria orgânica presente no solo e está disponível para a nutrição das plantas é extremamente importante para a agricultura como actividade sustentável. O presente trabalho de investigação teve como objectivos: (i) comparação, em talhões recebendo 237 (T500), 118,4 (T250) e 0 (T0) m3 ha-1 de chorume à instalação da cultura de milho forragem, dos resultados da quantificação da mineralização líquida do azoto orgânico utilizando os métodos in situ de incubação de cilindros de solo em presença de acetileno e incubação de cilindros de solo confinados em tubos enterrados e tapados “variação do azoto mineral”; (ii) compreensão da cinética de degradação do chorume durante o ciclo da cultura; e (iii) avaliação da influência da profundidade na taxa de mineralização líquida. No capítulo 1, faz-se uma breve caracterização do sistema agrário relativamente aos fluxos de azoto. Na revisão bibliográfica (capítulo 2) aborda-se a dinâmica do azoto orgânico no solo e as metodologias de avaliação e previsão da mineralização do azoto. O trabalho experimental (capítulo 3) decorreu de Maio até início de Outubro de 1999 no Concelho de Vila do Conde. Durante o ciclo da cultura procedeu-se à medição da mineralização líquida do azoto orgânico até 30 cm de profundidade, nos tratamentos, empregando os dois métodos e verificou-se que estes fornecem quantificações similares do processo. A maiores aplicações de chorume correspondem disponibilizações de azoto mineral pelo processo de mineralização líquida do azoto orgânico mais elevadas, certamente pela elevada proporção de “pools” facilmente degradáveis a curto prazo neste fertilizante. A cinética de degradação do chorume é influenciada pelo volume aplicado ao solo e é gradual ao longo do ciclo da cultura, acompanhando o ritmo de absorção de azoto pela cultura de milho forragem neste sistema cultural. O processo de mineralização líquida atinge valores elevados neste sistema cultural, sendo uma fonte relevante a ter em atenção na nutrição azotada das plantas. Durante o ciclo da cultura de milho forragem foram disponibilizados, pela camada de solo até 30 cm de profundidade, nos tratamentos T500, T250 e T0 respectivamente 401, 281 e 174 Kg N ha-1 que representaram taxas diárias médias de mineralização líquida de 1,3, 0,9 e 0,6 mg N kg-1. A produção de forragem nos tratamentos foi proporcional aos valores de azoto mineralizado. Os valores de produção de matéria seca medidos nos tratamentos T250 e T0 foram respectivamente de 19 e 13 t ha-1, sendo no final do ciclo cultural o teor de N-NO3- residual no solo insignificante. No tratamento T500 a produção foi de 22 t MS ha-1, mas o teor de N-NO3- residual foi de cerca de 20 mg kg-1 verificando-se que o azoto disponibilizado neste tratamento pelo processo de mineralização líquida excedeu as necessidades da cultura e conduziu no final do ciclo cultural à acumulação de azoto na forma nítrica. Em diversos períodos de incubação a camada de solo estudada foi fraccionada nas subcamadas 0-10, 10-20 e 20-30 cm avaliando-se as diferenças relativamente à mineralização líquida. A contribuição das subcamadas 0-10, 10-20 e 20-30 cm de profundidade na mineralização líquida total difere e varia ao longo do ciclo da cultura. Quando há incorporação de diferentes doses de chorume a importância do processo nas subcamadas é influenciada. Após a aplicação deste fertilizante orgânico há diminuição do processo de mineralização líquida na subcamada onde foi incorporado (0-10 cm) e aumento nas subcamadas inferiores (10-20 e 20-30 cm), mas à medida que vai aumentando o período de tempo após a aplicação de chorume há inversão no contributo das subcamadas, sendo esta evolução mais pronunciada quanto maior a dose de azoto orgânico incorporada.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.19/1136
Aparece nas colecções:ESAV - DZERV- Dissertações de mestrado (após aprovadas pelo júri)

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