Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.19/1527
Título: Díade pai-bebé: envolvimento emocional e stress paterno
Autor: Gândara, Diana Raquel Nunes
Palavras-chave: Apego a objectos
Emoções
Enfermagem materno-infantil
Enfermagem obstétrica
Gravidez
Pai
Papel do enfermeiro
Parto
Psicologia
Relação pai-criança
Stresse psicológico
Trabalho de parto
Bonding
Emotions
Fathers
Father-child relations
Labor, obstetric
Maternal-child nursing
Nurse's role
Object attachment
Obstetrical nursing
Parturition
Pregnancy
Psychology
Stress, psychological
Data de Defesa: 2012
Editora: Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de Saúde de Viseu
Resumo: Enquadramento: A transição para a parentalidade é considerada um acontecimento natural e previsível, que inclui a necessidade de reorganização e adaptação familiar, podendo ser uma situação perturbadora e indutora de elevados níveis de stress. É um período de maior vulnerabilidade emocional que influencia as mães, mas também os pais, comportando uma influência significativa no envolvimento emocional do pai com o filho. O termo bonding refere-se ao processo de envolvimento emocional dos pais com o bebé, que se estabelece durante a gravidez e que se intensifica nos primeiros momentos de interacção após o nascimento. Objectivos: Estudar o estabelecimento do bonding entre o pai e o bebé e analisar de que forma o seu envolvimento emocional pode ser influenciado pelas variáveis sócio-demográficas, obstétricas, de envolvimento na gravidez, trabalho de parto e parto e a variável psicológica vulnerabilidade ao stress. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo, do tipo transversal, segundo uma lógica descritiva-correlacional, realizado numa amostra não probabilística, intencional por conveniência. A amostra é constituída por 349 progenitores do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 19 e os 55 anos (com média centrada nos 31,84 anos e desvio padrão a oscilar em torno do valor médio de 6,067), que foram pais nos Hospitais Infante D. Pedro EPE - Aveiro, Centro Hospitalar de Tondela Viseu EPE e Unidade Local de Saúde da Guarda EPE, entre os meses de Julho e Outubro de 2011. O instrumento de recolha de dados, aplicado até às 48h após o parto, foi um questionário composto por três partes: A primeira refere-se à caracterização sócio-demográfica, obstétrica e envolvimento do pai; a segunda é constituída pela Escala de Bonding (FIGUEIREDO et al., 2005a); a terceira parte inclui a Escala de Vulnerabilidade ao Stress - 23 QVS (VAZ SERRA, 2000). Resultados: Constata-se que os sujeitos mais jovens, com menor nível de habilitações literárias e pais pela primeira vez, demonstram níveis de bonding positivo mais elevados. Também são os pais da faixa etária inferior ou igual a trinta anos que revelam valores superiores de bonding not clear. Os pais envolvidos na gravidez, que participaram na primeira ecografia fetal e que falaram com o bebé no período gestacional, apresentam igualmente valores superiores de envolvimento emocional positivo. O acompanhamento do trabalho de parto, o tomar conhecimento do decorrer do mesmo e pegar no bebé ao colo após o nascimento, traduzem-se em níveis superiores de bonding not clear. Na análise de regressão entre os factores da vulnerabilidade ao stress e as sub-escalas do bonding, constata-se que a inibição e dependência funcional é o único factor da vulnerabilidade ao stress preditor do bonding total, estabelecendo uma associação negativa e muito baixa (r=-0,130 e p=0,015). Conclusões: O bonding é um processo complexo, que pode ser influenciado pelas características paternas, do contexto que está inserido e do grau de envolvimento durante a gravidez e parto. Constata-se ainda que a vulnerabilidade ao stress paterna é multideterminada, podendo acentuar-se neste período de transição para a parentalidade. Torna-se relevante o incentivo dos profissionais de saúde no envolvimento emocional do pai com o bebé e na detecção precoce da vulnerabilidade ao stress. Palavras-chave: Bonding, envolvimento, vulnerabilidade ao stress, pai, bebé, parentalidade, parto.ABSTRACT Background: The transition to parenting is considered a natural and predictable event, which includes the need for reorganization and family adjustment, and it may be a disturbing situation and induces to high levels of stress. It is a period of greater emotional vulnerability that affects mothers, but also fathers, containing a significant influence on the emotional involvement of the father with the son. The term bonding refers to the process of emotional involvement of fathers with the baby, which is settled during pregnancy and that intensifies during the first interaction moments after birth. Objectives: To study the establishment of bonding between the father and the baby and analyze how their emotional involvement can be influenced by sociodemographic, obstetrical, involvement in pregnancy, labour and delivery variables and the psychological variable vulnerability to stress. Methods: This is a quantitative study of transverse type, according to a logical descriptive-correlacional, carried out in a non-probability, intentional for convenience sample. The sample consists of 349 male progenitors, aged between 19 and 55 years (with an average of 31,84 years and a standard deviation oscillating around the average value of 6,067), who were fathers in hospitals Infante D. Pedro - Aveiro, Centro Hospitar Tondela-Viseu EPE and Unidade Local de Saúde da Guarda EPE, between the months of July and October, 2011. The data collection instrument, applied until 48h after birth, was a questionnaire composed of three parts: the first refers to the sociodemographic, parent involvement and obstetric characterization; the second is formed by the Bonding Scale (FIGUEIREDO et al., 2005a); the third part includes the Scale of Vulnerability to Stress -23 QVS (VAZ SERRA, 2000). Results: The younger subjects, with a lower level of educational qualifications and parents for the first time, demonstrated higher levels of positive bonding. Parents with 30 or less years old are the ones who revealed higher values of bonding not clear. Parents involved in pregnancy, who participated in the first fetal ultrasound and who spoke with the baby in gestational period, presented higher values of positive emotional involvement. Monitoring of labor, the learning of it and picking up the baby after the birth, reflected in increased levels of bonding not clear. In regression analysis between the factors of vulnerability to stress and the subscales of bonding, the functional inhibition and dependency is the only factor of vulnerability to stress predictor of total bonding, establishing a negative and very low association (r=-0,130 and p=0,015). Conclusions: Bonding is a complex process, which may be influenced by parents, context and degree of involvement characteristics during pregnancy and childbirth. The vulnerability to paternal stress is multideterminated and may be accentuated in this period of transition to parenting. The encouragement of health professionals in father’s emotional involvement with the baby and in early detection of vulnerability to stress is pertinent. Keywords: Bonding, involvement, vulnerability to stress, father, baby, parenting, childbirth.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.19/1527
Aparece nas colecções:ESSV - UEMOG - Dissertações de mestrado (após aprovadas pelo júri)

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