Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.19/1640
Título: Qualidade do sono da pessoa portadora de fibromialgia
Autor: Ferreira, Ana Cristina Pereira Lopes
Nunes, Maria Madalena Jesus Cunha, orient.
Palavras-chave: Dor
Fibromialgia
Sono
Fibromyalgia
Pain
Sleep
Data de Defesa: 2012
Editora: Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de Saúde de Viseu
Resumo: Enquadramento: A qualidade do sono é um fator influenciador da recuperação do organismo, sendo também fundamental para o bem-estar do indivíduo e para o funcionamento adequado do seu organismo. Daí se considerar que a presença de sono não restaurador assume um papel de relevo no conjunto das manifestações da fibromialgia, porquanto esta doença complexa se caracteriza por dores músculo-esqueléticas difusas, às quais se associam múltiplos sintomas, entre os quais se destacam o sono não reparador, fadiga e rigidez matinal. Objetivos: Avaliar a qualidade do sono da pessoa portadora de fibromialgia; Explicar em que medida as variáveis sócio demográficas, a dor e o impacto da fibromialgia afetam o sono da pessoa portadora de fibromialgia. Métodos: O estudo transversal de natureza observacional assenta numa lógica de análise descritivo – correlacional e foi realizado numa amostra probabilística por conveniência, constituída por 77 pessoas portadoras de fibromialgia acompanhadas na Unidade de Dor, na Consulta de Reumatologia ou na Medicina Física de Reabilitação do CHTV, EPE. O perfil médio revela doentes do sexo feminino (98.7%), com uma média de idades de 49 anos, casadas (90.9%), empregadas ou de baixa médica (59.7%), trabalhadoras não qualificadas (51.9%) e com prevalência do ensino básico (1º ciclo) e do ensino superior (26%). Para a mensuração das variáveis utilizou-se um instrumento de colheita de dados constituído por uma caracterização sócio demográfica e clínica, a Escala Visual Analógica da dor – EVA - (PORTUGAL, 2003), o Índice da Qualidade de Sono de Pittsburgh – PSQI - (BUELA-CASAL; SANCHEZ, 2002) e o Questionário do Impacto da Fibromialgia – FIQ-P (ROSADO et al., 2006). Resultados: Constatou-se que a má qualidade de sono se configura em 97.4% dos inquiridos. Das variáveis socio demográficas, apenas a situação laboral tem influência na latência do sono (p= 0.015), eficiência de sono habitual (p= 0.035) e qualidade de sono global (p=0.014). A intensidade da dor e o cansaço matinal revelaram-se preditivas da qualidade de sono, explicando 32% e 13.7% da sua variabilidade, respetivamente. Conclusão: As evidências encontradas neste estudo referem que a situação laboral influencia a qualidade do sono e a intensidade da dor e o cansaço matinal são preditivas de má qualidade de sono. Medidas para a promoção da boa qualidade do sono nos portadores de fibromialgia devem dar prioridades às estratégias relacionadas com o debelar da dor e do impacto negativo da fibromialgia. Palavras-chave: qualidade do sono, dor e fibromialgia.
ABSTRACT Framework: The quality of sleep is a factor that influences the body's recovery, it is also crucial to the well-being of the individual and for the proper functioning of our body. Hence it is considered that the presence of non-restorative sleep plays a key role in all of the manifestations of fibromyalgia, because this complex disease is characterized by diffuse musculoskeletal pain, which is, somehow, associated with multiple symptoms, including sleep disorders, fatigue and morning stiffness. Objectives: Assess the quality of sleep of a person with fibromyalgia; explain the extent to which socio demographic variables, pain and fibromyalgia impact affect the sleep of the person with fibromyalgia. Methods: The cross-sectional observational study is based on a logical analysis descriptive - correlational and was conducted in a probability sample of convenience consisting of 77 sick people with fibromyalgia followed in the Pain Unit, Rheumatology Consultation and Physical Medicine Rehabilitation CHTV, EPE. The average profile shows that female patients (98.7%), with an average age of 49 years, married (90.9%), employed or on sick leave (59.7%), unskilled workers (51.9%) and prevalence of primary education (1st cycle) and higher education (26%). To measure the variables we used a data collection instrument which consists of a socio demographic and clinical, Visual Analogue Scale of pain - EVA - (PORTUGAL, 2003), the Index of the Pittsburgh Sleep Quality - PSQI - (BUELA - CASAL; SANCHEZ, 2002) and Fibromyalgia Impact Questionnaire - FIQ-P (ROSADO et al., 2006). Results: We found that poor sleep quality is configured in 97.4% of respondents. Socio demographic variables, only employment status has an influence on sleep latency (p=0.015), habitual sleep efficiency (p=0.035), and sleep quality overall (p=0.014). The intensity of pain and the morning fatigue proved to be predictive of sleep quality, explaining 32% and 13.7% of its variability, respectively. Conclusion: The evidence from this study indicates that the employment situation influences the quality of sleep and the intensity of pain and morning fatigue are, in fact, predictive of poor quality of sleep. Measures to promote good sleep quality in patients with fibromyalgia should give priority to strategies to overcome the pain and the negative impact of fibromyalgia.
Descrição: Curso de mestrado em enfermagem médico cirúrgica
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.19/1640
Aparece nas colecções:ESSV - UEMC - Dissertações de mestrado (após aprovadas pelo júri)

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