Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.19/1684
Título: Atitudes das grávidas face à interrupção da gravidez por malformação fetal
Autor: Fróis, Deolinda Maria Rodrigues Gonçalves Silva
Ferreira, Manuela Maria Conceição, orient.
Duarte, João Carvalho, co-orient.
Palavras-chave: Aborto eugénico
Atitude
Atitude perante a saúde
Auto-conceito
Cuidados pré-natais
Diagnóstico pré-natal
Gravidez
Mulher grávida
Psicologia
Stresse psicológico
Abortion, eugenic
Attitude
Attitude to health
Pregnant women
Pregnancy
Prenatal care
Prenatal diagnosis
Psychology
Self concept
Stress, psychological
Data de Defesa: 2012
Editora: Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de Saúde de Viseu
Resumo: Enquadramento: A possibilidade de existir uma doença genética ou malformação fetal é semelhante em todos os países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, porém o acesso a cuidados de saúde que permitam o seu diagnóstico e enquadramento legal que possibilite a interrupção da gravidez são bastante diferentes. Objetivos: Conhecer as atitudes das grávidas, verificar se existe relação entre as variáveis sociodemográficas, obstétricas, psicológicas e funcionalidade familiar e as atitudes das grávidas face à possibilidade de interrupção da gravidez por malformação fetal. Obter informações que visam uma melhoria da qualidade assistencial. Métodos: É um estudo transversal, quantitativo, correlacional, realizado através da aplicação de um questionário a 145 grávidas que aguardavam exame ecográfico de rotina durante a gestação. Resultados: Pela análise dos dados a idade média da nossa população é de 29,22 anos sendo o grupo etário mais representado dos 20-35 anos (84,8%), 97,9% das grávidas são de nacionalidade Portuguesa e 95,9% caucasianas.47,6% têm o 2º ciclo; 78,6% empregadas; 81,4% casadas e 77,9% planearam a gravidez, encontrando-se 70,3% no 1ºtrimestre. 61,4% São primíparas e 77,2% não tem antecedentes de interrupção de gravidez. O autoconceito médio total da amostra [75 ± 7,15] é normal, dois terços da amostra não são vulneráveis ao stress. A maioria das inquiridas (80,7%) entende ter uma família altamente funcional. Das grávidas do estudo 41.38% apresentam atitude pouco favorável à interrupção da gravidez por malformação fetal, 19,31% atitude favorável e 39.31% atitude muito favorável. A maturidade psicológica (β=-0,262;p=0,001), apgar familiar (β=-0,212;p=0,08) e a carência de apoio social (β=0,169;p=0,016) são preditores das atitudes das grávidas face à interrupção da gravidez associadas a ” motivos de ordem pessoal e social”; A idade e a aceitação/rejeição social são preditores das atitudes das grávidas face à interrupção da gravidez associadas a ” motivos de ordem fetal”; O apgar familiar (β=-0,268;p=0,001) e a maturidade psicológica (β=-0,22;p=0,006) são preditores das atitudes de uma forma global. As atitudes das grávidas face à interrupção da gravidez por malformação fetal são influenciadas pela situação profissional (X2= 8,85; p= 0,012) Conclusão: As atitudes das grávidas face à interrupção da gravidez por malformação fetal são influenciadas pela situação profissional da mulher, maturidade psicológica e apgar familiar factos a considerar no âmbito da vigilância pré-natal. Palavras-chave: Atitudes; Malformação fetal; Interrupção da gravidez.
ABSTRACT Background: The possibility of a genetic disease or fetal malformation is similar in all developed countries, but both access to healthcare that enables the diagnosis and the legal framework that allows the termination of pregnancy are quite different. Objectives: To know the attitudes of pregnant women, to determine whether there is a relationship between the social, demographic, obstetric, psychological, family functioning and attitudes of pregnant women face the possibility of termination of pregnancy for foetal malformation and gain information which would improve quality of care. Methods: We conducted a cross-sectional study, quantitative, correlational, accomplished by applying a questionnaire to 145 pregnant women awaiting routine ultrasound during pregnancy Results: The average age of our population was 29.22 years, with 20-35 years (84.8%) being the most represented age-group. 97.9% of women were of Portuguese nationality and 95.9% were Caucasian. 47,6% had the 2nd cycle of schooling, 78.6% were employed, 81.4% were married and 77.9% planned their pregnancy, with 70.3% in the first trimester. 61.4% were primiparas and 77.2% did not have a history of pregnancy interruption. The mean total self-concept of the sample [75 ± 7.15] was normal; two-thirds of the sample was not vulnerable to stress. Most respondents (80.7%) had a highly functional family. In our study, 41.38% had an unfavourable attitude to the termination of pregnancy for foetal malformation, 19.31% had a favourable attitude and 39.31% a very positive attitude. Psychological maturity (β = -0.262, p = 0.001), family Apgar score (β = -0.212, p = 0.08) and lack of social support (β = 0.169, p = 0.016) were attitude predictors on the face of termination of pregnancy associated with "due to personal and social reasons"; Age and acceptance / rejection were predictors of the social attitudes on the face of termination of pregnancy associated with "foetal reasons"; Family Apgar score (β = -0.268, p = 0.001) and psychological maturity (β = -0.22, p = 0.006) were predictors of attitudes on a global basis. Attitudes of pregnant women on the face of termination of pregnancy for foetal malformation were also influenced by employment status (X2 = 8.85, p = 0.012) Conclusion: Attitudes are influenced by the professional status of women, psychological maturity, and Apgar score family are facts to consider as part of antenatal surveillance. Keywords: Attitudes, foetal malformation, termination of pregnancy.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.19/1684
Aparece nas colecções:ESSV - UEMOG - Dissertações de mestrado (após aprovadas pelo júri)

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