Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.19/1974
Título: Prevalência do risco de úlceras de pressão na UCCI de Vouzela
Autor: Martins, Paula Cristina Vaz Marques
Chaves, Cláudia Margarida Correia Balula, orient.
Duarte, João Carvalho, co-orient.
Palavras-chave: Continuidade de cuidados ao doente
Factores de risco
Portugal
Prestação integrada de cuidados de saúde
Prevalência
Úlcera de decúbito
Viseu
Vouzela
Continuity of patient care
Delivery of health care, integrated
Pressure ulcer
Prevalence
Risk factors
Data de Defesa: 2013
Editora: Instituto Politécnico de Viseu. Escola Superior de Saúde de Viseu
Resumo: Enquadramento: As úlceras por pressão são complicações possíveis de ocorrer em pessoas em situação de fragilidade, principalmente com restrição de mobilidade e idade avançada. Constituem preocupação dos profissionais de saúde das instituições de longa permanência (UCCI) em virtude da necessidade de prevenir a ocorrência desse tipo de lesão e evitar as suas complicações. Objetivos: Analisar a influência de variáveis sociodemográficas no risco de úlcera de pressão; analisar a relação entre as variáveis contextuais de internamento e o risco de úlcera de pressão aquando a admissão e alta do utente à UCCI; analisar a funcionalidade e autonomia na admissão e alta do utente e se interferem no risco de úlcera de pressão. Métodos: estudo retrospetivo, comparativo, descritivo-correlacional. Com uma amostra de 345 utentes internados na UCCI de Vouzela (perfazendo 94,5% da população). O protocolo de colheita de dados incluiu caracterização sociodemográfica, contextuais ao internamento (Escala de Avaliação da dor), avaliação da funcionalidade e autonomia (Índice de Katz; Escala de Lawton & Brody) e avaliação do risco de úlcera de pressão (Escala de Braden). Resultados: verificou-se que 36,57% dos utentes são do sexo masculino e 63,43% do sexo feminino, com uma média de 78,61 anos de idade. Os utentes sem companheiro são 59,7%, 53,7% sem instrução primária e 99,1% dos utentes eram reformados. Apresentam uma média de tempo de permanência na UCCI de 126,95 dias. A proveniência de 70,3% é do domicílio e 29,7 % do hospital ou transferência; 43,7% dos utentes ingressam na UCCI para descanso do cuidador. Verificou-se quer no diagnóstico principal como no secundário as doenças do aparelho circulatório são as patologias mais frequentes com 39,1% e 42,3% respetivamente. 80,6% dos utentes sofrem de incontinência urinária e destes 22% têm sonda vesical. 72,3% apresentam incontinência fecal. Em relação à medicação verificou-se que 264 utentes após a alta manteve o mesmo consumo de 5 ou mais medicamentos por dia e apenas 5 utentes aquando a alta tomavam 1 ou menos medicamentos. A dor avaliada na alta foi inferior à manifestada na admissão (X= 0,39 na admissão; X= 0,16 na alta). A maioria dos utentes revelaram perda de autonomia para a realização das atividades de vida diária, com a sua dependência funcional comprometida quer na admissão, quer na alta. Os utentes na admissão apresentam 71% de alto risco para desenvolver úlceras de pressão e na alta este valor desceu para 63,2%. Demonstrou ainda que o facto de não ter companheiro, ter 85 ou mais anos, incontinência urinária e fecal bem como a presença de sonda vesical aumenta o risco de desenvolver ulceras de pressão. O risco de desenvolver úlcera de pressão é mais elevado nos utentes provenientes do hospital ou transferência comparativamente ao utente vindo do domicílio (X2=11,040; p= 0,002). Conclusão: realçamos a importância da avaliação do utente, da prestação de cuidados e do empowerment que os enfermeiros devem proporcioanar aos cuidadores e utentes com risco de desenvolver ulceras de pressão. Palavras-Chave: Úlcera de pressão, Cuidados Continuados, Funcionalidade.
Abstract Background: Pressure ulcers are complications that may occur in debilitated people, especially with restricted mobility and advanced age. They are a major concern for health care professionals on long-term care institutions because of the need to prevent this type of injuries and the associated complications. Aims: To analyze the influence of sociodemographic variables on the risk of developing pressure ulcers; to analyze the correlation between the contextual variables related to hospitalization and the risk of developing pressure ulcers, during the admission and discharge of the patient; to analyze the functionality and autonomy of patients during admission and discharge and to correlate this factors with the risk of developing pressure ulcers. Methods: retrospective, comparative, descriptive and correlational study. With a sample of 345 clients admitted to the long-term care hospital of Vouzela (accounting for 94.5% of the population). The protocol for data collection included sociodemographic characterization, admission contextualization (Pain Scale), evaluation of the patient assessed at discharge functionality and autonomy (Katz Index; Lawton & Brody Scale) and risk of pressure ulcers assessment (Braden Scale) . Results: 36.57% of patients were male and 63.43% female, with an average of 78.61 years old. Patients without a life partner were 59.7%, 53.7% did not finished primary school and 99.1% were retired. The average time of hospitalization was of 126.95 days. 70.3% of the patients came from their homes while 29.7% was transferred from other hospitals; 43.7% of patients were admitted to the long-term care hospital so that families could rest. Both the principal and the secondary diagnosis indicate that diseases of the circulatory system are the most frequent pathologies representing 39.1% and 42.3% of the cases respectively. 80.6% of users suffered from urinary incontinence and of these 22% have urinary catheter. 72.3% had fecal incontinence. Regarding the medication it was observed that after discharge 264 patients continue to use 5 or more drugs per day and only 5 users took 1 or less drug per day. Pain was lower than that manifested on admission (X = 0.39 at admission, X = 0.16 at discharge). Most users revealed loss of autonomy to perform daily-life activities, without functional independence both at admission or discharge. On admission 71% of the patients were in risk of developing pressure ulcers and this value decreased to 63.2% on discharge. Several parameters contributed to raise the risk of developing pressure ulcers, namely the absence of a life partner, having 85 or more years, having urinary and/or fecal incontinence as well as the use of urinary catheter. The risk of developing pressure ulcers is higher for patients transferred from other hospitals than for patients coming from their homes (X2 = 11.040, p = 0.002). Conclusions: we emphasize the importance of the patient evaluation, of the care activities and of the nursing empowerment to reduce the risk of developing pressure ulcers. Keywords: pressure ulcers, long-term care, functionality.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.19/1974
Aparece nas colecções:ESSV - UESPFC - Dissertações de mestrado (após aprovadas pelo júri)

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