Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.19/1977
Título: Risco de quedas em mulheres idosas com incontinência urinária institucionalizadas
Autor: Sousa, Sónia Marisa Loureiro Silva
Chaves, Cláudia Margarida Correia Balula, orient.
Andrade, Ana Isabel Nunes Pereira Azevedo, co-orient.
Palavras-chave: Acidentes por quedas
Avaliação de risco
Factores de risco
Idoso
Incontinência urinária
Institucionalização
Mulher
Accidental falls
Aged
Institutionalization
Risk assessment
Risk factors
Urinary incontinence
Women
Data de Defesa: 2013
Editora: Instituto Politécnico de Viseu. Escola Superior de Saúde de Viseu
Resumo: Enquadramento: As mulheres que apresentam a chamada incontinência de urgência apresentam um risco mais elevado de quedas e fraturas. Pessoas com esta condição sentem uma necessidade inadiável de esvaziar a bexiga. Os músculos pélvicos enfraquecidos, disfunção da bexiga e alguns medicamentos podem estar subjacentes ao problema. Objetivos: Caracterizar os indicadores sociodemográficos, clínicos, obstétricos e ginecológicos e verificar se têm influência no risco de quedas das mulheres com incontinência uriária (IU) institucionalizadas; Caracterizar o impacto da incontinência e as atividades instrumentais de vida diária e verificar se têm influência no risco de quedas das mulheres com IU institucionalizadas. Metodo: Estudo exploratório, descritivo e transversal com componente correlacional. Amostra por conveniência constituída por 67 mulheres idosas (X= 75,51 anos de idade), do Centro Hospitalar Baixo Vouga. Foram recolhidos dados socio-demográficos, obstétricos, ginecológicos, clínicos, sobre o impacto de IU (International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF), sobre as Actividades Instrumentais de Vida Diária (Lawton & Brody, 1969; Versão Portuguesa de Sequeira, 2007) e sobre o risco de quedas ( escala de Morse J., 1997). Resultados: Das mulheres idosas institucionalizadas 68, 7 % têm companheiro; 49,3% com baixa escolaridade; 53,7% têm pré-obesidade; em 74,6% prevalecem doenças cardiovasculares; 79,1% tomam 5 ou mais medicamentos; 94 % sofrem de IU; 95,5 % manifestaram obstipação; 83, 6 % das mulheres com IU institucionalizadas tem risco de queda elevado. As mulheres com elevado risco de quedas tendem a concentrar-se na zona rural (c2=5,416; p=0,020), e tiveram trabalho de parto com mais de 10 horas. As mulheres com risco baixo tendem a transportar pesos superiores a 3Kg com frequência. Os níveis de risco de quedas não é influenciado pela idade, estado civil, habilitações literárias, profissão, IMC, nº de gravidezes, nº de filhos, tipo de parto, existência de laceração ou rasgadura, o local onde o parto foi realizado, a quantidade de medicamentos que tomam, a perda de urina, os anos de perda, a existência de infeções urinárias, o nº de micções, o uso de pensos absorventes, a obstipação das mulheres com IU institucionalizadas. O impacto da incontinência urinária nas mulheres institucionalizadas é considerado muito grave, influenciado pela residência, a zona rural com valores mais elevados. Quanto maior o impacto da IU mais pensos absorventes têm que usar diariamente. As mulheres que não sofrem de obstipação têm um impacto de IU grave. A ocorrência de infeções urinárias tende a ter impacto de IU moderado. As mulheres que transportam com frequência pesos superiores a 3Kg tendem apresentar impacto de IU leve. O impacto da IU não é influenciado pela idade, pelo estado civil, pelas habilitações literárias nem pela profissão, pelo IMC, pelo nº de gravidezes, pelo nº de filhos, pelo tipo de parto ou pela existência de laceração ou rasgadura e pelo nº de horas necessárias para o trabalho de parto e o local onde foi realizado e pela toma de medicação das mulheres institucionalizadas. As mulheres com IU têm uma dependência nas AIVD moderada ou severa. As mulheres com dependência severa tendem a ter idades entre os 75 e os 95 anos e vivem sem companheiro. Quanto maior o impacto da IU das mulheres institucionalizadas maior é o seu risco de quedas e maior o seu grau de dependência nas AIVD. O impacto da IU tem um peso preditivo de 14% sobre o risco de quedas. Conclusão: Defendemos que a intervenção de enfermagem seja direcionada para a prevenção e educação, num trabalho colaborativo e articulado com as pacientes no hospital e em casa. Palavra-Chave: Atividades instrumentais de vida diária; Incontinência urinária; Risco de quedas; Saúde da mulher; Enfermagem.
Abstract Framework: Women who have the call urgency incontinence have a higher risk of falls and fractures. People with this condition feel an urgent need to empty their bladders. The weakened pelvic muscles, bladder dysfunction, and some medications may underlie the problem. Objectives: To characterize the sociodemographic indicators, clinical, obstetric and gynecological and verify that influence the risk of falls among women with uriária incontinence (UI) institutionalized; characterize the impact of incontinence and instrumental activities of daily living and see if they have influence on the risk of falls among institutionalized women with UI. Method: Exploratory, descriptive and correlational cross-sectional component. Convenience sample consisting of 67 elderly women (X = 75.51 years old), the Hospital Center Baixo Vouga. Data were collected socio-demographic, obstetric, gynecological, clinical, on the impact of IU (International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF) on Instrumental Activities of Daily Living (Lawton & Brody, 1969; Portuguese Version Sequeira, 2007) and on the risk of falls (scale J. Morse, 1997). Results: Institutionalized elderly women 68.7% have partner; 49.3% with low education, 53.7% have pre-obesity, 74.6% prevalent cardiovascular disease, 79.1% take five or more medications, 94% suffer UI, 95.5% expressed constipation, 83.6% of women with UI have institutionalized high risk of falling. Women at high risk of falls tend to be concentrated in rural areas (c 2 = 5.416, p = 0.020), and had labor over 10 hours. Women with low risk weights tend to carry more than 3kg frequently. Levels of risk of falls is not influenced by age, marital status, educational attainment, occupation, BMI, number of pregnancies, number of children, type of birth, existence of laceration or tear, where the birth took place, the amount drug taking, urine loss, years of loss, the existence of urinary infections, the number of voids, the use of absorbent pads, constipation institutionalized women with UI. The impact of urinary incontinence in women is institutionalized considered very serious, influenced by the residence, the countryside with higher values. The higher the impact of UI more absorbent pads have to use daily. Women who do not suffer from constipation have a serious impact UI. The occurrence of urinary infections tend to have moderate impact of UI. Women often carry more than 3kg weights tend to present the impact of UI lightweight. The impact of the UI is not influenced by age, marital status, the qualifications nor the profession, BMI, the number of pregnancies, the number of children, type of birth or by the existence of laceration or tear and the number of hours necessary for labor and the place where it was done and by taking medication institutionalized women. Women with UI have a dependency in IADL moderate or severe. Women with severe addiction tend to be aged between 75 and 95 years and living without a partner. The greater the impact of UI women institutionalized greater your risk of falls and increased the degree of dependence in IADL. The impact of UI has a weight of 14% predictive of the risk of falls. Conclusion: We argue that nursing intervention is directed toward prevention and education, in a collaborative and coordinated with the patients in the hospital and at home. Key word: Instrumental activities of daily life; Urinary incontinence; Risk of falls; The woman's health; Nursing.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.19/1977
Aparece nas colecções:ESSV - UESPFC - Dissertações de mestrado (após aprovadas pelo júri)

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