Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.19/2057
Título: Perceção dos enfermeiros sobre diretivas antecipadas de vontade
Autor: Neves, Maria Emília Oliveira
Silva, Ernestina Maria Veríssimo Batoca, orient.
Silva, Daniel Marques, co-orient.
Palavras-chave: Atitude perante a morte
Atitude do pessoal de saúde
Consciência
Directivas antecipadas
Enfermeiros
Ética
Humanização da assistência
Recusa de tratar
Temas de bioética
Testamentos quanto à vida
Advance directives
Attitude to death
Attitude of health personnel
Bioethical issues
Conscience
Ethics
Humanization of assistance
Living wills
Nurses
Refusal to treat
Data de Defesa: 2013
Editora: Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de Saúde de Viseu
Resumo: Introdução - Perante o avanço cientifico e tecnológico na área da saúde é constatada a possibilidade de maior interferência nos processos de morrer. Nas situações clínicas em que não existem expectativas de recuperação, a pessoa maior de idade pode manifestar a sua vontade de recusar cuidados de saúde inúteis ou desproporcionados, com recurso às Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV). A elaboração do Testamento Vital permite à pessoa manifestar a sua vontade sobre os momento finais da sua vida e os profissionais de enfermagem não podem estar à margem de todo o processo de planeamento, conceção e cumprimento das DAV Objetivos –Com este estudo pretendemos analisar a perceção dos enfermeiros sobre as DAV e a sua relação com as variáveis sócio-demográficas (sexo, idade, estado civil) e sócioprofissionais (formação, local e tempo de serviço) Procuramos também analisar de que modo a experiência dos enfermeiros com as DAV influencia a sua perceção. Metodologia – Estudo quantitativo, descritivo e correlacional. Foi utilizado um questionário autopreenchido numa amostra de 139 enfermeiros do CHBV, EPE, durante os meses de Fevereiro e Março de 2013. Resultados – A maioria da nossa amostra é do sexo feminino (78,4%), e na formação académica e profissional 71,9% os enfermeiros possuem apenas a licenciatura e formação inicial. A maioria (74%) têm menos de 40 anos de idade e 42,6% têm entre 5 e 10 anos de experiência profissional. São os enfermeiros entre os 26 e os 30 anos de exercício profissional que apresentam uma posição mais critica relativamente às DAV (p=0,03). Cerca de 95% dos enfermeiros não tem experiência de situações onde foi dada a possibilidade ao doente de decidir com recurso às DAV nem vivenciou situações em que o doente tenha sido informado sobre esse direito. A maioria dos enfermeiros (72,7%) manifestou-se disponível para refletir com o doente a elaboração do documento de DAV, contudo 45,3% só o fariam se o doente ou os familiares o solicitassem. Conclusão – Verificamos que os enfermeiros tiveram pouca experiência de situações em que houve recurso ás DAV- Mostram-se disponíveis para respeitar a vontade antecipada do doente considerando-a um instrumento válido e facilitador da tomada de decisão, contudo não se sentem ainda capazes de abordar este tema por iniciativa própria. A maioria concorda que as DAV podem falhar a nível prático pois os valores pessoais do doente e os avanços tecnológicos e terapêuticos podem mudar. Valorizam a existência dum Procurador de cuidados de saúde pois pode assegurar ou alterar a vontade do doente.Foi sentida a necessidade de maior reflexão e debate sobre as questõs éticas que as DAV encerram: promoção da autonomia do doente e informações a prestar, cuidar em situações de vulnerabilidade, decisões de equipa, integridade ética do enfermeiro e objeção de consciência PALAVRAS CHAVE: Perceção, Enfermeiros, Diretivas Antecipadas de Vontade.
ABSTRACT Introduction – Owing to the scientific and technological advancement regarding health, it has been proved the possibility of greater interference in the process of dying. In clinical situations in which there are no expectations of recovery, elderly people can express their desire to refuse unnecessary or unreasonable health care, by means of Advance Directive (AD). The drafting of the last will and testament allows the persons to express their desire towards the final moment of their lives and the nursing professionals should be involved in the whole process of planning, conceiving and fulfilment of AD. Objectives – The intention of the present study is to analyse the perception that nurses have about the AD and their relationship with the socio-demographic (sex, age, marital status) and socio-professional versions (training, location and years of work). There is also the intention to analyze the way in which the experience of nurses with the AD influences their understanding and sensibility towards each specific situation. Methodology – A quantitative, descriptive and correlational study was put into practice. A questionnaire was used with a sample of 139 nurses of CHBV, EPE, throughout February and March 2013. Results - The majority of the sample covers female participants (78.4 %), and in academic and vocational training 71.9% of nurses have either graduated from University or only have the initial training. The majority (74 %) are less than 40 years and 42.6% have between 5 and 10 years of professional experience. The nurses between 26 and 30 years of professional experience present a more critical attitude towards the AD (p= 0.03). Approximately 95% of nurses not only don’t have experience of situations where the patient was given the opportunity to decide on his own health condition based on the AD, but they also haven’t experience situations in which the patient has been informed of this right. The majority of nurses (72.7 %) expressed their availability to reflect with the sick person the drawing up of the document of AD, however only 45.3% would do it in case the patient or the relatives explicitly requested it. Conclusion – It’s obviously noticed that the nurses had little experience of situations in which there was some appeal to the use of the AD. They showed their willingness to accomplish the patient’s prior wish, considering it a valid and enabler instrument on the decision-making process, however they do not feel they are capable of dealing with this issue on their own initiative yet. The majority agrees that the AD may fail at practical level because both the personal values of the patient and the technological and therapeutic advances may change. They value the existence of a procurator of health care, because he may be able to ensure or change the patient’s decision. There was the feeling of need for greater reflection and debate on the ethical questions underlying the AD , such as the promotion of of the patient’s autonomy and the transmission of information, how to act in situations of vulnerability, how to take team decisions, how to express the ethic integrity of nurses and how to express conscience objection. KEY WORDS: Perception, Nurses, Advance Directive.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.19/2057
Aparece nas colecções:ESSV - UEMC - Dissertações de mestrado (após aprovadas pelo júri)

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