Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.19/2557
Título: Atitudes da mulher face à interrupção voluntária da gravidez
Autor: Fernandes, Bruno Filipe Almeida
Orientador: Ferreira, Manuela Maria Conceição
Duarte, João Carvalho
Palavras-chave: Aborto induzido
Apoio social
Atitude perante a saúde
Auto-conceito
Auto-estima
Casamento
Família
Mulher
Satisfação pessoal
Sexualidade
Abortion, induced
Attitude to health
Family
Marriage
Personal satisfaction
Self concept
Self esteem
Sexuality
Social support
Women
Data de Defesa: 26-Mar-2014
Resumo: Enquadramento: A interrupção voluntária da gravidez tem sido um tema controverso nas sociedades economicamente desenvolvidas, abrangendo múltiplas perspetivas, mobilizando valores humanos, éticos, sociais, psicológicos, políticos; técnicos e económicos. O conhecimento desta temática por parte dos profissionais de saúde constitui-se como essencial na promoção do planeamento familiar e do empoderamento da mulher/ casal na adesão a comportamentos assertivos com uma vivência da sexualidade responsável e saudável. Objetivos: Identificar as variáveis sociodemográficas e obstétricas que são determinantes nas atitudes da mulher face à interrupção voluntária da gravidez; Analisar a influência da autoestima, da funcionalidade familiar, do suporte social e da satisfação com a vida conjugal nas atitudes da mulher face à interrupção voluntária da gravidez. Métodos: Estudo não experimental, quantitativo, descritivo-correlacional e explicativo, com uma amostra não probabilística por conveniência (n=101). A recolha de dados efetuou-se através de um questionário constituído por uma componente sociodemográfica e historial obstétrico, e por uma segunda parte onde recorremos a quatro escalas: Funcionalidade familiar, SmilKstein (1978), versão portuguesa de Azevedo & Matos (1989); Self Esteem Scale, Rosenberg (1965), versão portuguesa de Santos & Maia (1999, 2003); Satisfação com o suporte social, Ribeiro (1999); Satisfação em áreas da vida conjugal, Narciso, I. & Costa, M. E. (1996). Este instrumento de colheita de dados foi aplicado a mulheres que interromperam a gravidez num hospital da região centro. Resultados: A idade das mulheres oscilou entre os 16 e os 49 anos, 61,4% são solteiras/ divorciadas, apresentam um agregado familiar médio de 3,18 elementos, (48,3%) são gesta três e têm em média de 5,81 semanas de gestação. 97% não planeou esta gravidez. Constatamos diferenças estatísticas significativas para as variáveis: Idade, são as mulheres mais novas que mais valorizam a dimensão “motivos de ordem pessoal” (p=0,001) e a “atitude total” (p=0,036); Nacionalidade, são as mulheres estrangeiras que maior importância atribuem à dimensão “motivos familiares” (p=0,035); Situação laboral, são as estudantes que revelam interromper a gravidez por “motivos de ordem pessoal” (p=0,000). 52,5% aponta motivos de ordem económica para a concretizar, são as mulheres mais velhas (53,6%) que maior significado atribuem à dimensão “motivos de ordem económica” (p=0,000), enquanto que as Primigestas o fazem por “motivos de ordem pessoal” (p=0,000). Verificamos ainda que os “motivos de ordem familiar” são os mais significativos nas mulheres com disfuncionalidade familiar leve (p=0,007), com moderada satisfação com o suporte social (p=0,014) e baixa satisfação conjugal (p=0,002). Por fim, constatamos que o Suporte social, na dimensão “intimidade” (p=0,000 - 0,006), face aos motivos de ordem familiar e total das atitudes, respetivamente, e “suporte social total” (p=0,005 ) relativamente aos motivos de ordem socioeconómica; e a Satisfação em áreas da vida conjugal, nas dimensões “sexualidade” (p=0,000) e “autonomia” (p=0,021 ), quanto aos motivos de ordem familiar e pessoal, respetivamente; têm poder preditivo sobre as atitudes da mulher face à interrupção voluntária da gravidez. Conclusão: Podemos assim afirmar que a idade, a situação laboral, a nacionalidade, ser primigesta, as motivações económicas, funcionalidade familiar, a satisfação com o suporte social e a satisfação conjugal apresentam evidências de sensibilidade no contexto da interrupção voluntária da gravidez. O conhecimento mais aprofundado das atitudes da mulher face à interrupção voluntária da gravidez, permitirá produzir reflexos na prática de cuidados especializados, no contexto do planeamento familiar e pré-concecional, visando a excelência das práticas em Saúde Materna, Obstetrícia e Ginecologia. Palavras-chave: Atitudes, interrupção voluntária da gravidez, funcionalidade familiar, autoestima, suporte social e satisfação conjugal.
ABSTRACT Background: Voluntary pregnancy interruption has been a controversial topic in developed societies, covering multiple perspectives and comprising human, ethical, social, psychological, political, technical and economic values. The knowledge of this subject, on behalf of health professionals, is essential to promote family planning and the empowerment of the woman/couple in following assertive behaviours with a healthy and responsible sexual life. Objectives: Identify the socio-demographic and obstetric variables which are determinant in attitudes of women faced with voluntary pregnancy interruption; analyse the influence of self-esteem, family functionality, social support and married life satisfaction in attitudes of women faced with voluntary pregnancy interruption. Methods: Non-experimental, quantitative, descriptive-correlational and explanatory study, with a nonprobabilistic convenience sample (n = 101). Data collection was carried out through a five scale questionnaire comprising obstetric history and a socio-demographic component: Family functionality by SmilKstein (1978), Portuguese version by Azevedo & Matos (1989); Self Esteem Scale, Rosenberg (1965), Portuguese version by Santos & Maia (1999, 2003); Satisfaction with Social support, Ribeiro (1999); Satisfaction in areas of married life- Narcissus, I. & Costa, M. E. (1996). This data collection instrument was applied to women who voluntarily interrupted pregnancy in a hospital of the central region. Results: Women’s ages ranged from 16 to 49 years of age, 61.4% were single/divorced, they present an average household number of 3.18 elements, (48.3%) had three pregnancies, and an average gestation of 5.81 weeks. 97% did not plan the pregnancy. Significant statistical differences were found for the variables: Age, younger women are those who most value the dimension "personal reasons" (p = 0.001) and the "total attitude” (p = 0.036); Nationality, foreign women are those who most value the dimension "family reasons" (p = 0.035); Employment situation, students are those who most indicate pregnancy interruption for "personal reasons" (p = 0.000). 52.5% point out economic reasons for the interruption, older women (53.6%) are those who most value the dimension "economic reasons" (p = 0.000), while those pregnant for the first time proceeded with the interruption for "personal reasons" (p = 0.000). It was also verified that “family reasons” are the most significant in women with mild family dysfunction (p=0,007), with moderate satisfaction in terms of Social Support (p=0,014) and low marital satisfaction (p=0,002). It was further noted that Social Support, in the "intimacy" dimension (p=0,000- 0,006), due to total and family atitudes, and “total social support” (p=0,005) in relation to socioeconomical motives; Married life satisfaction, within the "sexuality" dimension (p = 0.000) and “autonomy" (p = 0.021), In relation to family and personal motives, had predictive power regarding the attitudes of women faced with voluntary pregnancy interruption. Conclusion: It is thus stated that age, employment situation, citizenship, being pregnant for the first time, economic motivation, and family functionality, satisfaction with social support and marital satisfaction, may influence the context of voluntary pregnancy interruption. Understanding women's attitudes towards voluntary pregnancy interruption will help within the practical context of specialised care, in the context of family and pregnancy planning, aiming towards excellency in Maternal health, Obstetrics and Gynaecology practices. Key words: Attitudes, voluntary pregnancy interruption, family functionality, self-esteem, social support and marital satisfaction.
URI: http://hdl.handle.net/10400.19/2557
Designação: Mestrado em Saúde Materna, Obstetrícia e Ginecologia
Aparece nas colecções:ESSV - UEMOG - Dissertações de mestrado (após aprovadas pelo júri)

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
FERNANDES, Bruno Filipe Almeida - DissertMestrado.pdfDocumento principal6,44 MBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.