Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.19/2583
Título: Adesão ao regime terapêutico na pessoa com diabetes mellitus tipo 2 : A importância da educação terapêutica
Autor: Correia, Carla Isabel Silva
Orientador: Albuquerque, Carlos Manuel Sousa
Ferreira, Manuela Maria Conceição
Palavras-chave: Adesão à medicação
Auto-cuidado
Conhecimentos, atitudes e prática em saúde
Cooperação do doente
Diabetes mellitus tipo 2
Educação de doentes
Diabetes mellitus, type 2
Health knowledge, attitudes, practice
Medication adherence
Patient compliance
Patient education
Self care
Data de Defesa: 14-Mai-2014
Resumo: Introdução: É expectável que as pessoas com diabetes, tal como acontece com a generalidade das doenças crónicas, ao longo das suas vidas, integrem, cumpram e sequenciem um leque de ações comportamentais, terapêuticas ou preventivas, o que sugere o risco confirmado de ocorrer uma falta de adesão globalizada, deteriorando a sua qualidade de vida e exponenciando o impacto económico. Face a este enquadramento, o objetivo central deste trabalho pretende determinar a prevalência da adesão ao esquema terapêutico prescrito, com o intuito de reconhecer a educação terapêutica como fornecedora de ferramentas essenciais ao empowerment do doente. Métodos: Conceptualizámos um estudo de natureza quantitativa, transversal, descritivocorrelacional, recorrendo a uma amostra não probabilística constituída por 102 pessoas com diabetes tipo 2, com idades compreendidas entre 40 e 85 anos (M=63,24 ±10,47Dp) e maioritariamente do sexo masculino (51,96%). Utilizámos instrumentos de medida validados para a população portuguesa: Escala de Adesão ao Tratamento, Escala de Autocuidados com a Diabetes, Questionário de Conhecimentos sobre a Diabetes, Escala de Ansiedade Depressão e Stress (EADS-21). Recorremos também aos valores de HbA1c para avaliar diretamente a adesão. Resultados: Os inquiridos apresentam uma média de adesão ao tratamento de 67,33 e na generalidade traduz-se mais elevada no sexo feminino. Constata-se a inexistência de associação significativa entre a adesão e as variáveis sociodemográficas, sexo e idade. Os indivíduos solteiros, os residentes nas zonas urbanas, os reformados e os que possuem o 3º ciclo de escolaridade ou mais aderem melhor ao tratamento. A monitorização da glicémia, o cumprimento da alimentação específica e os conhecimentos revelam um efeito estatisticamente significativo sobre a adesão (p <0,05), concretamente: quanto mais frequente for a monitorização da glicémia, o cumprimento do plano de alimentação específica e quanto mais conhecimentos possuir o diabético maior é a adesão ao tratamento. Quem pratica exercício físico, mantém cuidados aos pés e o cumpre as orientações relativas à alimentação geral, revelam maior adesão. Indivíduos ansiosos, deprimidos e com stress aderem menos ao plano terapêutico. Conclusão: As evidências encontradas salientam que é urgente reconhecer a importância da mensuração da adesão dos doentes diabéticos ao plano terapêutico para a manutenção do controlo glicémico. Sugerimos que se aposte em programas educativos de forma a potencializar uma maior adesão aos autocuidados, junto da pessoa com diabetes tipo 2. Palavras-chave: Diabetes tipo 2 insulinodependente; Autocuidados; Conhecimentos; Adesão ao Regime Terapêutico; Educação Terapêutica.
ABSTRACT Introduction: It is expected that people with diabetes, as with the majority of chronic diseases, throughout their lives, integrate and initiate a range of behavioral, therapeutic or preventive actions, suggesting the confirmed risk of occurring a globalized noncompliance, deteriorating their quality of life and an exponential economic impact. Given this framework, the main aim of this paper intends to determine the prevalence adherence to prescribed therapeutic regimen, in order to recognize that the therapeutic education is an essential tool to the empowerment of the patient. Methods: We conceptualized a quantitative, cross-sectional, descriptive, correlational study, using a non-probability sample consisting of 102 people with diabetes, aged 40 to 85 years (M = 63.24 ±10.47 SD) mostly male (51.96%). We used measuring instruments validated for the Portuguese population: Treatment Adherence Scale, Diabetes Self-care Scale, Questionnaire about the knowledge of Diabetes, Depression, Anxiety and Stress Scale (EADS-21). Also resorted to HbA1c to directly assess adherence. Results: Respondents mean adherence to treatment was 67.33 in general this was higher in females. It appears that there is no significant association between adherence and sociodemographic variables, sex and age. Single individuals, residents in urban areas, pensioners and those with the 3rd stage of schooling or more, adhere better to treatment. The blood glucose monitoring, specific diet fulfillment and knowledge, reveal a statistically significant effect on adherence ( p < 0.05 ), namely: how much more frequent monitor blood glucose as and fulfill the specific eating plan and the more knowledge diabetics have, the better they adhere to the treatment. Who does exercise, keeps the foot care and meets the guidelines for general diet, shows greater adherence. Anxious, depressed and stressed individuals adhere less to therapeutic plan. Conclusion: The evidences underlines the urgent need to recognize the importance of measuring patient adherence to a diabetes treatment plan for the maintenance of glycemic control. We suggest the reinforcement of educational programs in people with type 2 diabetes in order to enhance greater adherence to self-care. Keywords: Diabetes type 2 insulin-dependent; Self-care; knowledge; Adherence to therapeutic regimen; Therapeutic Education.
URI: http://hdl.handle.net/10400.19/2583
Designação: Mestrado em Educação para a Saúde
Aparece nas colecções:ESSV - UESPFC - Dissertações de mestrado (após aprovadas pelo júri)

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