Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.19/2624
Título: Influência da Crise Económica na Saúde Mental dos Profissionais de Saúde
Autor: Cabral, Lídia
Duarte, João
Varanda, Helena
Martins, Helena
Sousa, Isabel
Cabral, Jéssica
Palavras-chave: saúde mental
crise económica
profissionais de saúde
mental health
economic crises
health personnel
Data: 2014
Editora: Instituto Politécnico de Viseu
Citação: Cabral, Lídia; Duarte, João; Varanda, Helena; Martins, Helena; Sousa, Isabel & Cabral, Jéssica (2014). Influência da Crise Económica na Saúde Mental dos Profissionais de Saúde. Millenium, 47 (jun/dez). Pp. 205‐215.
Resumo: Resumo Introdução: Atualmente, é reconhecida a influência que a crise económica desempenha na saúde mental dos profissionais de saúde. As crises económicas são momentos de risco e podem levar a um estado de desequilíbrio do bem-estar mental da população. Assim, em Portugal, com uma prevalência de perturbações mentais e um consumo médio de antidepressivos superiores aos da média europeia, estes são factos alarmantes. Objetivos: Analisar a influência da crise económica, situação laboral e redução do poder económico na saúde mental dos profissionais de saúde; analisar a influência da crise económica atual na redução do poder económico dos profissionais de saúde; conhecer a influência das variáveis sociodemográficas e do impacto da situação laboral na saúde destes profissionais. Material e Métodos: Estudo descritivo-correlacional, transversal, numa amostra não probabilística, em 181 profissionais de saúde (61 enfermeiros, 60 médicos e 60 assistentes operacionais de saúde AOS) do Centro Hospitalar Tondela – Viseu e Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões, no período de tempo compreendido entre fevereiro e junho de 2014. Como instrumento de colheita de dados utilizou-se um questionário e a Escala de Saúde Mental de Pais Ribeiro (2001). Resultados: Constatámos que 91.2% dos inquiridos se sentem afetados pela crise económica, declarando que esta tem influência na saúde mental dos profissionais de saúde, no entanto a maioria dos inquiridos possui uma boa saúde mental. Esta variável está associada a um nível de literacia mais elevado, sendo que os profissionais de saúde que trabalham por turnos são os mais afetados. A maioria reduziu, no último ano, as despesas com alimentos, restaurantes, lazer, compra de equipamentos eletrónico e vestuário, despesas com água, luz, telefone, utilização do carro e, ainda, as despesas com a decoração da casa. No que diz respeito aos gastos na educação, atividades extracurriculares e mesada dos filhos, a maior parte dos profissionais referiu não ter reduzido esses custos. Conclusão: A maioria dos profissionais de saúde sentiu a influência dos cortes salariais, do aumento da carga horária e de sentimentos de pressão laboral, com repercussão na sua saúde mental.
Abstract Background: Nowadays, it is recognized the influence that the economic crisis plays in the mental health of health professionals. Economic crisis are moments of risk that could take to the imbalance in the mental wellbeing of the population. Portugal presents a prevalence of mental disorders and an average consumption of antidepressants higher than the European average, which turnout to be alarming facts. Objectives: Analyze the influence of the economic crisis, the employment situation and the reduction of economic power in the mental health of health professionals. Verify the influence of the current economic crisis in reducing the economic power of health professionals. Verify the association between socio-demographic variables in mental health of these professionals groups. Material and Methods: This is a correlational-descriptive, cross-sectional and non-experimental study, with a non-probabilistic sample of 181 health professionals (61 nurses, 60 doctors and 60 operational health assistants AOS) of the Hospital Tondela - Viseu and ACES Dão Lafões in the time period between February and June 2014. As an instrument for data collection, we used a questionnaire that includes the Mental Health Scale of Pais Ribeiro (2001). Results: In sum, 91.2% of the interviewed participants claimed to have felt affected by the economic crisis which has influence on the mental health of health professionals, however, most of the inquired ones are mentally healthy. This variable it is associated with a higher level of literacy, and the shift work professionals are the most affected. The majority reduced in the last year, the costs with food, restaurants, leisure time, purchase of electronic equipment and clothing, water costs, electricity, telephone, car use and the costs of home decor. With regard to spending on education, extracurricular activities and monthly allowance of the children, most referred not having reduced their costs. Conclusions: Most health professionals felt the influence of wage cuts, increased workload and feelings of work pressure, with repercussions on their mental health.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.19/2624
Versão do Editor: http://www.ipv.pt/millenium/Millenium47/17.pdf
Aparece nas colecções:RE - Número 47 - dezembro de 2014

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