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Título: Isabel II e a Bula Regnans in Excelsis, do Papa Pio V
Autor: Vargas, Maria Ester
Palavras-chave: Bula Regnans in Excelsis
Papa Pio V
Isabel I
Data: Abr-2003
Editora: Instituto Politécnico de Viseu
Relatório da Série N.º: 27;
Resumo: Roma, 27 de Abril de 1570. Pretendendo tomar uma atitude de firmeza perante o que considerava ser desestabilização religiosa na Inglaterra, e imbuído do espírito tridentino, que tinha feito sentir a necessidade de posições drásticas por parte da igreja católica relativamente às ideias reformistas da época, o papa Pio V redigiu uma bula, na qual excomungava a rainha Isabel I. Pensava ele que esse documento viria refrear as tendências desfavoráveis a Roma e restabelecer a ordem e a paz sobre todo o reino inglês com a hegemonia do poder papal. Deste modo, dava continuidade, em seu entender, à Contra-Reforma iniciada por Mary Tudor, meia-irmã de Isabel I, e que num curto espaço de tempo (cinco anos) tinha feito rolar as cabeças de inúmeros membros do clero e defensores das ideias anti-papais de seu pai, Henrique VIII, e de seu irmão, Eduardo VI, espalhando o terror e o medo pelo país, de tal modo que ficou conhecida por Maria, a Sangrenta. Contudo, a Bula Regnans in Excelsis teve um efeito contrário ao pretendido por Pio V, dado que a partir de então não houve mais hipótese de entendimento entre Londres e Roma e as grandes vítimas de todo este processo acabariam por ser, não os protestantes, na altura designados por puritanos, mas os próprios católicos ingleses que, por assim dizer, ficaram "entre a espada e a parede". Com efeito, ao terem de escolher entre a excomunhão e a desobediência à soberana do seu pais, acabavam por não terem verdadeiramente qualquer opção, acabando por ser condenados por aquele que à partida os deveria defender. Esta precipitação papal levou à separação definitiva da Igreja de Inglaterra da tutela de Roma, bem como à tomada de medidas rígidas de perseguição aos católicos, pois proibi-los de obedecer a todas as leis civis do país era dar trunfos aos seus inimigos para acusar de traidores todos os apoiantes do Papa. Com o presente estudo, pretendemos dar a conhecer qual o contexto político-religioso deste documento papal, referindo-nos à situação que levou Pio V a actuar deste modo e focando as principais consequências no campo religioso e político, delimitando o campo de análise ao reinado de Isabel I (1558-1603), evitando assim uma dispersão a que o estudo da Reforma em Inglaterra desde Henrique VIII levaria, e que consideramos fora do âmbito do tema proposto.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.19/608
ISSN: 1647-662X
Aparece nas colecções:RE - Número 27 - Abril de 2003

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