Alcantara, JulianaSimões, R. B.Carona, LilianaSimões, R. B.2026-04-162026-04-162025http://hdl.handle.net/10400.19/9807Este capítulo apresenta e discute as perceções das mulheres jornalistas sobre a natureza e os impactos da violência online e as formas adequadas de combatê-la. Recorrendo à investigação feminista dos média e tendo por base um conjunto de seis entrevistas semiestruturadas em profundidade com mulheres jornalistas a trabalhar em Portugal, analisamos significados atribuídos à participação digital ofensiva, as suas experiências de serem alvo de ataques e as suas visões das estruturas e práticas institucionais nas quais a participação é vivenciada e que através dela são reproduzidas. Os resultados evidenciam a recorrência, a intensidade e a genderização dos ataques, que são percecionados como uma ferramenta de silenciamento para afastar as mulheres da profissão jornalística. Isso implica que os valores democráticos e os ideais de igualdade de género têm sido propositalmente enfraquecidos, não apenas quanto à presença de mulheres no jornalismo, mas também quanto à possibilidade da garantia e de fomento da pluralidade de perspetivas no espaço público. O estudo oferece um contributo relevante para a compreensão da natureza das intervenções necessárias para minimizar as consequências nefastas da violência para o jornalismo e para a democraciaN/Aviolência onlinemulheres jornalistasmisoginiapandemia de COVID-19Experiências de abuso online de mulheres jornalistas e os riscos para o livre exercício da profissãobook part2026-04-16cv-prod-4561421