Rocha, JoãoRamalho, HenriqueLacerda José, Carla Sofia Pereira2026-04-202026-04-202025-09-03978-989-8525-88-8http://hdl.handle.net/10400.19/9876O texto resulta de um projeto de investigação-ação (Simões, 1990) em desenvolvimento num agrupamento de escolas, cujo objeto principal é a avaliação institucional, mais comummente vertida sob a configuração de autoavaliação. Inserida no eixo “Governação da educação e gestão democrática”, a proposta decorre de uma das atividades iniciais do projeto, designada por Diagnóstico pré-formação – levantamento e análise das necessidades e expetativas de formação e desenvolvimento profissional em autoavaliação dos educadores e professores. Estando circunstanciada no quadro restrito desta atividade, esta primeira incursão do projeto tem como objetivo, para além de suscitar um quadro o mais fiel quanto possível das necessidades de formação e de desenvolvimento profissional dos docentes no campo específico da autoavaliação, visa, também, compreender os desassossegos e as (des)crenças que estes atores têm vindo a (re)construir a respeito da autoavaliação das escolas e, mais particularmente, das suas próprias práticas e conceções de autoavaliação das escolas. Do ponto de vista teórico, privilegia-se uma abordagem focada em três pontos de análise: i) as teorias da avaliação educacional aplicadas à avaliação institucional das escolas públicas (Figari, 1996); ii) as conceções de avaliação institucional da escola, esclarecendo, logo à partida, conceitos como heteroavaliação, autoavaliação, avaliação externa e avaliação interna (Terrasêca, 2016; Correia, 2016); iii) a compreensão da influência dos processos de autoavaliação na governação e gestão das escolas (Afonso, 2017), a partir do ângulo específico das heteronomias e das autonomias facultadas pelas mais recentes incursões de uma avaliocracia (Afonso, 2008) cada vez mais instituída na escola portuguesa. No plano metodológico, ao envolver diretamente todos os docentes do agrupamento, este trabalho decorre de uma metodologia que é subsidiada por técnicas e abordagens ditas não experimentais (inquérito por entrevista e por questionário e a análise documental). Do ponto de vista das ilações, suscita-se um exercício de cotejo que denuncia importantes (des)conexões entre conceções e anseios profissionais sobre a autoavaliação das escolas e as atuais configurações com que se tem vindo a institucionalizar enquanto procedimento obrigatório, não surgindo suficientemente liberta das amarras normativistas e heterónomas de timbre centralista da avaliação externa, com os consequentes efeitos ao nível da governação da escola públicaN/AprofessoresautoavaliaçãoescolaautonomiaCompreender as (des)conexões entre a autoavaliação e a autonomia escolar: desassossegos e (des)crenças dos professoresconference paper2026-04-17cv-prod-4611514