Lopes, A.Ferreira, Z.Sardo, A.Cardoso, Ana Paula2018-07-302018-07-302018-07-27Lopes, A., Ferreira, Z., Sardo, A., & Cardoso, A. P. (2018). Espaços distópicos e heterotópicos no romance A Costa dos Murmúrios de Lídia Jorge: Desconstrução do discurso salazarista, face às práticas subjacentes à Guerra Colonial. In Sidney Barbosa, Ozíris Borges Filho e Jorge Luiz Marques de Moraes (Ogs.), O espaço literário na obra de Lídia Jorge (pp. 68-86). Rio de Janeiro: Bonecker.Código: 9788593479915Xhttp://hdl.handle.net/10400.19/5033A Costa dos Murmúrios, de Lídia Jorge, dá-nos uma perspetiva da guerra colonial assente numa ótica pouco habitual, a ótica feminina. Onde estiveram e o que fizeram as mulheres portuguesas como Eva Lopo – e outras ainda mais desafortunadas – durante a Guerra Colonial portuguesa? De que forma é que o sonho megalómano da construção de uma utopia nas “províncias ultramarinas” viria a revelar-se, na realidade, como um emaranhado de distopias e heterotopias? Na verdade, o termo heterotopia, elaborado pelo filósofo francês Michel Foucault, na sua conferência Des espaces Autres (1994), concita-nos, desde logo, a problematizar o papel do espaço na formação dos conceitos de subjetividade/alteridade, convocando reflexões sobre a natureza da dialética das relações entre centro e margem, que desencadeiam/podem desencadear situações de diáspora, hibridismo, territorialização/desterritorialização,enraizamento/desenraizamento, etc. À luz destas reflexões procuraremos interpretar algumas das consequências da Guerra Colonial, quer para a mulher, quer, de forma ainda mais devastadora, para as populações autóctones, que foram subjugadas, forçadas, desde os primórdios da colonização, a aculturar-se a um modo de vida que lhes foi imposto, à sua revelia, pelos povos colonizadores.porLiteraturaSalazarismoEspaços distópicosEspaços heterotópicosEspaços distópicos e heterotópicos no romance A Costa dos Murmúrios de Lídia Jorge: Desconstrução do discurso salazarista, face às práticas subjacentes à Guerra Colonial.book part