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- Manual UFCD 9596 - Autor - Propriedade IEFPPublication . Correia, João
- Saber tradicionalPublication . Correia, JoãoO saber tradicional e a memória biocultural configuram-se como elementos centrais para a compreensão das interações históricas e culturais entre as comunidades humanas e o ambiente natural. O saber tradicional, transmitido entre gerações, constitui um património imaterial dinâmico, orientador de práticas agrícolas, sociais e simbólicas que se adaptam às especificidades ecológicas de cada território. Este saber fazer ancestral refere-se ao conjunto de conhecimentos, práticas e crenças desenvolvidos e transmitidos oralmente entre gerações, dentro de uma comunidade. Esses saberes emergem da observação empírica e da experiência direta com o ambiente, abrangendo campos como a agricultura, a medicina popular, o maneio da água, a pastorícia, o uso de plantas e animais, e as práticas rituais associadas à natureza. Poderemos afirmar que o saber tradicional não é estático: ele evolui, reinventa-se e integra-se a novos contextos socioculturais, mantendose como um património imaterial dinâmico. A memória biocultural, por sua vez, representa o conjunto de conhecimentos, valores e práticas resultantes da coevolução entre sociedade e natureza, expressando-se na gestão sustentável dos recursos e na manutenção da diversidade biológica e cultural (Toledo & BarreraBassols, 2008). É, portanto, um conceito mais abrangente. Descreve a integração entre conhecimento, cultura e natureza ao longo do tempo e representa o registo coletivo das interações entre os seres humanos e o ambiente, acumulado na forma de práticas, linguagens, paisagens culturais, rituais e tecnologias locais. É o processo e o resultado da coevolução entre cultura e biodiversidade. É uma forma de “memória viva” que armazena e reproduz o saber tradicional, mas também o contexto ecológico e cultural que o sustenta.
- Diagnóstico territorial da paisagem alimentar da Serra da EstrelaPublication . Correia, JoãoO Projeto PAGE – Paisagens Agrícolas e Alimentares com mulheres inovadoras tem como objetivo valorizar sistemas alimentares singulares, por meio do reconhecimento dos saberes tradicionais a eles associados, da sistematização de inovações associadas a mulheres, da sistematização de processos capazes de atrair agentes inovadores (jovens) e da construção de redes e capital social nos territórios. O projeto é implementado por uma parceria liderada pela a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viseu (ESAV), e da qual fazem parte igualmente a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDRC), a Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP), o Centro de Competências de Agricultura Familiar e Agroecologia (CeCAFA), representado pela ACTUAR - Associação para a Cooperação e o Desenvolvimento, as PME VAGARI e ERVITAL e quatro jovens agricultores (Virtudes Outonais, Filipa Amaral, Vanessa Andrade e Sebastião Machado). O projeto decorre em três territórios-piloto: a Serra da Estrela, o Barroso e a Serra de Serpa, onde serão realizados diagnósticos territoriais, que visam (i) proceder à identificação do património alimentar desse território; (ii) fazer uma caracterização breve dos sistemas agrícolas subjacentes a esse património alimentar; (iii) conhecer os principais desafios para a valorização deste património alimentar e seus “guardiões” pelo setor do turismo. Assim, a identificação do património alimentar de determinado território é apenas a porta de entrada do diagnóstico; o cerne deste trabalho é, portanto, a caracterização dos sistemas agrícolas tradicionais subjacentes a ele. É a compreensão destes sistemas agrícolas que permite encontrar sinergias entre atores, produtos e serviços, no contexto da dinamização da oferta turística.
- Diagnóstico territorial da paisagem alimentar do BarrosoPublication . Correia, JoãoO Projeto PAGE – Paisagem Agrícolas e Alimentares com mulheres inovadoras tem como objetivo valorizar sistemas alimentar singulares, por meio do reconhecimento dos saberes tradicionais a eles associados, da sistematização de inovações associados a mulheres, da sistematização de processos capazes de atrair agentes inovadores (jovens) e da construção de redes e capital social nos territórios. O projeto é implementado por uma parceria entre a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viseu (ESAV), a Direção Regional de Agricultura e das Pescas do Centro (DRAPC); a Associação de Jovens Agricultores Portuguesas (AJAP), o Centro de Competências de Agricultura Familiar e Agroecologia (CeCAFA), representado pela ACTUAR, a empresa Vagari e 5 PMEs que incluem jovens agricultores. O projeto decorre em três territórios distintos: a Serra da Estrela, o Barroso e a Serra de Serpa. Em seguida, apresenta-se o diagnóstico da Serra da Estrela. Estes diagnósticos visam (i) proceder à identificação do património alimentar desse território; (ii) fazer uma caracterização dos sistemas agrícolas subjacentes a esse património alimentar; (iii) conhecer os principais desafios para a valorização deste património alimentar e seus “guardiões” pelo setor do turismo. Para compreender o património alimentar da região procedeu-se à sua identificação com foco principal entender os sistemas agrícolas tradicionais que o sustentam. Ao compreender esses sistemas, é possível identificar conexões entre diferentes atores, produtos e serviços, promovendo o desenvolvimento do turismo local. O estudo dos sistemas agrícolas envolveu três etapas. Inicialmente, foi realizado um levantamento de dados secundários, incluindo estatísticas agrícolas e dados espaciais sobre produção de alimentos e uso da terra. Em seguida, foram conduzidas entrevistas com produtores locais para entender melhor a dinâmica de seus sistemas agrícolas. Essa pesquisa concentrou-se no norte do Parque Natural da Serra da Estrela, por razões específicas que serão explicadas posteriormente. Por fim, as informações secundárias e primárias foram sintetizadas. Além da caracterização dos sistemas agrícolas, também foi realizada uma análise dos desafios enfrentados pelo setor do turismo para promover a paisagem alimentar local. Essa análise seguiu uma abordagem semelhante, com levantamento de dados secundários, pesquisa de campo e síntese de informações. Neste contexto, apresenta-se o Diagnóstico Territorial do Barroso
- Manual Diagnóstico Territorial RuralPublication . Correia, JoãoO presente manual tem como objetivo principal apoiar a transformação dos sistemas alimentares rurais, a partir de uma leitura territorial integrada que valorize as paisagens agrícolas e alimentares como património vivo e dinâmico. Em particular, o diagnóstico territorial do sistema alimentar visa promover a valorização do património alimentar local, reconhecendo o seu papel central na construção de comunidades mais sustentáveis, resilientes e saudáveis. Este processo de valorização procura articular preservação e inovação das paisagens alimentares, reforçando o papel dos seus "guardiões" — agricultores, produtores e transformadores de alimentos, cozinheiros, consumidores e outros agentes locais — através do fortalecimento do capital social e da criação de redes de cooperação territorial. Assim, o diagnóstico não se limita a uma leitura técnica ou descritiva, mas antes propõe-se como ferramenta estratégica de mobilização, planeamento. E de fortalecimento comunitário.
- Diagnóstico territorial da paisagem alimentar da Serra de SerpaPublication . Correia, JoãoO Projeto PAGE – Paisagem Agrícolas e Alimentares com mulheres inovadoras tem como objetivo valorizar sistemas alimentar singulares, por meio do reconhecimento dos saberes tradicionais a eles associados, da sistematização de inovações associados a mulheres, da sistematização de processos capazes de atrair agentes inovadores (jovens) e da construção de redes e capital social nos territórios. O projeto é implementado por uma parceria entre a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viseu (ESAV), a Direção Regional de Agricultura e das Pescas do Centro (DRAPC); a Associação de Jovens Agricultores Portuguesas (AJAP), o Centro de Competências de Agricultura Familiar e Agroecologia (CeCAFA), representado pela ACTUAR, a empresa Vagari e 5 PMEs que incluem jovens agricultores.
- O uso dos pesticidas em Portugal. Que caminhos?Publication . Godinho, Maria do Céu; Costa, Cristina Amaro DaA agricultura está inevitavelmente associada a um conjunto de variáveis no ecossistema, onde estão incluídos as pragas e doenças nas culturas e presença de outras plantas que competem pelo alimento, água e luz. Estes agentes são responsáveis por perdas no rendimento que, normalmente, não são aceites pelo agricultor. E é, por isso, que se recorre aos pesticidas: é preciso proteger as culturas do ataque dos seus inimigos. Também é verdade que a agricultura é a atividade desenvolvida pelo Homem que mais se aproxima dos sistemas naturais e tem, assim, um papel central na produção de diversos serviços do ecossistema, como a biodiversidade agrícola, qualidade do solo e água, estabilidade climática e manutenção da paisagem. Ora, o uso dos pesticidas introduz efeitos negativos em todo este sistema: degradam o solo, reduzem a qualidade e disponibilidade de água, causam poluição e perda de habitats selvagens e de biodiversidade. Aqui reside a encruzilhada na proteção das culturas.
