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Orientador(es)
Resumo(s)
Este capítulo apresenta e discute as perceções das mulheres jornalistas sobre a natureza e os impactos da violência online e as formas adequadas de combatê-la. Recorrendo à investigação feminista dos média e tendo por base um conjunto de seis entrevistas semiestruturadas em profundidade com mulheres jornalistas a trabalhar em Portugal, analisamos significados atribuídos à participação digital ofensiva, as suas experiências de serem alvo de ataques e as suas visões das estruturas e práticas institucionais nas quais a
participação é vivenciada e que através dela são reproduzidas. Os resultados evidenciam a recorrência, a intensidade e a genderização dos ataques, que são percecionados como uma ferramenta de silenciamento para afastar as mulheres da profissão jornalística. Isso implica que os valores democráticos e os ideais de igualdade de género têm sido propositalmente enfraquecidos, não apenas quanto à presença de mulheres no jornalismo, mas também quanto à possibilidade da garantia e de fomento da pluralidade de perspetivas no espaço público. O estudo oferece um contributo relevante para a compreensão da natureza das intervenções necessárias para minimizar as consequências nefastas da violência para o jornalismo e para a democracia
Descrição
Palavras-chave
violência online mulheres jornalistas misoginia pandemia de COVID-19
