Percorrer por autor "Lopes, Maria Amélia Santos"
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- Os estilos de vida nos doentes com cardiopatia isquémicaPublication . Lopes, Maria Amélia Santos; Duarte, João Carvalho, orient.; Dias, António Madureira, co-orient.Enquadramento: Os estilos de vida estão associados às doenças cardiovasculares e à mortalidade. Os benefícios da promoção de estilos de vida saudáveis na prevenção das doenças cardiovasculares são inequívocos, bem conhecidos pela comunidade científica e divulgados à população em geral. Contudo, as evidências de estilos de vida não saudáveis continuam a marcar uma tendência nas populações, principalmente nas sociedades ocidentais. Objetivos: verificar que estilos de vida apresentam os doentes com cardiopatia isquémica; averiguar se as variáveis sociodemográficas e a funcionalidade familiar interferem nos estilos de vida do doente com cardiopatia isquémica. Métodos: Optou-se por um estudo não experimental, de natureza quantitativa, do tipo descritivo-correlacional e explicativo. Para avaliar as variáveis em estudo, o instrumento de colheita de dados contém um questionário, constituído por questões relativas às variáveis sociodemográficas, a Escala de Funcionalidade Familiar, questões relacionadas com as variáveis clínicas, bem como contém a Escala de Estilos de Vida. A amostra global analisada foi de 140 doentes com Cardiopatia Isquémica, com uma média de idades de 68,98 anos. Do universo amostra em estudo, 105 doentes são do sexo masculino e 35 do sexo feminino. Resultados: Mais de metade da amostra apresentava obesidade moderada, predominando os participantes que tinham mais peso quando foram acometidos pela doença coronária isquémica. A maioria dos participantes nunca fumou, estando incluídos dentro do grupo de fumadores os homens. No que se refere à alimentação saudável, o coeficiente de dispersão revelou que esta apresentava uma dispersão moderada. A média mais elevada foi ao nível dos estilos de vida não saudáveis. A idade influenciou os estilos de vida dos doentes e os estilos de vida não saudáveis. A situação laboral influenciou os estilos de vida dos doentes, cuja variação das médias resultou em diferenças estatisticamente significativas para o fator “estilos de vida não saudáveis”. O stresse, a funcionalidade familiar, a idade e o sexo são variáveis preditoras dos estilos de vida saudáveis e estilos de vida global, uma vez que a correlação positiva que estas variáveis estabelecem com os estilos de vida saudáveis é muito fraca, tendo-se deduzido que quanto maiores os índices nestas variáveis, mais baixos são os estilos de vida não saudáveis. Conclusão: Este estudo indicou que, na generalidade, os doentes revelaram estilos de vida não saudáveis. Palavras-chave: Cardiopatia isquémica; estilos de vida saudáveis; estilos de vida não saudáveis.
