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Literacia alimentar em encarregados de educação de crianças do 1.º ciclo : Do diagnóstico à avaliação de um projeto em contexto escolar
Publication . Batista, Ana Carolina Martins Almeida; Amaral, Maria Odete Pereira
Introdução: A obesidade infantil constitui um dos principais desafios de saúde pública da atualidade, está associada ao desenvolvimento precoce de doenças crónicas e à adoção de hábitos alimentares inadequados. Neste contexto, a literacia alimentar dos encarregados de educação assume um papel fundamental, uma vez que influencia diretamente as escolhas alimentares e os comportamentos de saúde das crianças. Objetivos: Identificar o nível de literacia alimentar dos pais/encarregados de educação de crianças do 1.º ciclo do ensino básico do agrupamento de escolas de Tábua; caracterizar os hábitos alimentares das crianças; quantificar a prevalência de excesso de peso e obesidade infantil; identificar fatores sociodemográficos, profissionais e de saúde associados ao nível de literacia alimentar dos pais/encarregados de educação e avaliar o impacto do projeto de intervenção “AlimentArte: comer bem é divertido”. Metodologia: Realizou-se um estudo transversal analítico, integrado num projeto de investigação-ação comunitária com avaliação pré e pós-intervenção. A recolha de dados efetuou-se através da aplicação de questionários aos pais/encarregados de educação, permitindo avaliar hábitos alimentares, conhecimentos sobre alimentação e níveis de literacia alimentar. A amostra ficou constituída por 300 pais/encarregados de educação do 1º ciclo do agrupamento de escolas de Tábua com uma idade média de 39,45±5,62 anos. Resultados: Verificou-se que 33% das crianças apresentou excesso de peso/obesidade. Os pais/encarregados de educação revelaram níveis globalmente favoráveis de literacia alimentar, verificando-se, principalmente, dificuldades na interpretação crítica de rótulos nutricionais, sistemas de rotulagem e adaptação da informação alimentar às necessidades individuais. Encontrou-se como fatores associados ao nível de literacia alimentar ser do género feminino; perceção de estado de saúde excelente e menor índice de massa corporal (p<0,05). Após as etapas do planeamento em saúde e implementação do projeto “AlimentArte: comer bem é divertido”, observou-se uma melhoria global da literacia alimentar (80,97±14,57 vs. 84,53±15,69). Conclusão: Conclui-se que, a obesidade infantil continua a representar um importante problema de saúde pública, justificando a implementação de estratégias preventivas precoces em contexto escolar e familiar. Apesar dos níveis globalmente favoráveis de literacia alimentar observados persistem áreas que necessitam de reforço, particularmente na interpretação crítica da informação nutricional. O projeto “AlimentArte: comer bem é divertido” revelou-se eficaz na promoção da literacia alimentar, reforçando a intervenção do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária e Saúde Pública na promoção da saúde, prevenção da doença e capacitação das comunidades. Palavras-chave: Literacia em Saúde; Educação Nutricional; Hábitos Alimentares; Enfermagem de Saúde Comunitária; Enfermagem de Saúde Pública.
A prontidão vacinal dos profissionais das estruturas residenciais para pessoas idosas e instituições similares como desafio de saúde pública : Tradução e validação da 7C Scale of Vaccination Readiness
Publication . Lage, Liliana Micaela Cardoso; Antunes, Ricardo Pais
A vacinação constitui uma das intervenções mais eficazes em saúde pública, contribuindo significativamente para a redução da morbilidade e mortalidade associadas a doenças infeciosas. No entanto, a hesitação vacinal tem surgido como um desafio relevante, particularmente em contextos onde coexistem populações vulneráveis, como nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas e instituições similares. Neste contexto, a identificação dos fatores associados à prontidão vacinal entre os profissionais que exercem funções nestas instituições assume particular relevância para a proteção da saúde individual e coletiva. O presente relatório foi desenvolvido no âmbito da Unidade Curricular “Opção 5: Estágio com Relatório Final em Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) e em Unidades de Saúde Pública (USP)”, integrada no Curso de Mestrado de Enfermagem Comunitária - área de Enfermagem de Saúde Comunitária e Saúde Pública, da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viseu. Tem como finalidade refletir criticamente sobre o percurso formativo realizado em contexto de estágio e apresentar a componente de investigação desenvolvida. O estágio decorreu na Unidade de Cuidados na Comunidade de Albergaria-a-Velha e na Unidade de Saúde Pública Baixo Vouga – Serviço Local de Albergaria-a-Velha, permitindo o desenvolvimento de competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Comunitária e Saúde Pública, nomeadamente nos domínios da promoção da saúde, planeamento em saúde e vigilância epidemiológica. Na componente de investigação, foi desenvolvido um estudo metodológico de natureza quantitativa e transversal, que teve como principal objetivo a tradução, adaptação cultural e validação da “7C Scale of Vaccination Readiness” para a população portuguesa. A amostra integrou 187 profissionais de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas e instituições similares de um concelho da região centro de Portugal. Os resultados evidenciaram que a estrutura fatorial original da escala não foi integralmente replicada na amostra em estudo, tendo emergido uma solução alternativa composta por quatro fatores, com níveis de consistência interna adequados. Estes resultados contribuem para uma melhor compreensão da prontidão vacinal entre profissionais de ERPI e para o desenvolvimento de estratégias de intervenção em saúde pública dirigidas à promoção da vacinação em contextos institucionais. Conclui-se que o percurso de estágio contribuiu para o desenvolvimento das competências do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Comunitária e Saúde Pública, evidenciando a importância da articulação entre a prática clínica e a investigação. Concomitantemente, o estudo realizado permitiu aprofundar o conhecimento sobre os fatores associados à prontidão vacinal em profissionais de ERPI, reforçando a relevância do Enfermeiro Especialista na promoção da vacinação e na proteção das populações vulneráveis. Palavras-chave: Hesitação Vacinal; Vacinação; Enfermagem em Saúde Pública; Instituições Residenciais de Longa Permanência para Idosos; Estudo de Validação
Determinantes da qualidade de vida dos cuidadores informais : Uma análise de sobrecarga, coping e suporte social
Publication . Gomes, Mara Soares; Rocha, Ana Isabel de Almeida Ribeiro Fernandes
O presente relatório insere-se no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem Comunitária - área de Enfermagem de Saúde Comunitária e de Saúde Pública, tendo como objetivo analisar o percurso de desenvolvimento de competências do enfermeiro especialista em contexto de Estágio. O trabalho encontra-se estruturado em duas componentes principais: a descrição das experiências desenvolvidas em contexto de prática clínica e a integração de um estudo sobre a qualidade de vida dos cuidadores informais. A componente de Estágio decorreu, nomeadamente, na Unidade de Cuidados na Comunidade de Lamego e na Unidade de Saúde Pública Marão e Douro Norte. Ao longo do relatório, evidencia-se a importância do enfermeiro especialista na promoção da saúde, prevenção da doença e capacitação das populações. Destaca-se a relevância da intervenção comunitária, baseada na proximidade, multidisciplinaridade e adaptação às necessidades da população, considerando os determinantes sociais e de saúde. O relatório contempla a contextualização das unidades de saúde onde decorreram os ensinos clínicos, bem como a caracterização do contexto demográfico, social e epidemiológico da região. Ao longo deste processo, é fundamentado o desenvolvimento das competências adquiridas, evidenciado pelas atividades desenvolvidas. O estudo incide na análise da qualidade de vida dos cuidadores informais, explorando a influência de variáveis psicossociais, nomeadamente a sobrecarga, o suporte social e o coping. Em suma, o relatório evidencia o desenvolvimento de competências e a importância da investigação em enfermagem como suporte à tomada de decisão e à melhoria dos cuidados. Palavras-chave: Saúde Comunitária; Saúde Pública; Enfermeiro Especialista; Cuidadores Informais; Qualidade de Vida
Literacia parental em primeiros socorros e reanimação cardiorrespiratória pediátrica
Publication . Aguiar, João Miguel Rodrigues; Condeço, Luís Miguel Pereira
Introdução: A resposta imediata dos cuidadores em situações de emergência pediátrica é determinante para o prognóstico da criança. Em Portugal, a escassez de estudos que avaliem sistematicamente a literacia parental em primeiros socorros e reanimação cardiorrespiratória em contexto de urgência pediátrica justifica esta investigação. Objetivo: Refletir criticamente sobre o percurso formativo em estágio, e avaliar o nível de conhecimento dos pais e cuidadores sobre primeiros socorros e reanimação cardiorrespiratória pediátrica, identificando fatores associados e a perceção de confiança para atuar em situação de emergência. Metodologia: Estudo observacional, descritivo-analítico e quantitativo. A amostra, não probabilística por conveniência, incluiu 100 pais e cuidadores que recorreram ao serviço de urgência pediátrica de uma Unidade Local de Saúde. A recolha de dados foi efetuada através de um questionário digital, anónimo e autoaplicado, que avaliou dados sociodemográficos, formação prévia, experiências anteriores e conhecimentos em situações de emergência pediátrica. Resultados: Verificaram-se níveis elevados de resposta correta em procedimentos básicos de ativação de emergência, nomeadamente o número de emergência (99%) e a abordagem à inconsciência (98%). Identificaram-se lacunas significativas em procedimentos de maior complexidade técnica: apenas 50% responderam corretamente ao rácio de compressões/ventilações em pediatria e 34% à abordagem na ingestão de substâncias cáusticas. Relativamente à confiança para atuar, 46% dos participantes referiram sentir-se confiantes para realizar RCP no próprio filho, contrastando com os 95% que classificaram a formação nesta área como muito importante. Conclusão: Os resultados evidenciam que o nível de conhecimento em procedimentos de suporte de vida e a confiança para atuar em situação de emergência pediátrica são insuficientes, reforçando a necessidade de intervenções educativas práticas e acessíveis, promovidas por enfermeiros especialistas. Palavras-chave: primeiros socorros; reanimação cardiopulmonar; literacia para a saúde; pais; criança.
Brincar e cuidar : O impacto positivo do campo de férias no viver com diabetes
Publication . Pereira, Iracema Ribeiro; Cordeiro, Manuel Pereira
Introdução: A presente dissertação integra os relatórios de ensino clínico desenvolvidos ao longo do percurso académico, nos contextos de Pediatria, Neonatologia e Urgência Pediátrica, bem como um estudo primário de natureza qualitativa, centrado no impacto do campo de férias em crianças e jovens com Diabetes Mellitus Tipo I. Objetivos: Descrever e analisar o processo formativo vivido nos diferentes ensinos clínicos, com o objetivo de desenvolver competências exigidas para a prática do Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica. O estudo qualitativo teve como objetivo compreender as perceções das crianças e dos jovens com Diabetes Mellitus Tipo I acerca dos benefícios da participação num campo de férias. Metodologia: Descritiva e reflexiva, centrada no percurso formativo desenvolvido nos diferentes ensinos clínicos. O estudo é qualitativo, de natureza descritiva e exploratória, recorrendo a entrevistas semiestruturadas aplicadas a 15 crianças/jovens com Diabetes Mellitus Tipo I que participaram no campo de férias. As entrevistas foram analisadas segundo a análise de conteúdo de Bardin, seguindo as fases de pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados. Resultados: O percurso formativo nos diferentes contextos de ensino clínico contribuiu para o desenvolvimento de competências especializadas em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica. Relativamente ao estudo desenvolvido, as crianças/jovens participantes relataram ganhos significativos em autonomia, confiança, integração social e literacia em saúde. A convivência entre pares com DM I contribuiu para a normalização da doença, o reforço do bem-estar emocional e a melhoria da autogestão e motivação para o autocuidado. Conclusões: Os ensinos clínicos permitiram o desenvolvimento e a consolidação de competências necessárias à prática do Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica. Os campos de férias para crianças/jovens com DM I constituem um recurso complementar valioso na educação terapêutica, promovendo autonomia, apoio emocional e competências essenciais para a gestão da DM I.