Browsing by Author "Ramalho, Henrique"
Now showing 1 - 10 of 17
Results Per Page
Sort Options
- Aprender é Coisa Séria: contributos para a construção do saber escolar IPublication . Ramalho, Henrique; Cardoso, Ana Paula; Lacerda, Carla; Rocha, João; Figueiredo, MariaEste livro tem como finalidade remeter o/a leitor/a para o substrato académico, mas também multi-institucional, social e cultural resultante das duas primeiras edições do Ciclo de Conferências – Aprender é Coisa Séria. A primeira edição foi realizada em março, abril e maio de 2014, e a segunda em outubro e novembro de 2016, sob a coordenação da Área Disciplinar de Ciências da Educação, do Departamento de Psicologia e Ciências da Educação, da Escola Superior de Educação de Viseu, em parceria estreita com o Sindicato dos Professores da Zona Centro. Confrontados com a necessidade de rever os diferentes ângulos de problematização e compreensão do processo de ensino-aprendizagem, a discussão convocada neste livro aborda uma diversidade de temas e de questões sobre a aprendizagem, os seus múltiplos sentidos e significados e os graus de complexidade que se vão manifestando sob distintos desafios, perceções, racionalidades e práticas do ato de levar a aprender. Não obstante o facto dos/as diferentes autores/as apresentarem conceções e propostas de abordagem do ato de aprender em sala de aula, naturalmente, delimitadas pelos campos disciplinares em que atuam, certo nos parece que, depois de ler este livro, dificilmente nos poderemos alinhar com uma conceção de aprendizagem linear, simplista e definitiva. Pelo contrário, sugere-se, no quadro geral dos textos agora apresentados, que se impõe, cada vez mais, uma alteração paradigmática na forma de conceber, pensar e fazer acontecer a aprendizagem em contexto de sala de aula. Não será, portanto, despiciendo justificar a organização dos textos segundo o critério e, talvez mais importante, a necessidade de explicar e compreender a aprendizagem sob múltiplos ângulos disciplinares, seja em linha com uma abordagem teórica concetual, seja valorizando uma matriz mais prática e operacional. Terá sido por isso, também, que a abordagem ao objeto de estudo das duas primeiras edições do Ciclo de Conferências – Aprender é Coisa Séria a que reporta este livro suscitou um enquadramento abrangente da aprendizagem sob os signos do lúdico, da criatividade, das transgressões, das interações e das sinuosidades associadas aos processos de aprendizagem ocorridos em contexto de sala de aula. Este primeiro livro abre com o artigo de Maria Figueiredo subordinado à temática Investigação e Ensino: contornos e contributos na formação inicial de educadores de infância, onde a autora discorre sobre o enquadramento da formação inicial de professores em Portugal, fazendo sobressair a expectativa de que os futuros professores e educadores desenvolvam uma atitude investigativa, enquanto mote para a introdução de trabalho de investigação em ligação com as práticas de ensino supervisionadas. João Rocha, com o artigo Processos de Supervisão: acompanhamento e avaliação de professores, apresenta-nos um ensaio reflexivo em torno da análise e discussão de situações de docência, analisando as características dos supervisores eficazes, as competências de comunicação, de observação de aulas, e, mais holisticamente, da supervisão propriamente dita. Segue-se o texto Entre Participações Convergentes e Divergentes em Sala de Aula: um ensaio sociológico sobre a interação escola-sociedade-professor-aluno de Henrique Ramalho, onde são discutidas as participações convergentes e divergentes em sala de aula, analisando os seguintes aspetos: i) A experiência e a ação como referências para a (re)interpretação do lugar do aluno em contexto de sala de aula; ii) As sinuosidades do trabalho de sala de aula: entre a participação convergente e mobilização divergente, dirimindo o sentido das convergências e de divergências na relação sociedade-escola e as sinuosidades decorrentes das participações convergentes e divergentes em sala de aula. Ainda do mesmo autor, segue-se o texto O Contrato de Sala de Aula Entre Transgressões, Ruturas e Dialogicidades: uma análise sociopedagógica, dotado de um cunho teórico concetual, onde se ensaia a discussão da noção de contrato pedagógico e didático em torno dos seguintes aspetos: i) Sentidos e significados do contrato pedagógico e didático; ii) O contrato pedagógico e didático entre transgressões, dialogicidades e (des)continuidades. Numa quinta abordagem, Paulo Eira, com o texto Da Sala de Aula Para o Recreio: a organização de outros espaços para outras aprendizagens, mobiliza o argumento da ludicidade enquanto necessidade do ser humano em qualquer idade, a qual pode ser analisada como diversão e prazer das práticas, por isso, elemento facilitador das aprendizagens das crianças, propondo-se o jogo com uma utilização pedagógica fundamental. A forma inata de aprender. Com o texto de Esperança Ribeiro e de Sara Felizardo, intitulado Aprendizagem Colaborativa, Pedagogia e Interatividade, prossegue-se com uma contextualização da emergência da abordagem pedagógica colaborativa, num quadro pós-moderno de explicação da génese do conhecimento, com referência a um novo paradigma de natureza dialógica e relacional, onde se procura evidenciar os ganhos da aprendizagem colaborativa, sintetizando as condições consideradas essenciais para que a mesma ocorra. Por sua vez, Leandra Cordeiro procura desocultar o lado Por Detrás das Dificuldades de Aprendizagem, cujo argumento principal resulta de saberes cruzados entre o exercício de psicologia clínica e a docência numa abordagem holística que tenta chamar atenção para as dificuldades de aprendizagem, inclusive, as específicas, como espelho ou reflexo de um fenómeno complexo que envolve aspetos socioculturais, pedagógicos, cognitivos e psicodinâmicos. O texto Desafios Atuais para os Professores do Ensino Superior - iniciação científica dos jovens estudantes, de Ana Capelo, convoca-nos para um ensaio teórico versando o desenvolvimento de iniciativas de combate ao insucesso escolar no ensino superior, fundamentando a importância de se envolver os jovens estudantes aspirantes à profissão docente em dinâmicas de investigação. Dulce Melão, com o artigo Criatividade e Leitura: (des)construções e itinerários da profissionalidade envolve-nos numa reflexão focada nos seguintes aspetos: i) criatividade e leitura – conceitos, representações e desvios; ii) “leitura criativa” – dos mundos da literatura (para a infância). Epiloga-se, a propósito, que a criatividade e a leitura, enquanto constructos plurais, exigem permanentes desdobramentos nas práticas educativas, resultando da sua interação e diálogo, aspetos que muito contribuem para repensar o nosso posicionamento na sociedade. Com o texto O Docente que Cria Atividade na Aula de Línguas: cenários criativos, Fátima Susana Amante e Ana Isabel Silva desenvolvem a perspetiva de que é necessário ampliar o espetro de ação, de materiais, recursos e experiências dos docentes para que estes possam criar atividades potenciadoras de aprendizagens mais eficazes, propondo os seguintes alinhamentos: a) sensibilizar a comunidade docente para a importância da criatividade e demonstrar a sua aplicabilidade em contexto didático; b) redimensionar a perspetiva sobre o trabalho criativo particularmente no inglês. Para tal, as autoras apostam em estratégias de desmistificação das conceções de criatividade, de clarificação da intertextualidade como espaço rico em produção de conhecimento e, ainda, de perspetivar a escrita como cenário criativo. Num apelo à Criatividade na Atividade Matemática, Ana Patrícia Martins e Helena Gomes procuram conjugar a natureza de uma ciência como a Matemática com métodos e processos mais abertos e mais criativos, reunindo, para o efeito, ideias da literatura e, simultaneamente, apresentando, também, perspetivas de profissionais que diariamente trabalham com a matemática. Finalmente, com a preocupação de problematizar o ensino e a aprendizagem da história, João Nunes, com o texto A História e o Ensino da História desenvolve uma problematização e abordagem críticas sobre os métodos e as formas de análise e interpretação históricas, bem como as perspetivas e dinâmicas da narrativa que lhes são subjacentes. Alega o autor que não se pretende glorificar o passado. Pretende-se conhecê-lo. Para que isso se materialize é necessário que o historiador o analise, problematize e interprete de forma crítica. Consequentemente, emerge a resposta às seguintes questões: os curricula e programas de história do sistema educativo português do Ensino Básico refletem, efetivamente, este panorama historiográfico? Ou ao invés estão desfasados dele? Eis a nossa proposta de leitura, análise e compreensão sobre o que julgamos ser alguns dos principais desafios colocados aos profissionais que se relacionam de forma mais íntima e comprometida com um qualquer cenário de aprendizagem, na maior parte dos casos circunstanciado em contexto de sala de aula. Na verdade, ainda que implicitamente, é também esse loci a que, vulgarmente, apelidamos de sala de aula, que também aqui está em discussão e reflexão enquanto microssistema pedagógico, social e cultural.
- A Avaliação de Professores como Política de Vigilância e de Recentralização do Poder e Controlo em EducaçãoPublication . Ramalho, HenriqueO ensaio agora apresentado introduz a avaliação do desempenho de professores no debate de algumas das mais importantes mudanças que têm ocorrido ao nível da condição e da carreira docentes. Com a condição de não acrescentar um discurso a tantos outros e muito menos desenvolver um discurso de meta-avaliação, mas de tentar reinterrogar e ressituar, em perspetiva mais plural, o que se diz e faz da avaliação dos docentes, este ensaio concretiza um exercício de análise de alguns dos eixos decorrentes do registo epistemológico de feição objetivista e instrumental. Fá-lo relativamente aos sentidos, significados e utilidades da avaliação do desempenho de professores, dada a sua suscetibilidade para influenciar a compreensão da avaliação do desempenho docente e desenvolver algumas pistas para a discussão das atuais políticas de avaliação de professores, segundo três alinhamentos de análise: i) sobre o registo epistemológico instrumental da avaliação do desempenho docente: uma nova estratégia ideológica de controlo e vigilância em educação; ii) princípios organizadores e pré-ordenativos da ação docente: habituação, tipificação e instituição; iii) a avaliação como cultura da performatividade e instrumento de extensão da planificação socioeconómica e o desempenho dos professores com efeito de black box do sistema.
- A Avaliação de Professores como Política de Vigilância e de Recentralização do Poder e Controlo em Educação.Publication . Ramalho, HenriqueO ensaio agora apresentado introduz a avaliação do desempenho de professores no debate de algumas das mais importantes mudanças que têm ocorrido ao nível da condição e da carreira docentes. Com a condição de não acrescentar um discurso a tantos outros e muito menos desenvolver um discurso de meta-avaliação, mas de tentar reinterrogar e ressituar, em perspetiva mais plural, o que se diz e faz da avaliação dos docentes, este ensaio concretiza um exercício de análise de alguns dos eixos decorrentes do registo epistemológico de feição objetivista e instrumental. Fá-lo relativamente aos sentidos, significados e utilidades da avaliação do desempenho de professores, dada a sua suscetibilidade para influenciar a compreensão da avaliação do desempenho docente e desenvolver algumas pistas para a discussão das atuais políticas de avaliação de professores, segundo três alinhamentos de análise: i) sobre o registo epistemológico instrumental da avaliação do desempenho docente: uma nova estratégia ideológica de controlo e vigilância em educação; ii) princípios organizadores e pré-ordenativos da ação docente: habituação, tipificação e instituição; iii) a avaliação como cultura da performatividade e instrumento de extensão da planificação socioeconómica e o desempenho dos professores com efeito de black box do sistema.
- A Avaliação do Desempenho Docente entre o Efeito Macrodiscursivo e as Lógicas Periféricas Diferenciadoras: o engajamento burocrático orientado para o consentimento calculista Participação.Publication . Ramalho, HenriqueA análise apresentada neste texto decorre, mais latamente, de um estudo de caso focalizado na compreensão das dinâmicas macro, meso e microdiscursivas desenvolvidas em torno da avaliação do desempenho docente. É concretizada uma proposta de interpretação e compreensão das diversas relações estabelecidas entre o discurso oficial e as decorrências operadas ou, pelo menos, suscitadas pelas dinâmicas produzidas ao nível das instâncias intermédias e periféricas do sistema educativo, em torno da macrorreferencialização da avaliação do desempenho docente e das consequentes lógicas periféricas diferenciadoras propiciadoras do engajamento burocrático orientado para o consentimento calculista. Como principal conclusão, destacamos o efeito executório da prescrição central que, a partir do efeito macrodiscursivo, impôs um grau elevado de engajamento desses atores com o trabalho de organizar o tipo de resposta que o discurso oficial exige, enredando-os no quadro de um referencial alinhado com a “dominação legal” composto por regras heterónimas e com a “expectativa programática” da administração central, que impõe uma alienação tipicamente gestionária dos gestores-avaliadores da periferia.
- Avaliação e participação: análise à tecnologia da participação policêntrica na escola portuguesaPublication . Ramalho, Henrique; Rocha, João; Figueiredo, Maria Pacheco; Brown, MartinApresentando-se como mais um contributo para a inteligibilidade das transformações fomentadas no sistema educativo português nos últimos anos, este ensaio tem como objetivo central traçar um paralelismo entre o ímpeto reformista das políticas educativas (re)centradas na avaliação das escolas e a nova racionalidade dada ao arquétipo da participação dos atores escolares, precisamente em torno daquilo que podemos, hoje, considerar a caixa negra do Sistema. Muito particularmente, a propósito da participação, aqui traduzida como nova tecnologia de gestão da ação escolar, interessanos dirimir o seu pendor policêntrico, ainda que, cremos, com a tradicional capacidade para induzir à normalização das condutas dos atores escolares por meio da elaboração, explicitamente convencionada, de standards organizacionais, curriculares, pedagógicos e didáticos de base. Para o efeito, utilizaremos, de forma privilegiada, o corpus legislativo atualmente em vigor relativo à avaliação de escolas e à normalização da participação dos diferentes atores (professores, alunos, pais/encarregados de educação, pessoal técnico e operacional, municípios, entre outros) que, hoje, são convocados para uma nova liturgia da ação escolar. Do ponto de vista metodológico, ao assumir tal corpus legislativo como fonte privilegiada do nosso estudo, inscrevemos as nossas incursões analíticas e compreensivas na conceção hermenêutica das políticas de avaliação de escolas, em geral, e da participação escolar, em particular. No plano das ilações gerais, aventamos uma nova configuração semântica que acompanha a relação recém instituída entre a avaliação e a feição técnico instrumental da participação, esta cada vez mais distante da agenda da autonomia das escolas e da descentralização do Sistema.
- O Contrato Pedagógico e Didático - Transgressões, Ruturas e Dialogicidades: um ensaio sociocrítico.Publication . Ramalho, HenriqueEste ensaio discute a noção de contrato pedagógico e didático em torno dos seguintes aspetos: i) Sentidos e significados do contrato pedagógico e didático; ii) O contrato pedagógico e didático entre transgressões, dialogicidades e (des)continuidades. Adotamos uma metodologia de (re)interpretação crítica, onde cumprimos com o propósito de inserir o tema refletido dentro de um quadro de referência teórica polimórfica. Cotejamos o pressuposto de romper com contratos pedagógicos e didáticos de índole mais prescritiva e autoritária, propondo, alternativamente, formas contratuais da pedagogia e do didatismo mais reflexivos, dialogados e democraticamente participados.
- Economia, Trabalho e EducaçãoPublication . Ramalho, HenriqueA lógica de construção dos sistemas educativos tem possibilitado inúmeras análises que decorrem da ponderação dos vários condicionalismos que concorrem para a interpretação da construção político-ideológica da educação. Uma interpretação possível passa por ver uma educação que tende cada vez mais a invocar os valores conservadores com uma tradição secular neoliberal. Uma orientação que tende, em muitos casos, a sugerir uma profunda interligação entre a economia como sistema central, o trabalho que aí é necessário desenvolver e a educação que, por força daqueles valores, possa e, deva, promover o desenvolvimento económico, recorrendo-se a uma racionalização gerencialista, deixando antever que poder-se-á estar a invocar um sentido de construção de uma educação altamente instrumentalizada.
- Entre a Macrorreferencialização da Avaliação do Desempenho Docente e a Burocracia Periférica.Publication . Ramalho, HenriqueEstando enquadrada no paradigma weberiano da sociologia compreensiva e interpretativa, a análise apresentada neste texto decorre, mais latamente, de um estudo de caso focalizado na compreensão das dinâmicas macro, meso e microdiscursivas desenvolvidas em torno da avaliação do desempenho docente. Em linha com o quadro epistemológico sedeado nas ideias-base da sociologia compreensiva, optou-se por uma orientação metodológica que abarca algumas características de um estudo de caso. Em termos procedimentais, recorremos a várias técnicas de observação, designadamente, a entrevistas em profundidade com atores perspetivados como informantes chave do agrupamento de escolas observado, aos documentos oficiais e oficiosos escritos existentes, a testemunhos ou documentos pessoais e, a título de complementaridade, ao inquérito por questionário, vincando-se, assim, um esforço intencional para proceder ao exercício da “triangulação” de dados a partir de diversas fontes de evidência. Concretizamos uma proposta de interpretação e compreensão das diversas relações estabelecidas entre o discurso oficial e as decorrências operadas ou, pelo menos, suscitadas pelas dinâmicas produzidas ao nível das instâncias microinstitucionais do sistema educativo, em torno da prerrogativa de uma macrorreferencialização da avaliação do desempenho docente e dos movimentos (re)produtores da burocracia periférica. O trabalho de análise e interpretação dos resultados da nossa investigação leva-nos, num primeiro ponto, a destacar o efeito centro burocrático das referências macrodiscursivas, analisando a prerrogativa do eixo burocrático alusiva à macroestrutura do sistema educativo, a qual concretiza uma perceção da referencialização baseada no discurso oficial do significado do desempenho docente e consequente avaliação. Porquanto, as estruturas, os normativos, as práticas e os comportamentos surgem, na perspetiva da face oficial do sistema educativo, estruturados e impostos heteronomiamente por via da normalização burocrática central. Num segundo ponto de análise e interpretação dos nossos resultados empíricos, discutimos as lógicas do engajamento dos atores escolares operadas a partir da burocracia periférica, a qual nos remete para a esfera do eixo da burocracia periférica, com os designados movimentos integradores da avaliação, vislumbrados a partir de uma socialização socioprofissional, operada em conformidade com a norma central e das consequentes tendências para a (re)produção do padrão avaliativo central. Como principais conclusões, destacamos, por um lado, a concretização de um esquema de engajamento organizacional de onde sobressaem a lideranças “emergentes”, sedeadas num novo locus de autoridade e poder legais. Por outro lado, alertamos para o efeito da subordinação hierárquica de matriz gerencialista, enquanto tecnologia de regulação periférica da ação dos docentes, a par de um reforço do efeito regulamentar exercido a partir do centro.
- O Envolvimento dos Pais na Vida Escolar: formas, contextos e impactosPublication . Ramalho, Henrique; Pinheiro, Bruna; Cartagena, AlbertoEnquadramento Concetual: focalizado em dois tópicos fundamentais: i) a evolução do quadro legislativo que tem vindo a suportar a participação dos pais na escola pública portuguesa, desde os pressupostos da Didática Magna de João Amós Coménio, passando pelo efeito regimentista que se consolidou entre a implementação da Primeira República e o Estado Novo, passando pelo período de normalização do pós 25 de abril de 1974, até à Lei de Bases do Sistema Educativo e respetivas evoluções normativas que se conhecem até aos dias de hoje; ii) escola, família e sucesso educativo: relações e desafios, onde são desenvolvidos aspetos associados aos papéis e responsabilidades dos pais no quadro particular do seu envolvimento na vida escolar, convocando, com maior pormenor, as problemáticas da comunicação e da formação dos e com os pais enquanto fatores do sucesso educativo. Objetivos: são objetivos centrais analisar formas e impactos do envolvimento dos pais na vida escolar dos seus educandos, compreender a motivação e condicionantes daquele envolvimento, esclarecer as formas de o consolidar e, mais particularmente, compreender as dinâmicas contextuais de uma organização escolar promotoras do ativismo educativo dos pais. Metodologia: segue-se a linha metodológica do estudo de caso, privilegiando o uso de inquéritos por questionário, aplicados a pais e a professores, complementado com a análise de alguns documentos oriundos do contexto investigado. Resultados: procede-se à discussão das diferentes formas de envolvimento dos pais, limitadas ao espectro formalista das reuniões ou às dinâmicas festivas da escola, sendo o seu contributo pouco espontâneo e, portanto, muito marcado pela previsibilidade, assistindo-se a uma instrumentalização do envolvimento dos pais para consolidar algum “protecionismo” aos seus educandos, em contracorrente com a predisposição dos professores. Conclusão: coteja-se a ideia central de que a escola tende a configurar-se por um conjunto de atividades algo circunscritas e suscitadoras do envolvimento dos pais pontual, inflexível e limitado aos horizontes minimalistas das normas instituídas.
- Escola e práticas organizacionais: estudo dos processos de articulação do trabalho docente numa escola privadaPublication . Rocha, João; Ramalho, HenriqueO presente texto patenteia os resultados de uma investigação aplicada no âmbito organizacional de uma escola privada do distrito de Viseu, reportando-se ao trabalho organizacional desenvolvido pelos docentes do 1.º Ciclo do Ensino Básico (1.º CEB) que aí exerciam a sua atividade profissional. Os principais procedimentos metodológicos contemplaram a entrevista exploratória semiestruturada, a observação direta não participante e a análise documental. O principal objetivo da investigação reportou-se à identificação de indicadores, no sentido de incrementar procedimentos organizacionais que viessem a promover, quer uma melhor articulação entre a ação dos atores organizacionais, a comunidade e a gestão educativa, quer condições facilitadoras da melhoria dos resultados escolares dos alunos. As principais conclusões apontam para a necessidade de: i) concretizar métodos e procedimentos promotores de uma mais substancial articulação do trabalho educativo, envolvendo, diretamente, as lideranças (de topo e intermédias) e os professores; ii) incrementar práticas de planificação a longo, a médio e a curto prazo, que viabilizem e justifiquem a colaboração e a cooperação articuladas ente os diferentes atores, seja numa perspetiva de trabalho de lecionação, seja no que concerne aos processos de tomada de decisão e planificação do trabalho escolar ocorrido no contexto organizacional em análise; iii) rever e atualizar, ainda que de forma flexível, o referencial normativo e programático, que deverá orientar as práticas dos atores/órgãos envolvidos na definição, planificação, orientação e supervisão do trabalho escolar realizado.
