Percorrer por autor "Rodrigues, Pedro Tiago Pinto Teixeira"
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- O transporte de crianças em ambulância no extra-hospitalar : O que pode dificultar a sua realização em sistema de retenção?Publication . Rodrigues, Pedro Tiago Pinto Teixeira; Cordeiro, Manuel PereiraIntrodução: No âmbito do Mestrado em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica, foram realizados estágios em Neonatologia, Urgência Pediátrica e Internamento Pediátrico, que permitiram o desenvolvimento de competências especializadas na prestação de cuidados à criança e família. Durante estes estágios, destacou-se o desafio do transporte seguro de crianças em ambulância no contexto extra-hospitalar, marcado pela especificidade pediátrica, baixa casuística e condicionantes operacionais e emocionais. Apesar das recomendações nacionais e internacionais, a sua execução nem sempre ocorre de forma segura. Objetivo: Reflexão crítica sobre as aprendizagens adquiridas em campo de estágio de acordo com as competências gerais, específicas e padrões de qualidade do Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica. Explorar as dificuldades sentidas por enfermeiros no transporte de crianças em ambulância extra-hospitalar com recurso a sistemas de retenção pediátricos. Metodologia: Análise crítico-reflexiva das atividades realizadas em estágio para validação de competências. Estudo qualitativo exploratório de abordagem fenomenológica. Realizaram-se 20 entrevistas semiestruturadas a enfermeiros com experiência em ambulâncias SIV. Os dados foram recolhidos entre fevereiro e março de 2026 e analisados através da análise de conteúdo categorial de Bardin. Resultados: Os enfermeiros conhecem a OT.032-01 do INEM (2025) e consideram o sistema de retenção tipo arnês um avanço. Contudo, a adesão é parcial e situacional. Predomina a utilização do dispositivo próprio da criança (ovo/cadeirinha) por conforto e menor stress. O transporte ao colo da mãe persiste em algumas situações. As principais dificuldades identificadas foram: baixa casuística pediátrica, colaboração difícil da criança, afastamento da mãe, equipamentos centrados no adulto e formação recebida insuficiente. Conclusão: A OT.032-01 representa um progresso institucional, a aplicação prática continua condicionada por fatores operacionais, emocionais e estruturais. Para melhorar a segurança no transporte pediátrico é necessário formação prática regular, ambulâncias com sistemas pediátricos e uma abordagem mais centrada na família que equilibre retenção física e o bem-estar emocional da criança. Palavras-chave: Sistemas de Retenção para Crianças; Pediatria; Ambulâncias; Serviços Médicos de Emergência;
