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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A crise pandémica revolucionou o mundo. Os estilos de vida e a ordem global mudaram. No campo dos media, os usos, meios e efeitos da comunicação (incluindo estilo de linguagem) também mudaram. Na abordagem da crise sanitária, há mais cuidado nas mensagens veiculadas (especialmente de órgãos oficiais) e preponderância de apelos à responsabilidade coletiva, bem como a intensificação (e.g. nos social media) de mensagens dos cidadãos (prosumers). Estas transformações qualitativas e quantitativas do campo dos media trouxeram dificuldades na compreensão e conhecimento sobre os factos, aumentando as notícias falsas e a desconfiança. Houve mais comunicação e menos significado; mais forma (como dizer) e menos conteúdo (o que dizer). A função social do discurso dos media impôs-se para dirimir o conflito entre falso e verdadeiro, enquanto serviço público de persuasão da opinião pública e apelo retórico à responsabilidade social. Seguindo uma estratégia teórico-conceptual fundamentada com exemplos, os objetivos desta proposta são: a) discutir a eficiência e eficácia da comunicação estratégica governamental na gestão da crise pandémica, estabelecimento da ordem social e persuasão da opinião pública, considerando o incremento das práticas de comunicação nos social media e mass media; b) demonstrar como o uso retórico de formas de comunicação e meios técnicos de persuasão (ethos, pathos e logos), num contexto democrático de liberdade de imprensa e expressão, encaixou na estratégia de apelo à responsabilidade coletiva e afetou os resultados (de Portugal face a outros países) na gestão da crise pandémica.
Descrição
Palavras-chave
comunicação de crise comunicação estratégica linguagem dos media opinião pública responsabilidade coletiva
Contexto Educativo
Citação
Editora
Universidade Federal da Bahia, Universidade do Estado da Bahia e Universidade Nacional de Córdoba, Brasil
