Browsing by Author "Henriques, Nuno Guilherme dos Santos"
Now showing 1 - 1 of 1
Results Per Page
Sort Options
- Desfibrilhação automática externa: estudo comparativo em meios de emergência médica pré-hospitalarPublication . Henriques, Nuno Guilherme dos Santos; Ribeiro, Olivério Paiva, orient.Enquadramento: A emergência médica pré-hospitalar tem registado avanços significativos, no que se refere não só à qualidade da assistência prestada mas também à rapidez com que a mesma chega aos locais onde é necessária. A cada vez mais cuidada e qualificada assistência pré-hospitalar por técnicos e profissionais de saúde nos locais da ocorrência, tem permitido responder de forma mais eficaz a uma grande diversidade de situações e contextos de intervenção nomeadamente as de Paragem Cardiorrespiratória (PCR). Tendo em conta a experiência internacional, a utilização de Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE) por pessoal não médico e em ambiente pré-hospitalar aumenta significativamente a probabilidade de sobrevivência das vítimas. Face a esta realidade foi instituída e regulamentada em muitos países a desfibrilhação automática por não médicos. Em Portugal, compete ao Instituto Nacional de Emergência Médica, I.P. (INEM) o papel central na regulação da atividade de DAE em ambiente extra-hospitalar. Objetivos: Identificar a taxa de sucesso da utilização dos DAE na zona centro; Saber se existem diferenças estatisticamente significativas entre as atuações dos meios INEM e de Outras Entidades, em situações de PCR. Material e Métodos: Estudo quantitativo, de natureza não experimental, descritivocorrelacional e transversal. Amostra constituída por 1598 indivíduos, vítimas de PCR, para as quais foi acionado um meio de emergência, ocorridas no período de 01 janeiro a 30 de junho de 2013 na área de abrangência da Delegação Regional do Centro do INEM. Resultados: Após análise dos resultados encontrados, e dando resposta à principal questão do estudo, verificou-se que a intervenção dos meios INEM no local da ocorrência em situações de PCR, aumenta em 3,6 vezes, as probabilidades de se verificar uma situação de recuperação de circulação espontânea, comparativamente com meios de Outras entidades OR=3,688 (95% IC de 2,138 a 6,361). Na analise univariada, verificámos que PCR testemunhada (2=7,816; p=0,005), quem presenciou o momento do colapso (2=3,851; p=0,050) e administração de choque recomendado (2=7,048; p=0,008) e tipo de meio acionado (2=24,604; p=0,000), previram significativamente o ROSC. Conclusão: O recurso a meios humanos treinados, como é o caso dos profissionais do INEM, são uma mais valia e um garante da prestação de cuidados de saúde de maior qualidade. DESCRITORES: Paragem Cardiorrespiratória; Desfibrilhador Automático Externo; Ressuscitação Cardiopulmonar.
