Percorrer por autor "Rodrigues, Ana Isabel Almeida"
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- O Papel do Suporte Social na Funcionalidade de Pessoas com PEA: Uma Análise Centrada nas FamíliasPublication . Rodrigues, Ana Isabel Almeida; Xavier, PaulaO suporte social, formal e informal, é fundamental para o bem-estar das famílias e para a funcionalidade das crianças e jovens com PEA. Redes de apoio estruturadas facilitam a adaptação aos desafios da perturbação, promovendo maior autonomia e inclusão. Nesse sentido, importa analisar como as famílias percecionam estes apoios e a forma como influenciam a funcionalidade dos filhos/as ao longo do desenvolvimento. Assim, o presente estudo teve como objetivo compreender as perspetivas das famílias acerca do suporte social disponível e a sua relação com a funcionalidade das pessoas com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA). Pretendeu-se analisar de que forma, e segundo as perspetivas das famílias, as redes de apoio, formais e informais, influenciam o desenvolvimento, a autonomia e a funcionalidade dos filhos/as com este diagnóstico. Os objetivos específicos incluíram: conhecer o processo de diagnóstico da PEA; identificar e analisar as redes de suporte social das famílias, representando graficamente, através do Ecomapa, as fontes de apoio mais relevantes; e compreender as perceções familiares sobre os apoios e a funcionalidade dos jovens com PEA. Tratase de um estudo descritivo e qualitativo, realizado com oito participantes, todas mães, divididas em dois grupos: quatro mães de crianças em idade pré-escolar e quatro mães de jovens adultos (18-24 anos) diagnosticados com PEA. Foi utilizada a entrevista semiestruturada, tendo as entrevistas sido transcritas integralmente e analisadas segundo a técnica de Análise de Conteúdo. O estudo evidenciou que, segundo as participantes, as famílias vivem o diagnóstico da PEA com incerteza e falta de informação, recorrendo muitas vezes à procura autónoma de apoio. As redes de suporte revelaram-se essenciais, mas desiguais, evidenciando-se lacunas na continuidade dos apoios, sobretudo após os 18 anos. De acordo com as mães, verificam-se progressos expressivos no desenvolvimento e autonomia quando existe uma intervenção especializada consistente, embora persistam dificuldades em algumas áreas. No geral, na perspetiva das entrevistadas, a funcionalidade das crianças e jovens com PEA parece depender fortemente da qualidade e continuidade dos apoios disponíveis.
