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- Relatório de Estágio numa Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Região Norte: Intervenção psicossocial com família em contexto de riscoPublication . Soares, Rute Marlene Oliveira; Felizardo, SaraO presente relatório de estágio retrata o trabalho desenvolvido no âmbito do estágio curricular realizado para obtenção do grau de mestre em Intervenção Psicossocial com Crianças e Jovens em Risco, pela Escola Superior de Educação de Viseu. O estágio curricular foi realizado numa Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco da zona Norte. A implementação do estágio estruturou-se em quatro eixos de intervenção: o primeiro eixo incidiu na colaboração na atividade processual da CPCJ, constituindo a principal componente do estágio. Através da análise do volume processual foi possível identificar que a problemática predominante na região era a exposição das crianças e jovens a situações de violência doméstica. Neste contexto, foram realizados 41 atendimentos, 16 visitas domiciliárias, 18 reuniões da Comissão Restrita e 3 reuniões da Comissão Alargada, permitindo compreender o funcionamento da CPCJ e da intervenção multidisciplinar desenvolvida junto das crianças, jovens e das respetivas famílias. Os eixos 2 e 3 centram-se na colaboração nas atividades de sensibilização dos Direitos das Criança e na colaboração nas atividades do Mês da Prevenção dos MausTratos na Infância, reforçando a importância da promoção dos direitos das crianças, bem como a consciencialização da comunidade para os maus-tratos. O quarto eixo consistiu na realização de um estudo de caso sobre uma família acompanhada pela CPCJ em contexto de violência doméstica. Para o efeito, esta pesquisa teve como objetivo perceber o funcionamento e dinâmicas relacionais de uma família de risco, num contexto de violência doméstica, considerando a sua estrutura, fatores de risco e proteção e rede de suporte social. Os resultados evidenciaram fragilidades na estrutura e dinâmicas relacionais, bem como uma rede de suporte muito centrada na família alargada e reduzida integração comunitária. Foram identificados fatores de risco para além da problemática principal, designadamente consumo de substâncias por parte do progenitor, violência doméstica e situações de negligência. Também foram identificados fatores de proteção, nomeadamente a comunicação positiva e colaborativa entre as entidades envolvidas e a família, bem como a relação de proximidade entre a progenitora e as filhas mais novas, ao contrário do que sucedia com o filho mais velho, sendo uma relação frágil. Com base nestes resultados foram propostas linhas de intervenção direcionadas às necessidades da família. É importante sensibilizar a sociedade para a importância de sinalizar alegadas situações de maus tratos, pois ao sinalizar às entidades competentes estão a precaver que estas situações evoluam para situações mais graves.
- O Papel do Suporte Social na Funcionalidade de Pessoas com PEA: Uma Análise Centrada nas FamíliasPublication . Rodrigues, Ana Isabel Almeida; Xavier, PaulaO suporte social, formal e informal, é fundamental para o bem-estar das famílias e para a funcionalidade das crianças e jovens com PEA. Redes de apoio estruturadas facilitam a adaptação aos desafios da perturbação, promovendo maior autonomia e inclusão. Nesse sentido, importa analisar como as famílias percecionam estes apoios e a forma como influenciam a funcionalidade dos filhos/as ao longo do desenvolvimento. Assim, o presente estudo teve como objetivo compreender as perspetivas das famílias acerca do suporte social disponível e a sua relação com a funcionalidade das pessoas com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA). Pretendeu-se analisar de que forma, e segundo as perspetivas das famílias, as redes de apoio, formais e informais, influenciam o desenvolvimento, a autonomia e a funcionalidade dos filhos/as com este diagnóstico. Os objetivos específicos incluíram: conhecer o processo de diagnóstico da PEA; identificar e analisar as redes de suporte social das famílias, representando graficamente, através do Ecomapa, as fontes de apoio mais relevantes; e compreender as perceções familiares sobre os apoios e a funcionalidade dos jovens com PEA. Tratase de um estudo descritivo e qualitativo, realizado com oito participantes, todas mães, divididas em dois grupos: quatro mães de crianças em idade pré-escolar e quatro mães de jovens adultos (18-24 anos) diagnosticados com PEA. Foi utilizada a entrevista semiestruturada, tendo as entrevistas sido transcritas integralmente e analisadas segundo a técnica de Análise de Conteúdo. O estudo evidenciou que, segundo as participantes, as famílias vivem o diagnóstico da PEA com incerteza e falta de informação, recorrendo muitas vezes à procura autónoma de apoio. As redes de suporte revelaram-se essenciais, mas desiguais, evidenciando-se lacunas na continuidade dos apoios, sobretudo após os 18 anos. De acordo com as mães, verificam-se progressos expressivos no desenvolvimento e autonomia quando existe uma intervenção especializada consistente, embora persistam dificuldades em algumas áreas. No geral, na perspetiva das entrevistadas, a funcionalidade das crianças e jovens com PEA parece depender fortemente da qualidade e continuidade dos apoios disponíveis.
- Relatório de Estágio em contexto de Comissão de Proteção de Crianças e Jovens na Região Centro: Família em situação de risco e linhas de intervenção psicossocialPublication . Barbosa, Gabriela Sofia Rosário; Felizardo, SaraO presente Relatório resulta do estágio curricular realizado no âmbito do Mestrado em Intervenção Psicossocial com Crianças e Jovens em Risco e apresenta o trabalho desenvolvido numa Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ). Ao longo do estágio foram desenvolvidas atividades de apoio técnico e administrativo, ações de sensibilização e intervenção direta com crianças, jovens e suas famílias, permitindo uma compreensão pormenorizada dos mecanismos de proteção e das dinâmicas do Sistema de Promoção e Proteção. Complementarmente, é apresentado um estudo de caso de sujeito único, de natureza qualitativa, centrado na avaliação e intervenção junto de uma família acompanhada pela CPCJ de acolhimento. A investigação foi estruturada com base no Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar (MDAIF), adaptado ao contexto psicossocial, com recurso a técnicas e instrumentos como a observação direta, análise documental, Genograma, Ecomapa e diversas escalas de funcionamento familiar, suporte social e satisfação com a vida. A análise dos dados obtidos permitiu caracterizar toda a dinâmica familiar, identificar fatores de risco e de proteção e definir linhas de intervenção ajustadas. De forma geral, os objetivos definidos para o estágio e para o estudo de caso foram alcançados, refletindo uma experiência de estágio positiva e em especial que a adaptação do MDAIF ao contexto psicossocial se constitui uma ferramenta útil para organização de informação e aprimoramento de práticas interventivas em contexto de CPCJ.
