Browsing by Author "Rodrigues, Maria Helena Rosário"
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- Vulnerabilidade ao stress em familiares de doentes críticosPublication . Rodrigues, Maria Helena Rosário; Nunes, Maria Madalena Jesus Cunha, orient.A vulnerabilidade ao stress surge como tema de grande actualidade na área da saúde, relatando a literatura que o suporte familiar se constitui como um determinante importante da sua ocorrência. Neste contexto, o estudo procurou investigar sobre a vulnerabilidade ao stress em Familiares de Doentes Críticos, designados doravante por Familiares, internados em Unidades de Cuidados Intensivos pelo que delineámos como objectivos: - Caracterizar alguns parâmetros sócio - demográficos dos Familiares; - Avaliar a vulnerabilidade ao stress dos Familiares; - Analisar a influência das variáveis sócio-demográficas (idade, sexo, habilitações literárias, estado civil e grau de parentesco) na vulnerabilidade ao stress dos Familiares; - Determinar o efeito da funcionalidade familiar na vulnerabilidade ao stress dos Familiares; - Identificar o grau de importância e satisfação das necessidades na vulnerabilidade ao stress dos Familiares; - Medir o efeito da importância e satisfação das necessidades na vulnerabilidade ao stress dos Familiares; - Estimar o efeito preditivo da idade, funcionalidade familiar, importância e satisfação das necessidades na vulnerabilidade ao stress dos Familiares; O estudo transversal de natureza observacional, analítico correlacional foi realizado numa amostra não probabilística por conveniência, constituída por 60 Familiares com idades compreendidas entre os 18 e 73 anos ( x =45.48; S =14.205). A colheita de dados foi realizada no período de fevereiro a maio de 2011, com recurso a um Questionário Sócio - demográfico, à Escala de Apgar Familiar de SmilKstein (1978) adaptada por Azeredo e Matos (1989), à Escala de Vulnerabilidade ao Stress – 23 QVS, elaborada por Vaz Serra em 1985 (Vaz Serra, 2000), ao Critical Care Family Needs Inventory (CCFNI) e ao Needs Met Inventorry (NMI) ambas de Molter (1979) e Leske (1991), versão adaptada de Melo (2005). Observou-se que 53,3% dos Familiares se apresentam vulneráveis ao stress e 46,7 % não estão vulneráveis. A vulnerabilidade ao stress é mais elevada nos Familiares do sexo feminino ( x =43.44; S =11.297), de maior idade (r =. 262; =. 043), com menos instrução (H=6.444; =. 040), com grau de parentesco de cônjuge (F=3.218; =.047), e mais satisfeitas (Ró = -. 296; =. 022). A variável satisfação das necessidades, revelou-se preditiva da vulnerabilidade ao stress dos Familiares, explicando 12,6% da sua variabilidade. Infere-se dos resultados apresentados que as variáveis idade, instrução, grau de parentesco e satisfação das necessidades, influenciam a vulnerabilidade ao stress, impondo-se considerá-las quando se planeiam boas práticas de enfermagem no atendimento dos familiares de doentes críticos nas unidades de cuidados intensivos.
