Percorrer por autor "Silva, Liliana"
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- E se eu fosse s/Surda, seria bilingue?Publication . Silva, Ana Isabel; Silva, LilianaSe eu fosse s/Surda, seria bilingue? Propomos uma visita à educação s/Surda promotora do bilinguismo fundado na mestria de duas línguas: a Língua Gestual Portuguesa (LGP) e a Língua Portuguesa (LP) na modalidade escrita. Sustentada em evidências das neurociências, pretende-se que capacite o aluno s/Surdo para a literacia emergente, redimensionando as suas mundividências na plataforma multilingue e multicultural. Abordar o bilinguismo para s/Surdos pressupõe perspetivá-lo de duas formas: por um lado, a escola propõe à criança o acesso a duas línguas em modos distintos, a LGP como L1, pressupondo ser a língua natural, e a LP, na vertente escrita, L2; por outro lado, abordar o bilinguismo para alunos s/Surdos é necessário considerar o reconhecimento da sua condição enquanto pessoa s/Surda. Este bilinguismo percorre o mundo da escola e o mundo da sociedade onde terá de ser efetivo o conhecimento de duas línguas bem como o reconhecimento desta minoria e desta forma de bilinguismo, pressupondo biculturalismo e processo de comunicação intercultural (Goldfeld, 2002:114). Rudser (1998:106) refere que o bilinguismo para que seja eficaz terá de ser exigente com a formação dos professores de línguas gestuais e a sua competência e proficiência nesta língua (Leigh, 2000:52). Aos professores de LP, requer-se uma formação específica em LGP. Só assim o bilinguismo parece ser eficaz, mas atualmente fomentado por intérpretes de LGP. Destacamos aqui a importância destes profissionais como mediadores de língua e de cultura. A perspetiva socioantropológica surge, assim, como ideologia que se rebela contra “colonialismo ouvinte” (Afonso, 2005:64) e que perspetiva o acesso à LGP, reivindicando o direito de ser educado com base no bilinguismo, permitindo o contacto com a cultura s/Surda e atingir níveis de desempenho em língua portuguesa na vertente escrita.
- Interpretação: tensões ou desafios? Relato de experiências profissionaisPublication . Silva, Liliana; Silva, Ana IsabelA interpretação, espaço de mediação entre códigos linguísticos fonte e alvo, é continente de pausas, de sequências, de encadeamentos, de referências e de dilemas. Este dilemas são de natureza distinta e que se plasmam em seleções sintáticas, pragmáticas, semânticas e por isso culturalmente marcadas. O intérprete de LGP é Anúbis e, por isso, intermediário que serve o s/Surdo e o ouvinte, é continente de sentidos e de escrúpulos, de fronteiras e de pontes, mas também de inquietações, de desafios e de tensões. Partimos do relato de experiências profissionais de uma intérprete de LGP em contexto académico, mais precisamente do trabalho de interpretação a partir de entrevistas a Formadores/Professores de LGP s/Surdos. Propomos, nesta comunicação, fazer uma reflexão sobre tensões inerentes à interpretação no contexto académico, tendo em conta o entrevistado e o investigador, bem como sobre os desafios que se colocam ao intérprete e à sua condição ética e deontológica.
