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- Perceção dos enfermeiros de cuidados paliativos sobre a intervenção do enfermeiro de reabilitaçãoPublication . Cardoso, Rosa Catarina Amaral; Martins, Rosa Maria LopesEnquadramento: Os Cuidados Paliativos, sendo cuidados de saúde exigentes e humanizados, intervêm sobretudo no sofrimento das pessoas com doenças graves e/ou avançadas e irreversíveis, maximizando, quanto possível, a sua qualidade de vida e dignidade. Com o mesmo propósito intervém a enfermagem de reabilitação num cuidar especializado, no sentido de otimizar o conforto e bem-estar da pessoa, porém nem sempre reconhecido pelos seus pares. Assim pretendemos conhecer a perceção dos enfermeiros sobre a intervenção do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação nas pessoas internadas em Unidades de Cuidados Paliativos. Métodos: Estudo qualitativo, com recurso à análise de conteúdo. Os dados foram colhidos junto de uma amostra de 13 enfermeiros, sendo 12 do sexo feminino e 1 do sexo masculino. Eram todos licenciados em enfermagem e exerciam a sua atividade profissional em Unidades de Cuidados Paliativos. Para a recolha de dados recorreu-se a uma entrevista semiestruturada. Resultados: Observámos que os enfermeiros da nossa amostra têm uma perceção muito positiva acerca da intervenção do enfermeiro especialista em reabilitação nas Unidades de Cuidados Paliativos, considerando-o como agente facilitador na satisfação das necessidades do doente, destacando a sua intervenção sobretudo aos níveis da cinesiterapia respiratória, promoção/preservação da autonomia/independência do doente, mobilização, treino da deglutição/disfagia e massagem. Conclusões: A visão dos enfermeiros sobre a intervenção do enfermeiro especialista em reabilitação nas unidades de Cuidados Paliativos é positiva salientando a importância da sua intervenção na manutenção das capacidades funcionais dos doentes, a prevenção de riscos/complicações e a promoção de intervenções terapêuticas que objetivem a melhoria das funções residuais e reduzam o impacto das incapacidades resultantes da doença. Palavras-chave: Enfermagem de Reabilitação; Perceção dos enfermeiros; doente paliativo; Unidades de Cuidados Paliativos.
- Musicalmente saudável : fatores de risco associados a lesões músculoesqueléticas em estudantes de músicaPublication . Beato, Amandine Coelho; Albuquerque, Carlos Manuel SousaIntrodução: As Lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho (LMERT) constituem, atualmente, um problema mundial, com implicações a nível socioeconómico e da saúde dos indivíduos. Os músicos representam também um grupo profissional muito específico e suscetível de desenvolver uma lesão músculo-esquelética (LME), pelas características específicas da sua atividade musical. Os jovens músicos para responderem as expetativas exigentes das demandas musicais, encontram-se muitas vezes susceptíveis aos mais diversos tipos de lesões, derivado do grande esforço físico e mental. Neste contexto, o objetivo do estudo pretende identificar quais os fatores de risco major que se associam aos diferentes perfis de lesão músculo-esquelética em estudantes de música. Metodologia: Optou-se pela elaboração de uma revisão sistemática da literatura seguindo os princípios propostos pelo Cochrane Handbook. A pesquisa do corpus dos estudos realizou-se nas bases de dados PubMed, Embase, Ebsco, B-On e Scielo, pesquisando-se estudos publicados entre Janeiro de 2007 e Julho de 2018. Os estudos foram avaliados por dois investigadores, de forma independente, respeitando os critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos. O corpus da revisão ficou assim constituído após avaliação metodológica por 6 artigos. Resultados: Os resultados dos estudos demonstram uma prevalência de LME significativa e muito equipara aos músicos profissionais. O perfil de lesão mais comumente apresentado nos diversos estudos foi a Dor. Os fatores de risco major identificados, em termos individuais, foram idade jovem e género feminino; de ordem física, as posturas corporais não ergonómicas, a elevada repetição de movimentos e excesso de tensão muscular; e de ordem organizacional/ psicossocial, o nº e tipo de instrumentos executados, o tempo de estudo excessivo, a não realização de pausas durante a prática, a não realização de atividade física nem de exercícios específicos para a prática de um instrumento musical, falta de literacia em saúde, assim como stress. Conclusões: Os resultados obtidos evidenciam a necessidade da implementação de programas de prevenção de LME em escolas de música, de modo a minimizar a sintomatologia do perfil de lesão mais descrito e modificar os fatores de risco identificados, onde a intervenção do enfermeiro de reabilitação, em articulação com as equipas multidisciplinares, por certo terá um papel fundamental.
- Triagem realizada por enfermeiros no serviço de urgência pediátrica : fatores que influenciam a satisfação dos paisPublication . Cruz, Maria do Céu de Oliveira; Silva, Ernestina Maria Veríssimo BatocaContexto: A triagem nos serviços de urgência (SU) é uma função essencial e complexa, tratando-se de um processo baseado na tomada de decisão clínica do enfermeiro. A perceção e satisfação associada aos cuidados ali prestados representam um importante indicador de qualidade. A investigação acerca da satisfação relacionada com triagem realizada por enfermeiros num serviço de urgência pediátrica ainda tem espaço para exploração e discussão de outros dados, em realidades diferentes. Objetivos: Identificar os conhecimentos referidos pelos pais sobre o processo de triagem da criança no SU pediátrica; descrever as competências que os pais reconhecem como importantes no enfermeiro que executa o processo de triagem no SU pediátrico; reconhecer os fatores que interferem na satisfação dos pais enquanto utilizadores do SU pediátrica, relativamente à triagem realizada pelo enfermeiro; refletir sobre a influência do processo de triagem realizado pelo enfermeiro na satisfação dos pais utilizadores do SU pediátrica. Métodos: Trata-se de um estudo não experimental, tipo exploratório-descritivo, com colheita de dados através de entrevistas semiestruturadas e gravação em áudio. Resultados: Os pais demonstraram ter um défice de conhecimentos em aspetos relacionados com o processo de triagem. Os pais reconhecem várias capacidades, incluídas nas competências clínicas, psicossociais e pessoais, ao enfermeiro que executa a triagem. Os fatores influenciadores referidos foram, de forma positiva, a segurança/confiança transmitida, a atitude afetiva/acolhedora, rapidez no atendimento e a presença constante do enfermeiro; e de forma negativa, a atitude de indiferença para com a situação, o tempo despendido com a triagem, a prioridade considerada injusta e a interrupção da triagem por motivos não relacionados com o caso. Não se verificou concertação relativamente à satisfação com a triagem como fator influenciador da satisfação com o SU. Conclusões: Os resultados evidenciam aspetos fundamentais que afetam a satisfação dos pais e mostram que as competências reconhecidos pelos pais, estão de acordo com as competências do enfermeiro da triagem e interligadas com o perfil de competências específicas do enfermeiro especialista em enfermagem de saúde infantil e pediatria.