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- Práticas de Ensino Supervisionadas e Estratégias de Desenvolvimento da Autonomia das Crianças em Contexto de Educação Pré-EscolarPublication . Amaro, Maria Alexandra Ferreira; Ribeiro, Esperança JalesAs aprendizagens efetivadas nas Práticas de Ensino Supervisionadas (PES) permitiram observar o desenvolvimento das crianças e a sua autonomia. Nesta sequência, surgiu a motivação para a realização da investigação que consta da segunda parte deste relatório. Neste contexto foi evidente a importância de alguns aspetos relativos aos métodos pedagógicos utilizados por cada educador e também a adaptação necessária em função da heterogeneidade etária e cultural de cada grupo de crianças. Esta problemática levou à conceção de uma investigação empírica, de natureza predominantemente quantitativa e exploratória, que incluiu a elaboração de um inquérito (com perguntas fechadas e abertas) aos educadores sobre as Estratégias de Desenvolvimento de Autonomia em contexto Pré-Escolar. Neste estudo participaram 60 educadores, 39 de Instituições Públicas e 21 de Instituições Privadas. No âmbito da análise qualitativa às respostas sobre o conceito de autonomia verificou-se que o mesmo surgiu, predominantemente, associado à independência funcional, bem como à capacidade de tomada de decisão e ao desenvolvimento da criança. Pudemos constatar que as instituições públicas estão a trabalhar maioritariamente com grupos etários heterogéneos e as privadas/IPSS com grupos etários homogéneos, sendo que os educadores inquiridos que trabalham atualmente com grupos heterogéneos são mais velhos e têm mais anos na profissão do que os que trabalham com grupos homogéneos. Os resultados indicam ainda que a maioria dos educadores consideram que o grupo etário heterogéneo tem vantagem para o desenvolvimento da autonomia, especialmente pela interajuda, pela diversidade de experiências e pela possibilidade de aprendizagem entre pares. Os educadores apontam como estratégias eficazes para o desenvolvimento da autonomia, a atribuição de tarefas e responsabilidade diárias ou semanais, a organização do espaço de forma acessível, bem como a criação de rotinas consistentes e a valorização da tomada de decisão por parte das crianças. Quanto ao trabalho com grupos etário heterogéneos do ponto de vista cultural, os educadores destacaram a importância da diversidade cultural como fator enriquecedor das aprendizagens, promotor de valores como a tolerância, o respeito pela diferença, com melhoria de competências sociais e comunicativas das crianças. Neste contexto referiram como desafios uma maior exigência de planificação de atividades e de gestão do grupo.
