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- Técnicas de Gestão de Recursos Humanos para Promover a Motivação dos Colaboradores em Organizações Sociais: Um estudo no Concelho de Vila RealPublication . Rocha, Mariana Filipa Morais; Antunes, Sandra Maria Gouveia; Oliveira, Márcio José Sol Pereira deO presente estudo analisou a perceção de colaboradores e gestores de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) sobre as práticas de Gestão de Recursos Humanos (GRH) e a sua relação com a motivação no trabalho. A investigação adotou uma metodologia quantitativa, recorrendo a dois questionários aplicados a colaboradores e gestores de diferentes respostas sociais, envolvendo participantes de 25 instituições do concelho de Vila Real. O estudo enquadra-se teoricamente nas principais abordagens da motivação no trabalho, incorporando contributos das teorias de conteúdo, processo e reforço, com especial destaque para Maslow (1954), Herzberg (1959) e Vroom (1964). O objetivo central consistiu em compreender de que forma as práticas formais de GRH, nomeadamente avaliação de desempenho, formação, progressão na carreira, liderança e participação, são percecionadas e como estas se relacionam com os níveis de motivação intrínseca, ligada ao interesse e sentido de propósito no trabalho, e extrínseca, associada a recompensas externas. Os resultados indicam que os colaboradores apresentam níveis elevados de motivação intrínseca, refletindo identificação com a missão social, realização pessoal e sentido de propósito. Contudo, observam-se fragilidades nas dimensões extrínsecas, sobretudo na remuneração, progressão e reconhecimento. Entre os gestores, verifica-se uma perceção mais favorável das práticas de GRH e uma valorização acentuada dos fatores extrínsecos enquanto determinantes da motivação das equipas. A comparação entre grupos evidencia um desalinhamento entre práticas, expetativas e necessidades. A análise sociodemográfica mostra ainda que colaboradores com maior tempo de serviço e qualificações demonstram maior sensibilidade a fatores extrínsecos. Globalmente, o estudo sublinha a necessidade de reforço estratégico das práticas formais de GRH, garantindo maior equidade, clareza processual e oportunidades de desenvolvimento no terceiro setor.
- A importância do Corpo e do Movimento para a aprendizagem das crianças em Educação Pré-EscolarPublication . Magalhães, Ines Carolina Rodrigues Martins; Eira, PauloEste relatório final de estágio traduz o percurso formativo desenvolvido no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada (PES), integrada no Mestrado em Educação PréEscolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Ao longo desta experiência, as aprendizagens foram gradualmente construídas e consolidadas através da vivência em contextos reais, tanto na Educação Pré-Escolar como no 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB). O estudo desenvolvido, com recurso a entrevistas semiestruturadas, permitiu aprofundar o conhecimento sobre a valorização do corpo e do movimento na aprendizagem das crianças, na perspetiva de educadoras de infância e de pais/encarregados de educação. O estudo, de natureza qualitativa, exploratória e descritiva, recorreu a entrevistas semiestruturadas para analisar as perceções de educadoras de infância e de pais/encarregados de educação sobre a valorização do corpo e do movimento na aprendizagem das crianças. Os dados foram analisados através da técnica de análise de conteúdo, assegurando-se o cumprimento dos princípios éticos, nomeadamente o consentimento informado, a confidencialidade e o anonimato dos participantes. Apesar da reduzida dimensão da amostra, privilegiou-se a profundidade da análise e a compreensão das perceções dos participantes. Os resultados obtidos revelam um reconhecimento partilhado da importância do corpo como elemento estruturante do desenvolvimento infantil na Educação PréEscolar, evidenciando a sua influência na promoção da autonomia, do bem-estar e das aprendizagens significativas. As educadoras de infância demonstraram uma consciência pedagógica sólida, reconhecendo o valor das práticas motoras e da planificação intencional como estratégias fundamentais para responder às necessidades individuais das crianças. Todavia, destacaram limitações logísticas como a escassez de tempo e de espaço, que dificultam a implementação sistemática de atividades motoras diversificadas. Os pais/encarregados de educação valorizaram os efeitos positivos da atividade física no quotidiano das crianças, identificaram ganhos ao nível da criatividade, da confiança e da estabilidade emocional dos filhos. As suas opiniões mostraram-se coerentes com as práticas defendidas pelas educadoras, convergindo na necessidade de reforçar os recursos e a frequência destas atividades nos contextos de jardim de infância. Os momentos de aprendizagem dos estágios proporcionaram uma análise crítica e reflexiva da prática pedagógica, ajustar estratégias educativas às características e necessidades específicas de cada grupo e assumiram-se como verdadeiros contributos para o meu crescimento pessoal e profissional.
