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- Análise de eficiência na gestão de ativos aplicado num caso de estudoPublication . Cardoso, Carlos Daniel Pinto; Araújo, Rui Manuel da Silveira; Silva, José Luís Henriques daEste relatório de estágio apresenta, numa primeira fase, os principais enquadramentos teóricos da manutenção, evidenciando o seu papel como fundamento de uma gestão de ativos eficaz. Defende-se que não basta “fazer manutenção”, sendo essencial “fazer bem”, o que exige pilares estruturantes: centralidade das pessoas, consolidação de conceitos base, realização de auditorias, definição de indicadores de desempenho robustos e adoção de software e automatismos de suporte adequados. Na componente prática, é estudado o processo de escolha de um software de gestão da manutenção, recorrendo a uma tabela resumo que cruza características consideradas críticas com o seu grau de importância, comparando cinco soluções (SIGMA, SMID, MANWINWIN, SAP PM e IBM MAXIMO). A opção recaiu sobre o IBM MAXIMO. A implementação inclui, entre outras fases, a criação de uma equipa alinhada com as diretrizes do software e da empresa, bem como o cadastro de ativos e localizações, a partir do qual passam a ser geridos documentos, planos de manutenção, históricos de reparação, ordens de compra e o respetivo agregado de custos. Complementarmente, foi conduzido um estudo de caso múltiplo de natureza qualitativa, com oito participantes de dois níveis hierárquicos em Portugal e na Alemanha, cuja análise revela que os benefícios do CMMS se realizam de forma diferenciada: a digitalização é transversalmente reconhecida, mas a conversão dos dados em eficiência e em sustentabilidade concentra-se no nível de gestão, em função da capacidade de absorção, do horizonte funcional e do alinhamento de incentivos de cada nível. Conclui se que a adoção do sistema é condição necessária, mas não suficiente, e discute-se o contributo, realizado e potencial, da manutenção digital para os objetivos de sustentabilidade (ODS/ESG). A qualidade da gestão de ativos é avaliada através de indicadores de desempenho, como o tempo médio de reparação (MTTR) e o tempo médio entre falhas (MTBF). A definição rigorosa e o ajuste destes indicadores à realidade de cada organização são determinantes para obter resultados consistentes, tornando a escolha dos indicadores mais relevantes um fator crítico para a melhoria contínua da função manutenção.
