Logo do repositório
 
Miniatura indisponível
Publicação

Prevalência de disfunção eréctil numa amostra de professores portugueses

Utilize este identificador para referenciar este registo.

Orientador(es)

Resumo(s)

Antecedentes/Objetivos: Fatores de natureza psicológica e social e profissional têm sido associados com o aumento da prevalência de disfunção eréctil. O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência e os fatores de risco para a disfunção eréctil numa amostra de professores. Métodos: Foi realizado um estudo transversal em dezasseis escolas públicas do distrito de Viseu, Portugal. A recolha de dados foi efetuada com recurso a um questionário auto aplicado, envolvendo uma amostra de 188 professores. Foram excluídos da análise os questioná- rios sem informação para a idade e para a disfunção eréctil. A disfunção eréctil foi avaliada com recurso ao Índice Internacional de Função Eréctil – (IIEF-5) que inclui cinco questões (cujas pontuações globais variam entre 1 e 25) e classificada em 4 categoria: severa (1-7), moderada (8-11), leve a moderada (12-16), leve (17-21) e ausência de disfunção eréctil (22-25). Resultados: A prevalência de algum tipo de disfunção eréctil foi de 70,9%, distribuída de acordo com as seguintes categorias: severa 3,4%; moderada 0,7%; leve a moderada 4,1%; leve 62,8%. Reportando-se aos últimos seis meses, 21,8% dos professores referiram que se sentiam muito satisfeitos com a sua vida sexual; 54,4% referiram sentir-se satis- feitos; 13,4% indiferentes; 7,0% referiram sentir-se insatisfeitos e 3,4% indicou sentir-se muito insatisfeito com a sua vida sexual. A disfunção eréctil associa-se com a idade (< 30 anos 75,0%; 30-35 anos 52,2%; 36-40 anos 51,4%; 41-45 anos 77,8%; 46-50 anos 87,0%; > 50 anos 88,2%; p < 0,01); com a situação profissional (contrato profissionalizante 78,3%; contrato não profissionalizante 66,7%; quadro de zona pedagógica 42,1%; quadro de agrupamento/quadro de escola 75,3%; p = 0,03); com o tempo de serviço na profissão (≤ 20 anos de serviço 66,7%; > 20 anos de serviço 84,1%; p = 0,03) e com o consumo de álcool (sim 83,7%; não 64,6%; p = 0,02). Não se encontrou associação com o estado civil, o IMC, a acumulação de funções noutra instituição, o horário de trabalho, o tabagismo com a insónia e a sintomatologia depressiva. A prevalência de uso de medicação para ajudar a manter a ereção foi de 2,6% durante a vida e 2,0% no último mês. Conclusiones: Encontrámos uma elevada prevalência de disfunção eréctil entre professores. Esta condição associou-se a fatores de natureza pessoal e profissional.

Descrição

Palavras-chave

erectile disfunction disfunção eréctil teachers professores Portugal

Contexto Educativo

Citação

Pereira C, Almeida C, Amaral O, Veiga N, Duarte J. Prevalência de disfunção eréctil numa amostra de professores portugueses. Gac Sanit. 2013;27(5):89-90.

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo