RE - Número 06 - Março de 1997
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Browsing RE - Número 06 - Março de 1997 by Author "Gonçalves, Maria Fernanda"
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- Ciências da educação: sob o signo do puzzlePublication . Gonçalves, Maria FernandaDesculpem-me os puristas da língua portuguesa os termos escolhidos para o título deste pequeno trabalho, mas ele ilustra bem a linha mestra em torno da qual pretendo desenvolver o meu pensamento, juntando e articulando algumas notas neste número dedicado a "problemáticas das Ciências da Educação". Por outro lado, ele serve para manifestar o meu acordo com a representação gráfica que interpreta a diversidade de temas, problemas e contribuições que aqui foi possível incluir. Não dissertarei sobre os conceitos envolvidos no título nem buscarei sinónimos; servem-me os termos e significados comuns para justificar a minha escolha e apresentar em sumário o que pretendo tratar. Agrada-me a ideia de "peça modular" de forma flexível e potencialmente sempre nova que joga, encaixa com outras, em função de um todo coerente que pode ter uma delimitação bem clara e um enquadramento conceptual dentro do qual cada objecto, ou cada olhar mais específico, ganha sentido - em si, no seu lugar próprio, e no conjunto pela articulação e interdependência dentro de um campo que serve e ao qual traz as interrogações e as pistas de racionalidade com que se contrói possivelmente a teoria e se fecunda a acção prática. É neste sentido que quero perspectivar tanto as "Ciências da Educação" como os Estudos Curriculares.
- Um comentário jornalísticoPublication . Gonçalves, Maria FernandaSendo este número da Millenium dedicado às Ciências da Educação, não resisto a algumas referências a dois artigos de Filomena Mónica publicados recentemente (14 e 28 de Fevereiro) no Jornal O Independente. Não posso dizer que este trabalho me não provoca incomodidades, que não estou, em largos pontos, em concordância com a autora, ou que não tenho por ela consideração intelectual. Porém, há nos artigos publicados motivos abundantes de discordância, de indignação, de estímulo a um debate mais sério e de inúmeras perplexidades. Limito-me a um comentário breve sobre alguns pontos que seleccionei, sem prejuízo de um outro tempo e modo de trabalho diferente - o que aliás é hábito do meu actuar como pessoa e como docente - apesar de trabalhar na Área de Ciências da Educação e de, segundo a autora em causa, pelo que se pode depreender, (mesmo sem usar estas palavras), ninguém nestas condições merecer o crédito de ser considerada conhecedora de qualquer domínio da cultura universal, ter hábitos de ler e de pensar, ou fazer qualquer coisa junto dos seus alunos, ou na instituição malfadada (nos juízos proferidos) em que trabalha que não sejam "ociosas frioleiras. Não sabe, não ensina, não intervém (a não ser para fazer mal); não merece, consequentemente, o dinheiro que os contribuintes lhe pagam.
- Currículo oculto e cultura(s) de aprendizagem na formação de professoresPublication . Gonçalves, Maria FernandaA ESE de Viseu entrou numa nova fase da sua vida institucional, volvidos 13 anos após a sua criação. É, como já se disse, uma boa altura para "balanço" do trabalho realizado, mas sobretudo para recriar dinâmica e projectos que a justifiquem como organização com finalidades específicas, ao serviço da comunidade nacional e regional, nas dimensões, com as estratégias e com as formas de intervenção que se julguem mais adequadas. É tempo de encontrar algumas respostas seguras para as perguntas: Quem somos? O que queremos? Como pretendemos chegar lá? Foi nesta fase de trabalho que veio encontrar-nos o Colóquio que aqui se realiza. Incluímos, portanto, nas nossas preocupações de pesquisa e acção a clarificação da(s) cultura(s) de aprendizagem que proporcionamos aos nossos alunos. São alguns apontamentos desse processo, mais do que resultados já obtidos, que aqui trazemos. Cabe-me, no tempo de intervenção que me foi dado, justificar a razão por que enquadramos parte da pesquisa que temos em curso no campo conceptual do "currículo oculto" e provocar, a partir daí, algumas reflexões.
