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- Um olhar sobre os jovens NEET: Investigação-ação com jovens provenientes de um bairro socialPublication . Nóbrega, Cíntia Carolina Freitas; Fernandes, RosinaUma intervenção de cariz social para ser implementada de forma adequada, pressupõe o conhecimento de determinada realidade, nomeadamente necessidades e problemas, mas também meios e recursos disponíveis. O objetivo da intervenção realizada, no âmbito do Estágio desenvolvido, foi conhecer os jovens do Bairro Social de Paradinha, na Freguesia de Repeses e São Salvador, em Viseu, mais especificamente, o que os leva a uma maior probabilidade de se tornarem NEET (Not in Education, Employment or Training), bem como intervir nesse âmbito de forma a prevenir este fenómeno. Participaram na intervenção 12 jovens, com idades compreendidas entre os 17 e 27 anos, que apresentassem uma maior probabilidade de se tornarem NEET, sendo 9 de etnia cigana. Para a recolha e análise de dados foram utilizadas como técnicas e procedimentos: a entrevista, com a respetiva análise de conteúdo; a observação participante; e, ainda, questionários com itens avaliados em escalas de Likert, cujos dados foram alvo de análise descritiva e inferencial (Wilcoxon). Os resultados evidenciaram que os jovens apresentam escassos objetivos de vida; alguns encontram-se desempregados salientando que por vontade própria; revelam dificuldades no cumprimento de regras e horários; referem que não gostam de trabalhar e estudar; dependem de apoios sociais; consideram que a cultura e contexto em que se inserem influencia no ingresso no mercado de trabalho; não apresentam expectativas futuras e encontram-se mais propensos à pobreza e exclusão social. Concluímos que para prevenir que os jovens se tornem NEET, é fundamental dar-lhes voz, perceber as suas fraquezas, mas também as potencialidades e interesses, e encorajá-los na criação de objetivos futuros realistas.
- Sleep Quality among Medical Students of a Portuguese UniversityPublication . Ferreira, Rita; Brás, João; Fialho, Joana; Peixoto, CristinaIntrodução: O sono é um processo fisiológico complexo presente na maioria dos seres vivos. As perturbações do sono têm vindo a aumentar exponencialmente. Os estudantes universitários, particularmente, os estudantes de medicina, são especialmente vulneráveis a esta problemática. Contudo, a literatura existente relativa ao tema é escassa, especialmente, em Portugal. O objetivo deste estudo consiste em avaliar a qualidade de sono nos estudantes do curso Medicina da Universidade da Beira Interior, Covilhã, Portugal e analisar as diferenças e relações existentes de acordo com a idade, sexo, coabitação e ano de curso. Métodos: Trata-se de um estudo transversal em que os estudantes envolvidos preencheram o Índice da Qualidade de Sono de Pittsburg (PSQI), previamente validado para a população portuguesa. Os valores obtidos, para cada componente do PSQI, foram inicialmente analisados para a população global, e posteriormente relacionados com as variáveis sociodemográficas, visando a obtenção de relações estatisticamente significativas. Resultados: Duzentos noventa seis estudantes responderam ao questionário. Destes, 62,2% consideraram o seu sono bom; 42,4% obtiveram 1 na componente latência do sono; 50% admitiu dormir entre 6 a 7 horas; 73,9% evidenciou uma eficiência de sono adequada; 85,5% relatou pouco ou nenhum distúrbio do sono; 83,8% referiu nunca ter usado medicação para dormir; e 60,8% mencionou pouca ou nenhuma disfunção diurna. Relativamente ao PSQI global, 73,1% dos estudantes obtiveram uma pontuação superior a 5, indicando uma má qualidade de sono. Das raparigas, 74,7% e dos rapazes, 67,7% revelaram uma pobre qualidade de sono. Dos estudantes, que vivem sozinhos, 91,3% também exibiram uma pobre qualidade de sono. Relativamente ao ano letivo do curso no qual o inquérito foi aplicado, 82,4% dos estudantes do 1º ano reportaram uma pobre qualidade de sono, assim como 77,5% do 2º ano, 72,1% do 3º, 77,8% do 4º, 65,8% do 5º e 71,4% do 6º ano do curso. Conclusão: Globalmente, os estudantes que participaram neste estudo apresentaram má qualidade de sono, com uma classificação no PSQI superior 5. Contudo, as classificações em cada um dos componentes não são tão negativas. A maioria dos participantes classificam o seu sono como bom ou muito bom, quase metade dos participantes referiram dormir mais de 7 horas e a maioria apresentou uma eficiência de sono superior a 85%. De igual forma, 83,8% nunca usaram medicação para dormir. Não sendo um resultado robusto, torna-se imperioso a realização de mais estudos que o comprovem inequivocamente. Mais, tais estudos também serão imprescindíveis para identificar situações em que a intervenção terapêutica melhorará tais parâmetros.
