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- A prevalência de fungos no canal auditivo externo de cães com otite externaPublication . Parreira, Inês Batista; Esteves , Fernando; Vala, HelenaA otite externa é uma doença dermatológica que se caracteriza pela inflamação da orelha externa, incluindo o pavilhão auricular até à parede externa da membrana timpânica. A microbiota do canal auditivo externo é constituída por bactérias, como Staphylococcus spp. e fungos como ‘Malassezia pachydermatis’. Esta levedura pode manter a patologia mesmo após a erradicação do fator subjacente e ainda originar alterações patológicas permanentes no canal auditivo. Fatores como a produção excessiva de cerúmen, humidade excessiva e rutura da barreira epidérmica favorecem a multiplicação desta levedura. Os sinais clínicos, quando o agente da infeção é a ‘M. pachydermatis’, são uma coloração castanho-escura, húmida e com mau odor. O diagnostico de otite externa causada por ‘Malassezia pachydermatis’ baseia-se na observação de lesões compatíveis, na resposta a terapêutica antifúngica e na presença elevada de leveduras por observação direta no microscópio. Assim, o principal objetivo deste trabalho é determinar a prevalência de ‘Malassezia pachydermatis’ em cães diagnosticados com otite externa entre 1 de agosto de 2025 e 2 de fevereiro de 2026 na Clínica Veterinária de Vodskov, Dinamarca. Neste estudo foram incluí dos 65 cães que apresentavam sinais clínicos compatíveis com otite externa, dos quais 38,5% foram identificados como positivos ê 61,5% foram identificados como negativos. E ainda se demonstrou que a raça Labrador Retriever foi a raça com maior percentagem de casos positivos para Malassezia.
- Avaliação do bem-estar em cães alojados no Santuário Animal Vida Boa: aplicação do Shelter Quality ProtocolPublication . Santos, João Rodrigues dos; Coelho, Catarina; Mega, Ana CristinaO bem-estar animal tem sido amplamente reconhecido como um indicador fundamental da qualidade dos sistemas de alojamento, particularmente em contextos de abrigo onde os animais se encontram em situação de vulnerabilidade. Para entender as condições de bem-estar dos cães alojados no Santuário Animal Vida Boa, em Vila Real aplicou-se o Shelter Quality Protocol, enquadrado nos princípios do Welfare Quality®. A avaliação baseada neste protocolo incide sobre indicadores ao nível do santuário, da box e do indivíduo, tendo sido avaliadas 30 boxes e 40 cães. Como complemento foi realizada uma análise SWOT, com o objetivo de identificar fatores internos e externos com potencial influência no bem-estar animal. De forma global, os resultados evidenciaram condições favoráveis ao bem-estar, com disponibilidade de água limpa, cama ou abrigo, proteção climática e baixa frequência de sinais clínicos e comportamentos repetitivos. No que diz respeito à avaliação individual, destacou-se a predominância de condição corporal adequada, pelagem limpa, ausência de alterações cutâneas e respostas maioritariamente sociáveis, embora tenham sido observados alguns casos de claudicação em cães geriátricos. A análise SWOT corroborou esta apreciação globalmente positiva, permitindo, contudo, identificar aspetos passíveis de melhoria, como a predominância de alojamento individual, o potencial impacto do piso em terra e da acumulação sazonal de lama no conforto de alguns animais, bem como a necessidade de monitorizar o efeito do contacto visual permanente entre cães. Com os resultados obtidos pode-se afirmar que o santuário apresenta, um contexto globalmente favorável ao bem-estar dos cães, mas também tendo ainda alguma margem para melhorar através de medidas práticas de maneio, enriquecimento ambiental e adaptação das infraestruturas.
