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- Necessidades formativas e burnout nos cuidadores formais de estruturas residenciais para pessoas idosas : Da avaliação à intervençãoPublication . Rodrigues, Helena Isabel de Almeida; Andrade, Ana Isabel Nunes Pereira de Azevedo eEnquadramento: Num contexto marcado pelo envelhecimento demográfico e pela crescente complexidade dos cuidados prestados à população idosa institucionalizada, os cuidadores formais representam um papel central nas instituições. Estes profissionais enfrentam exigências físicas e emocionais particularmente elevadas. A Síndrome de Burnout constitui, na atualidade, uma das consequências mais marcantes do stresse profissional, tornando-se, por isso, fundamental aprofundar a sua investigação. Este fenómeno compromete o bem-estar psicológico e físico dos cuidadores formais, repercutindo-se, consequentemente, na qualidade dos cuidados prestados, sendo frequentemente agravado por lacunas ao nível da formação e na preparação para responder às necessidades específicas dos utentes. Objetivo: Analisar a relação entre as necessidades formativas autopercebidas e as dimensões de burnout dos cuidadores formais. Métodos: Foi desenvolvido um estudo quantitativo, descritivo-correlacional e transversal, com uma amostra de 40 cuidadores formais. A recolha de dados foi realizada através de um questionário com a caracterização sociodemográfica, caracterização profissional, formação profissional e necessidades formativas autopercebidas; a versão portuguesa do Copenhagen Burnout Inventory (CBI-PT), validada para a população portuguesa. Foi obtido parecer favorável da Comissão de Ética. Resultados: Os cuidadores apresentam necessidades formativas sobretudo nas áreas de primeiros socorros (45,0%), prevenção de úlceras de pressão/feridas (42,5%), gestão emocional (40,0%) e cuidados em fim de vida (35,0%). A prevenção de riscos e acidentes (37,5%) e a saúde mental (27,5%) foram áreas relevantes; 55,0% consideram a formação insuficiente, sendo igualmente reduzida a procura ativa de formação, referida por 75,0% dos cuidadores. Relativamente ao burnout, os resultados sugerem a sua associação às exigências do trabalho e às condições organizacionais, evidenciando impacto no bem-estar dos profissionais. Conclusão: Os resultados demostram claramente a importância de apostar na formação contínua e em medidas de apoio por parte das instituições dirigidas aos cuidadores formais. Investir nestas áreas contribui não só para o seu bem-estar profissional, mas também para garantir cuidados de maior qualidade nas ERPI. Palavras-chave: idosos; cuidadores; lares de idosos; esgotamento profissional; educação em saúde; serviços de saúde
