ESEV - DPCE - Artigo em ata de evento científico nacional
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer ESEV - DPCE - Artigo em ata de evento científico nacional por contribuidor "Fernandes, Rosina"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- A influência do modelo comportamental ABA no desenvolvimento de crianças com PEA percecionado pelos paisPublication . Cruz, Paula; Martins, Emília; Mendes, Francisco; Fernandes, Rosina; Ribeiro, Esperança Jales; Felizardo, Sara; Ramalho, H.; Martins, Emília; Fernandes, RosinaA Perturbação do Espetro do Autismo (PEA), de natureza neurodesenvolvimental, caracteriza-se por défices na interação e comunicação sociais e por comportamentos, interesses ou atividades restritos e repetitivos, comportando alterações no funcionamento pessoal e social, que podem situar-se em diferentes níveis de gravidade. A ABA (Applied Behavior Analysis), metodologia de modificação de comportamento, serve para compreender e auxiliar na melhoria de comportamentos inadequados, através da observação, identificação dos antecedentes e respetivas consequências. Desenvolveu-se um estudo de natureza quantitativa tendo como principal objetivo compreender as perceções de pais sobre o impacto da ABA na vida de crianças com PEA, contrastando, ainda, com o modelo de intervenção TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Communication Handicapped Children). Participaram 38 pais de crianças com PEA que frequentavam uma associação da região centro do país, sendo os dados recolhidos através de um questionário ad-hoc. Genericamente, os pais reconhecem um impacto positivo da intervenção ABA, nas diferentes competências/características implicadas na PEA. Realçam a necessidade de uma intervenção duradoura e sistemática superior a dois anos, e mais eficaz quando realizada precocemente (com início até os 4 anos de idade) e com recurso à sua participação ativa. Pais com habilitações superiores enfatizam benefícios nas competências de natureza cognitiva (p=.03), social (p=.04) e adaptação ao meio envolvente (p=.006). Pais que escolheram a intervenção por conhecimento próprio identificam maiores benefícios por comparação com a escolha por indicação de terceiros, em competências cognitivas (p=.03), sociais (p=.02), adaptação ao meio envolvente (p=.04), cumprimento de regras (p=.01) e comportamentos indesejáveis (p=.04). Finalmente, verificaram-se médias estatisticamente superiores em todas as vantagens da intervenção ABA relativamente às da TEACCH. Está patente o reconhecimento do impacto positivo da ABA na PEA, para este grupo de pais, revelando-se fundamental continuar a aprofundar a investigação neste campo, ampliando o conhecimento a respeito de estratégias efetivas para a intervenção na PEA, bem como a exploração de especificidades de intervenção.
