Departamento de Psicologia e Ciências da Educação (DPCE)
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Percorrer Departamento de Psicologia e Ciências da Educação (DPCE) por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "05:Igualdade de Género"
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- Perceções de mulheres portuguesas com Perturbação do Espectro do Autismo sobre inclusãoPublication . Gonçalves, Andreia; Xavier, Paula; Felizardo, Sara; Ribeiro, Esperança; Ramalho, Henrique; Martins, Emília; Fernandes, RosinaAs mulheres com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) confrontam-se com diferentes barreiras à sua inclusão social, verificando-se uma escassez de literatura científica em torno da sua situação. Neste sentido, esta investigação, que contou com a participação de 13 mulheres portuguesas com PEA, com uma média de idades de 28,38 anos (DP=4,27), teve como objetivos compreender as suas perceções sobre a inclusão, identificar as barreiras sociais experienciadas e conhecer as recomendações de melhoria das participantes para a concretização da inclusão. Assim, este estudo qualitativo do tipo exploratório descritivo recorreu à entrevista semiestruturada como instrumento de recolha de dados, de modo a permitir uma maior compreensão das vivências e perceções das participantes. Mesmo identificando alguns progressos, a perceção de descredibilização do diagnóstico e de falta de conhecimento sobre as características da mulher com PEA, pelos profissionais, o excesso de estímulos sensoriais em espaços públicos, as expectativas de género que recaem sobre os comportamentos das mulheres, com e sem PEA, desde a infância, as dificuldades no acesso ao emprego, incluindo as entrevistas, o desconhecimento e insensibilidade da sociedade sobre a PEA e o pouco apoio percebido por parte do Serviço Nacional de Saúde foram as principais barreiras à inclusão identificadas pelas entrevistadas. As participantes propuseram algumas recomendações para que mulheres com PEA consigam sentir-se mais incluídas na sociedade, como um maior suporte técnico/especializado para pessoas adultas com PEA, a existência de acomodações no contexto laboral e nas entrevistas de emprego, mais investimento da sociedade em conhecimento sobre a PEA e a necessidade do diagnóstico precoce, em particular nas meninas/mulheres. Deste modo, entende-se a importância de dar voz às pessoas com PEA para que exponham os desafios e obstáculos vivenciados no seu quotidiano, bem como para que tenham a possibilidade de sugerir alternativas que melhorem a sua qualidade de vida. É também fundamental que técnicos de educação, apoio social e saúde invistam na sua formação contínua e apoiem na sensibilização sobre a PEA nas pessoas adultas, nomeadamente em mulheres, em Portugal, de modo a promoverem uma sociedade mais inclusiva.
