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Jornalismo de proximidade: a cobertura noticiosa do Jornal do Centro aos incêndios de outubro de 2017 na região de Viseu (Portugal).

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Portugal tem sido identificado como um dos países mais devastados pelos incêndios rurais. Na última década este fenómeno tem vindo a piorar, não só pela dimensão e brutalidade do fogo, mas também pelas consequências irreparáveis para as comunidades, levando sempre a um interesse especial por parte dos órgãos de comunicação social nacionais e também locais. Em situações de crise, como “grandes incêndios”, à semelhança dos media nacionais, também os media locais portugueses tendem a fazer uma cobertura negativa numa fase inicial. Em fase posterior, o teor é positivo ou neutro, apostando numa abordagem às medidas de precaução e defesa neste tipo de situações. Este estudo de caso descritivo e exploratório permite retirar evidências pertinentes acerca da rotina produtiva dos media locais em situações de crise, como é o caso dos incêndios rurais. Numa análise quantitativa a 24 edições do Jornal do Centro, de Viseu (Portugal), num total de 98 artigos, percebe-se o recurso frequente à notícia, ainda que de grandes dimensões, privilegiando a fonte única, por ser também em termos de rotina produtiva mais acessível e económico. A reportagem não assume expressividade, constatando-se um “jornalismo sentado”. Apesar de estar presente a voz do comum cidadão, são as fontes oficiais que detêm maior atenção, sobretudo as que estão ligadas ao poder local, como as autarquias, e também as fontes relacionadas com o comando dos bombeiros ou as associações humanitárias.

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Palavras-chave

media locais jornalismo de proximidade incêndios fontes de informação

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