Departamento de Ecologia e Agricultura Sustentável (DEAS)
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Percorrer Departamento de Ecologia e Agricultura Sustentável (DEAS) por orientador "Pinto, António Abel Valente"
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- Avaliação da aplicação de produtos fitofarmacêuticos com drone, numa vinha tradicional do Douro vinhateiroPublication . Pereira, José Fernando Gomes; Viana, Hélder; Pinto, António Abel ValenteA aplicação de produtos fitofarmacêuticos com drones representa uma tecnologia emergente com elevado potencial para a viticultura de montanha, particularmente em vinhas tradicionais do Douro, onde a mecanização é limitada pelo relevo e a pulverização manual continua a ser a prática dominante. Contudo, a utilização desta tecnologia em Portugal permanece condicionada pelo atual enquadramento legal, tornando necessária a produção de evidência científica sobre a sua eficácia, segurança e viabilidade operacional. O presente trabalho teve como objetivo comparar a aplicação de fungicidas por drone e por pulverização manual no controlo do míldio ('Plasmopara viticola') e do oídio ('Erysiphe necator') numa vinha tradicional da Região Demarcada do Douro. O ensaio foi conduzido durante o ciclo vegetativo 2025, em conformidade com as orientações da norma EPPO PP 1/152 (4) – Design and analysis of efficacy evaluation trials (EPPO, 2012) e das normas específicas para a avaliação da eficácia de fungicidas no controlo do míldio e do oídio da videira (EPPO, 2021a, 2021b). O delineamento experimental compreendeu parcelas tratadas por aplicação com drone, parcelas tratadas por pulverização manual e parcelas testemunha não tratadas. Foram avaliadas a eficácia fitossanitária dos tratamentos, a qualidade da deposição da calda, o potencial de deriva, o tempo de execução das aplicações e os custos operacionais associados a cada método de aplicação. Os resultados demonstraram que os tratamentos realizados por drone e por pulverização manual apresentaram eficácia equivalente no controlo do míldio e do oídio, não se verificando diferenças estatisticamente significativas entre ambas as modalidades, enquanto as parcelas testemunha evidenciaram níveis significativamente superiores de infeção. A avaliação da deposição da calda confirmou uma cobertura adequada da vegetação em ambos os métodos, e a análise da deriva indicou reduzido risco de dispersão quando respeitados os parâmetros de calibração e as condições meteorológicas recomendadas. Não foram observados sintomas de fitotoxicidade em nenhuma das modalidades de aplicação. Do ponto de vista operacional, a aplicação por drone permitiu tratar aproximadamente 1 ha/h, enquanto a pulverização manual exigiu, em média, 6,5 h/ha, representando um aumento muito significativo da produtividade. Em termos económicos, o custo da prestação de serviços com drone variou entre 45 e 190 €/ha, dependendo da dimensão da parcela e das condições operacionais, enquanto a pulverização manual apresentou um custo médio estimado de 62,5 €/ha. Concluiu-se que a aplicação de produtos fitofarmacêuticos por drone constitui uma alternativa tecnicamente viável para a proteção fitossanitária da vinha, em particular nas vinhas tradicionais do Douro, assegurando níveis de eficácia equivalentes aos da pulverização manual e proporcionando vantagens significativas ao nível da rapidez de execução, da redução, da penosidade, do trabalho e da diminuição da exposição dos operadores aos produtos fitofarmacêuticos. Os resultados obtidos contribuem para o conhecimento científico nesta área e fornecem informação relevante para futuras avaliações do enquadramento regulamentar da utilização de drones na aplicação de produtos fitofarmacêuticos em Portugal.
