CI&DEI - Capítulo em obra internacional, como autor
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Percorrer CI&DEI - Capítulo em obra internacional, como autor por contribuidor "Ramalho, H."
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- As crianças refugiadas na escola: Desafios na inclusãoPublication . Neves, V; Cabral, Luciana; Cordeiro, Leandra Margarida Prata; Jales Ribeiro, Esperança; Felizardo, Sara; Ribeiro, Esperança Jales; Ramalho, H.; Martins, Emília; Fernandes, RosinaA migração, especialmente a inclusão de crianças refugiadas, tem ganho relevância significativa globalmente e em Portugal. Recentemente, testemunhamos um aumento no número de crianças refugiadas que chegam às nossas fronteiras, provenientes de regiões assoladas por conflitos armados, perseguições e adversidades extremas. Essa realidade apresenta desafios legais e humanitários complexos, que exigem atenção imediata e ação por parte da sociedade portuguesa. A integração de crianças refugiadas nas escolas em Portugal emerge como uma questão humanitária crucial, destacando os desafios enfrentados por esses jovens, seus pais e educadores no processo de adaptação ao contexto educacional português. Pretendeu-se compreender e identificar desafios e necessidades das crianças refugiadas na escola portuguesa. Trata-se de um estudo de cariz exploratório, recorrendo-se à análise documental de uma amostra de notícias de jornais diários e semanários nacionais (n=24), assim como de relatórios de referência na área. Na revisão documental realizada, identificam-se em primeiro lugar, dificuldades relacionadas com o espaço físico (44%), na medida em que parece não haver capacidade de colocação das crianças, nomeadamente no primeiro ciclo de escolaridade, educação pré-escolar e creche. Verifica-se ainda pouco domínio da língua (33%) por parte dos educadores (in)formais o que dificulta quer a aprendizagem, quer a adaptação destes educandos antevendose o que o ensino a distância possa constituir uma ferramenta valiosa e obrigatória para olmatar as referidas dificuldades. Na nossa análise também se identificam problemas de integração e exclusão (23%). Portugal tem a obrigação ética e legal em acolher e proteger crianças refugiadas, em conformidade com acordos internacionais e tratados de direitos humanos, como a Convenção sobre os Direitos da Criança. Neste compromisso humanitário contínuo, é fundamental a discussão, avaliação e aprimoramento das políticas e práticas relacionadas com a integração de crianças refugiadas, bem como a melhoria contínua de profissionais e políticas públicas em Portugal.
- Disciplina positiva em crianças com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção: Um projeto de investigação-açãoPublication . Venera, Inês; Jales Ribeiro, Esperança; Fernandes, Rosina; Felizardo, Sara; Ribeiro, Esperança Jales; Ramalho, H.; Martins, Emília; Fernandes, RosinaA Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é uma condição neurocomportamental amplamente reconhecida, que afeta a vida de milhões de crianças em todo o mundo, a vários níveis: escolar, familiar, pessoal e social. A intervenção com recurso a estratégias de Disciplina Positiva (DP) pode revelar-se benéfica, de acordo com a literatura. Este estudo explorou o impacto de estratégias da DP no âmbito da gestão comportamental e das competências pessoais e sociais de duas crianças do 1.º CEB com PHDA. A metodologia de investigação foi de natureza qualitativa, recorrendo à investigação-ação, com duas crianças do género masculino de 7 e 8 anos, com diagnóstico de PHDA, a frequentar o 2º ano de escolaridade e com apoio em Centros de Estudo, no horário pósescolar. Participaram também no estudo elementos da família (mães) e as docentes responsáveis pelas respetivas crianças nos Centros de Estudo. Foram utilizadas três técnicas de recolha de dados, pré e pós intervenção: Questionário de Capacidades e Dificuldades – preenchido pelas mães e docentes; entrevistas semiestruturadas realizadas às mães e docentes; e recurso didático da autoria dos investigadores utilizado junto das crianças. Semanalmente, as duas crianças frequentaram sessões de DP, nos Centros de Estudo, com base num plano de intervenção estruturado pela equipa de investigação em sete sessões (45 a 60 minutos), explorando os eixos que caracterizam a DP. Procurou-se articular com a família e docentes de forma a haver continuidade da intervenção nos dois contextos (disponibilização de guia de apoio construído para o efeito). Os resultados permitem-nos concluir que, na perspetiva dos participantes, após a intervenção com recurso a estratégias da DP, verificaram-se melhorias, sobretudo ao nível comportamental (ainda que p>.05 no teste de Wilcoxon), com maior evidência numa das crianças. Esperam-se efeitos também ao nível socioemocional, com repercussões na sua inclusão. Ainda assim, é fundamental continuar a acompanhar a sua evolução, uma vez que, a longo prazo, havendo continuidade no recurso a estas estratégias em diferentes contextos, incluindo o escolar, que não foi explorado neste trabalho, se poderão constatar mudanças estruturais mais significativas.
