ESEV - DCA - Capítulo em obra nacional, como autor
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Percorrer ESEV - DCA - Capítulo em obra nacional, como autor por assunto "17th Century"
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- Os cronistas da cidade de Viseu no século XVII: poesia e prosaPublication . Castilho, LilianaA primeira metade do século XVII fornece à cidade de Viseu duas obras de grande interesse, quer do ponto de vista literário, quer do ponto de vista historiográfico. A primeira, Dialogos Moraes e Politicos. Fundação da Cidade de Viseu, História de seus Bispos e gerações, e nobreza com muitos sucessos que n´ella aconteceram, e outras antiguidades e couzas curiosas, de Manoel Botelho Ribeiro Pereira, data de 1630.Organizada em forma de diálogo entre duas personagens, “Doutor” e “Lemano”, percorre cronologicamente toda a história da cidade de Viseu e das suas principais personalidades e apresenta uma clara intenção histórica. Esta obra é uma importante fonte para o estudo da cidade de Viseu, principalmente no que concerne à sua arquitetura e estrutura urbana, uma vez que descreve vários elementos destruídos nos séculos seguintes. A segunda, Descrição da cidade de Viseu: suas antiguidades e cousas notáveis que contém em si e seu Bispado, composta por um Natural de João de Pavia é datada de 1638. Assume a forma de um poema épico de inspiração patriótica e interesse nacional, género comum no país à época, ainda sob o domínio filipino, mas apresenta a especificidade de se centrar na história da cidade de Viseu e nos seus heróis, embora extrapolando frequentemente a sua importância para o campo nacional. Os aspetos formais e estéticos do poema tiveram primazia em relação à sua componente histórica e a leitura do mesmo, enquanto fonte, deve ser encarada com cautela, uma vez que as informações históricas apresentadas se encontram dependentes das intenções literárias e enquadramento mental do seu autor. A relação entre estas duas obras é estabelecida dentro do próprio poema épico, por sucessivas referências feitas pelo narrador ao mesmo e pela citação dos Diálogos no seu Canto V. O cruzamento destas duas obras com os estudos mais recentes sobre a história da cidade de Viseu permitem a valorização das mesmas enquanto fontes, diretas ou indiretas, mas tornam igualmente claros os seus limites, derivados do seu próprio tempo e das intenções da sua escrita.
