ESSV - UEMOG - Relatórios finais (após aprovados pelo júri)
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- Cuidado intercultural em enfermagem de saúde materna e obstétrica durante o puerpério : Experiências dos profissionaisPublication . Santos, Ana Catarina Barata; Coutinho, Emília de CarvalhoIntrodução: Este relatóriofinal, resultante do estágio profissional, visa demonstrar o desenvolvimento das competências necessárias à atribuição do grau de Mestre e do título de Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, nos diferentes contextos de intervenção. Estrutura-se em duas partes. A primeira corresponde ao relatório de estágio, no qual se descreve e analisa criticamente o percurso formativo desenvolvido. A segunda integra a componente de investigação, centrada na compreensão do cuidado intercultural no puerpério na perspetiva dos Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica(EE-ESMO), com base nas suas experiências na prestação de cuidados a puérperas imigrantes. Objetivos: Relatar as atividades desenvolvidas nos diferentes contextos de estágio para a aquisição e consolidação de competências em Enfermagem de SaúdeMaterna e Obstétrica; compreender as experiências dos EE-ESMO na prestação de cuidados interculturais à puérpera imigrante. Metodologia: No percurso formativo em estágio foi adotada uma metodologia de análise crítico-reflexiva da prática clínica. A componente de investigação consistiu num estudo qualitativo de natureza fenomenológico-hermenêutica, fundamentado na abordagem de Max van Manen e aprovado pela Comissão de Ética. A recolha de dados realizou-se através de entrevistas fenomenológicas a 22EE-ESMO com experiência na prestação de cuidados a puérperas imigrantes. Após transcrição, as entrevistas foram submetidas a análise fenomenológica, com recurso ao AIQDA e ao software MAXQDA®. Resultados: O desenvolvimento da prática clínica em seis contextos de estágio permitiu a aquisição das competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, em conformidade com os padrões de qualidade da especialidade. Da análise emergiram dez temas fenomenológicos, que evidenciam a competência cultural como um processo dinâmico, contínuo e multidimensional. Os temas fenomenológicos mais representativos foram Modos de desenvolvimento de competências culturais, Constrangimentos na prestação de cuidados interculturais à puérpera e Competências ético-interculturais. Os subtemas Aprendizagem pela experiência, Adaptação cultural dos cuidados, Formação profissional e Constrangimentos comunicacionais apresentaram maior expressividade. A integração dos temas fenomenológicos no Modelo de Competência Cultural de Campinha-Bacote (2011) demonstrou que o desenvolvimento da competência cultural resulta da interação entre Desejo Cultural, Consciência Cultural, Conhecimento Cultural, Habilidade Cultural e Encontros Culturais. Conclusão: A formação em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica constitui um elemento essencial para o desenvolvimento de competências científicas, técnicas, éticas, relacionais e culturais, indispensáveis à prestação de cuidados individualizados, seguros e culturalmente congruentes. Os resultados demonstram que a crescente diversidade cultural dos contextos assistenciais exige EE-ESMO preparados para responder às necessidades específicas das puérperas imigrantes, destacando a relevância das competências comunicacionais, relacionais e ético-interculturais. Confirmou-se a adequação do Modelo de Competência Cultural de Campinha-Bacote (2011) para interpretar esta experiência e reforçou-se a necessidade de investir na formação em competência cultural, comunicação intercultural e diversidade cultural, promovendo cuidados mais inclusivos, equitativos, humanizados e culturalmente congruentes. Palavras-chave: enfermeiro obstetra; mulheres/puérperas; imigrantes; cuidados interculturais.
- Impacto das atitudes dos enfermeiros na promoção da amamentação no pós-partoPublication . Cardoso, Helena Marina Seixas; Ferreira, Manuela Maria da ConceiçãoEnquadramento: Descrevemos neste relatório os cuidados de enfermagem especializados planeados e executados durante os estágios do Curso Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna Obstetrícia e Ginecologia. As boas práticas no apoio á amamentação, vão-se traduzir em múltiplos benefícios para a puérpera e o recém nascido, melhorando a prevalência e duração da amamentação. Objetivos: Desenvolver competências necessárias nas diferentes áreas de atuação da saúde da mulher para obtenção do título de Mestre e Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica. Identificar a melhor evidência científica sobre as atitudes dos enfermeiros promotoras da amamentação. Analisar de que forma as variáveis sociodemográficas e a história clínica obstétrica têm relação com a avaliação pelas puérperas das atitudes dos enfermeiros promotoras da amamentação. Determinar se a qualidade da informação transmitida pelos enfermeiros tem influência sobre como são identificadas as atitudes dos mesmos na promoção da amamentação. Métodos: Foi realizada uma revisão scoping, na procura da melhor evidência científica. Seguiu-se um estudo quantitativo sobre o impacto das atitudes dos enfermeiros na promoção da amamentação no pós-parto. Para recolha de dados foi utilizado o questionário sociodemográfico, a Escala de Qualidade da Informação (Coutinho, Nelas & Chaves, 2022) e a Escala de Atitudes dos Enfermeiros Promotoras da Amamentação (Coutinho S/ data) aplicado a uma amostra não probabilística por conveniência constituída por 119 puérperas com intenção em amamentar, internadas numa unidade hospitalar Amiga dos bebés, da região Autónoma dos Açores. Resultados: Das puérperas com intenção em amamentar, 85% encontra-se a amamentar exclusivamente na alta. Encontram-se diferenças significativas entre o nº de filhos e o Aleitamento Materno Exclusivo (AME) e a Qualidade da Informação e o AME. Com parto eutócico, 62,4% fez AME, com parto distócico, 61,1% não fez AME. Realizaram contacto pele a pele 93,3%. Das puérperas inquiridas, 90,8% avaliam as atitudes dos enfermeiros na promoção da amamentação como muito elevadas face à nota global. O estado civil, o AME e a Qualidade da Informação, apresentam relação estatística significativa com a avaliação pelas puérperas das Atitudes dos Enfermeiros na Promoção da Amamentação. As puérperas que frequentaram um Programa de Preparação para o Parto e Parentalidade (PPPP) avaliaram melhor as atitudes dos enfermeiros promotoras da amamentação, no fator Decisão de Amamentar, sendo as diferenças significativas. Conclusões: Após a realização do estágio cumprimos o número de experiências mínimas e a aquisição das competências necessárias à obtenção do título de Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica. Com a investigação desenvolvida conclui-se que a melhoria do AME é claramente dependente de uma estratégia clínica diferenciada para os diferentes tipos de parto. Proporcionar a todas as grávidas um PPPP pode influenciar a decisão de amamentar. A capacitação de todos os profissionais de saúde sobre as práticas mais atuais e baseadas em evidências para o aleitamento materno é crucial para um apoio efetivo a todas as mães que tencionam amamentar. Os cuidados especializados em aleitamento materno durante o internamento de puerpério são essenciais para o aconselhamento, apoio e consequente capacitação da puérpera, promovendo a sua adaptação às especificidades deste período e contribuindo para a melhoria das taxas de amamentação exclusiva. Palavras-chave: Amamentação; Enfermagem; Hospitalização; Pós-parto.
