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O abastecimento da cidade de Viseu entre os séculos XVI e XVIII

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A alimentação foi uma questão central na política urbana das cidades portuguesas ao longo da época moderna. Garante da paz social e da saúde pública, o assegurar do abastecimento alimentar da população era uma das principais funções do poder público, bem como, por outro lado, a taxação das transações sobre esses bens, uma importante fonte de receita. Na cidade de Viseu, que nos propomos analisar neste estudo, numa cronologia que medeia entre os séculos XVI e XVIII, o abastecimento da cidade era responsabilidade do poder municipal, que possuía um corpo legislativo e funcionários específicos para assegurar o bom provimento da urbe. Sendo a cidade maioritariamente consumidora e não produtora, a generalidade dos bens consumidos pelos seus habitantes provinha do exterior, ficando sujeita a almotaçaria ao atravessar as muralhas. Escapando ao controle da edilidade, existia apenas a produção para consumo próprio, levada a cabo nos logradouros situados na parte posterior dos lotes habitacionais. Num diálogo nem sempre fácil, entre os interesses públicos e privados, o abastecimento da cidade está direta ou indiretamente ligado à sua morfologia e definição espacial, política e social.

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Palavras-chave

Época moderna abastecimento alimentação Viseu

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Casa de Sarmento- Centro de Estudos do Património

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