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Orientador(es)
Resumo(s)
A Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) é uma perturbação neurodesenvolvimental marcada por défices na comunicação e na interação social e presença de comportamentos repetitivos. Neste contexto, a música, pelas suas características estruturantes, emocionais e sensoriais, pode constituir-se como facilitadora de processos terapêuticos. Este estudo teve como objetivo compreender as perceções de profissionais de diferentes áreas sobre os benefícios da música na intervenção com crianças/jovens com PEA. Procurou-se perceber o impacto da música em dimensões como o bemestar emocional, a comunicação, a interação social e a redução de comportamentos estereotipados ou agressivos. A metodologia utilizada, de natureza quantitativa e não experimental, suportou-se na aplicação de um questionário online a 106 profissionais que trabalham ou já trabalharam com crianças e jovens com PEA. O instrumento, ad hoc, revelou boas qualidades psicométricas (α=.978). Com recurso ao SPSS – IBM 28, realizaram-se análises estatísticas descritivas e inferenciais (correlações e comparações de grupos, não paramétricas), assumindo-se um grau de confiança de 95%. Os principais resultados revelam uma perceção amplamente positiva (90%) sobre o uso da música como estratégia complementar de intervenção, destacando-se a sua eficácia na melhoria da comunicação (72.6%) e socialização (86.8%), na expressão emocional (88.6%) e na gestão de comportamentos desafiadores (80%), reduzindo a ansiedade e agitação (84.9%). Também foi apontada como estratégia útil na redução de comportamentos agressivos (73.6%) e estereotipias (68.8%). Verificaram-se diferenças estatisticamente significativas nas perceções em função da formação (X2 KW=6.54; p = .038) e da profissão (X2 KW=9.922; p = .019) dos participantes, sugerindo que a experiência e o conhecimento específico influenciam a forma como os benefícios da música são reconhecidos, com perceções mais favoráveis dos Educadores Sociais e profissionais com formação em PEA. A investigação conclui que, embora a maioria dos profissionais reconheça o potencial da música, é necessário divulgar os méritos deste recurso nos contextos educativos e terapêuticos, bem como investir em formação específica que capacite os profissionais para uma utilização mais consciente e eficaz da música na intervenção com a população com PEA. Este trabalho reforça a relevância da música como ferramenta inclusiva, acessível e adaptável às necessidades individuais, capaz de promover desenvolvimento e bem-estar em contextos de educação especial.
Descrição
Palavras-chave
Musicoterapia Perturbação do Espectro do Autismo Comunicação Interação Social Comportamento
Contexto Educativo
Citação
Editora
CIEd - Centro de Investigação em Educação, do Instituto de Educação, da Universidade do Minho
Licença CC
Sem licença CC
