ESSV - UECA - Relatórios finais (após aprovados pelo júri)
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Browsing ESSV - UECA - Relatórios finais (após aprovados pelo júri) by advisor "Costa, Maria Isabel Bica Carvalho"
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- Parentalidade positiva em crianças dos 0 aos 3 anos : a intervenção do enfermeiro especialista em saúde infantil e pediátricaPublication . Valente, Ana Cristina Santos; Costa, Maria Isabel Bica CarvalhoIntrodução: A prática especializada em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria requer o desenvolvimento de competências comuns e específicas perante a criança e família para se poder dar resposta às suas necessidades. Nesse contexto, os estágios realizados foram exemplo de uma prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade, baseados na melhor evidência disponível, o que serviu de mote para uma investigação sobre “Parentalidade Positiva em Crianças dos 0 aos 3 anos: a intervenção do Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica”. Objetivos: Descrever as atividades realizadas no decorrer dos diversos contextos de estágio; refletir sobre o desenvolvimento de competências comuns e especificas ao Enfermeiro Especialista de Saúde Infantil e Pediátrica e analisar a autoperceção dos pais (pai/mãe) de crianças dos 0 aos 3 anos de idade sobre o exercício da parentalidade positiva. Métodos: Descritivo e reflexivo sobre o percurso desenvolvido no âmbito da especialização que incluiu um estudo quantitativo, descritivo-correlacional com enfoque transversal, numa amostra selecionada por conveniência envolvendo 90 pais (pai/mãe) de crianças dos 0 aos 3 anos a frequentar a creche/jardim-de-infância da região centro do país. Como instrumento de recolha de dados optou-se por um questionário com a caracterização geral do pai/mãe (ad hoc), caracterização referente à criança e a Escala de Parentalidade Positiva validada para a população portuguesa (Lopes, 2012). Resultados: Participantes (pai/mãe) com idades superiores a 35 anos (mãe 58,8% vs. pai 63,4%) de 56,7% crianças do género feminino e 43,3% do masculino, com 47,8% na faixa etária dos 12-24 meses. A autoperceção das dificuldades tem um valor médio mais elevado (M=109,32±25,53), sendo a autoperceção da confiança a que apresenta um valor médio ligeiramente mais baixo (M=104,99±31,85). O estado civil da mãe interfere na autoperceção da confiança no exercício da parentalidade positiva (p=0,025); a situação profissional da mãe tem relevância estatisticamente significativa na autoperceção da necessidade de conhecimentos (p=0,008); existem diferenças estatisticamente significativas na relação entre a situação profissional do pai e a autoperceção da confiança (p=0,006). Conclusão: Os resultados sugerem que a parentalidade positiva é essencial para o bem-estar infantil e o Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica deve promover intervenções/atividades para a capacitação dos pais, no âmbito das necessidades físicas da criança, saúde e segurança da criança, desenvolvimento, comportamento e estimulação da criança, comunicação positiva com a criança e disciplina positiva. Palavras-chave: Parentalidade Positiva; Criança, Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica.
- Promoção do sono na criança hospitalizadaPublication . Barbosa, Ana Cláudia Carvalho; Costa, Maria Isabel Bica CarvalhoIntrodução: A qualidade do sono é essencial para o bem-estar da criança e influenciador na recuperação e funcionamento do organismo. A nível hospitalar, é reconhecido o impacto que o internamento tem na criança/adolescente e família e num conjunto de atividades de vida, nomeadamente no sono. Durante a hospitalização da criança, um elevado número de fatores que interrompem o sono surge de causas externas que são potencialmente modificáveis. E como tal, durante o percurso formativo, foi imperioso pesquisar medidas que sejam adotadas no sentido de minimizar este impacto. Objetivos: Descrever as atividades realizadas nos diversos contextos de estágio; refletir sobre as práticas com vista ao desenvolvimento de competências comuns e específicas de enfermeiro especialista em saúde infantil e pediátrica e mapear as intervenções não farmacológicas realizadas para a promoção do sono em crianças hospitalizadas com recurso a uma revisão scoping Metodologia: Os contextos de estágio e a aquisição de competências do EESIP são apresentadas sobre o método descritivo e reflexivo. Por outro lado, e no sentido de mapear os estudos existente sobre a promoção do sono da criança hospitalizada, foi realizada uma revisão scoping através do método proposto pela Joanna Briggs Institute, com pesquisa em bases de dados Pubmed, CINAHL e B-on e respeitando os critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. A seleção dos estudos, a extração e síntese dos dados foram realizadas por dois revisores independentes. Resultados: O estudo revela que as intervenções não farmacológicas para a promoção do sono nas crianças hospitalizadas foram a massagem, a musicoterapia e o conto de histórias. A massagem aumentou número de minutos de sono nos adolescentes que a receberam. A aplicação de musica clássica aumentou a duração do sono diária e promoveu a indução do sono das crianças. A musicoterapia e o conto de histórias foram efetivos no tratamento de distúrbios do sono em crianças hospitalizadas. Nos cinco estudos incluídos na revisão ainda se apontaram os fatores que provocam distúrbios do sono, nomeadamente, o ruído, a luminosidade e prestação de cuidados pelos profissionais de saúde. Conclusão: A alteração que o sono apresenta é, portanto, uma problemática no contexto da criança hospitalizada e, este problema, exige a implementação de medidas que o minimizem. Os resultados revelaram que as intervenções não farmacológicas mostraram benefícios na minimização de distúrbios de sono aquando a hospitalização da criança. Estes resultados têm implicações clínicas prováveis, pelo que as instituições e os Enfermeiros Especialistas em Saúde Infantil e Pediátrica devem adotar medidas nas suas práticas e rotinas que promovam o sono e, consequentemente, o bem-estar e a recuperação destas crianças. Palavras-Chave: Criança, sono, estratégia não farmacológica, hospitalização.
- A visita domiciliária como uma estratégia de intervenção de enfermagem de apoio à parentalidade na manutenção da amamentaçãoPublication . Gomes, Susana Margarida Carvalho; Costa, Maria Isabel Bica CarvalhoIntrodução: O caminho percorrido na prática clínica e as competências adquiridas ao longo do percurso, encontram-se descrita no presente relatório, tendo por base a temática da parentalidade, nomeadamente a amamentação. O enfermeiro Especialista cuida da criança e da família em toda a fase do ciclo. O nascimento de um filho é uma etapa importante na vida da pessoa, sendo percecionado como um momento de mudança onde o desempenho de um novo papel se impõe. A transição para a parentalidade requer a interiorização e aprendizagem de novos conhecimentos e habilidades, levando a mudanças e ajustes para os quais muitos pais não estão preparados. Objetivos: Descrever as experiências e atividades desenvolvidas nos diferentes contextos de estágio; Refletir sobre os contributos do percurso formativo para o desenvolvimento de competências comuns e especificas de Enfermeiro Especialista de Saúde Infantil e Pediatria; Avaliar a eficácia das visitas domiciliárias na manutenção da amamentação até aos 24 meses, através da realização de um estudo de Revisão Sistemática da Literatura neste âmbito. Metodologia: Descritiva e reflexiva sobre o percurso formativo desenvolvido no âmbito da área de especialização, que incluiu uma Revisão Sistemática da Literatura baseada na metodologia proposta pelo Joanna Briggs Institute. A pesquisa realizada nas bases de dados CINAHL®, Complete, B-On e PubMed de estudos publicados entre janeiro de 2011 e dezembro de 2021 que foram posteriormente avaliados, respeitando os critérios de inclusão previamente estabelecidos. Dois revisores independentes realizaram o processo de análise da relevância, extração e síntese dos dados. Resultados: Os 4 estudos incluidos na RSL têm programas de intervenção diferentes entre si, no entanto, os autores foram unânimes, concluindo que a VD realizada por enfermeiros ao recém-nascido/lactente/família, têm impacto positivo na amamentação. Estes sugerem benefícios clinicamente significativos na manutenção da amamentação. Contudo a evidência até aos 24 meses ainda se encontra pouco estudada, pelo que se sugere o desenvolvimentos de estudos até essa idade. Conclusão: Os Resultados sugerem que a visita domiciliária é benéfica para a promoção e manutenção da amamentação a curto e longo prazo. Esta prática deve ser realizada por profissionais de saúde capacitados. Compete ao Enfermeiro Especialista de Saúde Infantil e Pediatria o desafio de promover um ambiente rico em aprendizagens em que o próprio se transforma num campo fértil, no sentido da melhoria da qualidade de cuidados prestados. Palavras-Chave: Visita Domiciliária, Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria, Recém nascido/Família, parentalidade e amamentação.