ESAV - DZERV- Dissertações de mestrado (após aprovadas pelo júri)
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Percorrer ESAV - DZERV- Dissertações de mestrado (após aprovadas pelo júri) por orientador "Cruz, Rita Marisa da Silva"
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- Efeitos cardiopulmonares e complicações anestésicas associadas à utilização de Medetomidina versus Midazolam em protocolos pré-anestésicos para ovariohisterectomia eletiva em cadelas saudáveisPublication . Silva, Mariana Gonçalves Monteiro da; Cruz, Rita Marisa da Silva; Mega, Ana CristinaA medetomidina é um potente agonista α₂-adrenérgico, amplamente u lizado na prá ca anestésica veterinária devido às suas propriedades seda vas e analgésicas, embora esteja associada a efeitos cardiovasculares adversos, como bradiarritmias e alterações da pressão arterial. O midazolam é um benzodiazepínico hidrossolúvel, com efeitos sedativos/hipnóticos, ansiolíticos, amnésicos e a atividade anticonvulsivante. Devido ao seu perfil farmacológico, o midazolam constitui uma opção vantajosa para sedação em animais jovens, geriátricos ou debilitados, uma vez que apresenta impacto cardiovascular e respiratório mínimo. Este estudo incluiu 22 cadelas clinicamente saudáveis (N = 22), distribuídas em dois grupos com protocolos pré-anestésicos distintos, com o objetivo de avaliar e comparar os efeitos cardiorrespiratórios da medetomidina e do midazolam em cadelas saudáveis submetidas a ovariohisterectomia eletiva. Foram monitorizados parâmetros cardiorrespiratórios, incluindo frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, capnometria, oximetria de pulso e temperatura corporal, ao longo do período anestésico. Os resultados demonstraram que o protocolo com medetomidina esteve associado a uma redução significativa da frequência cardíaca e a maior instabilidade hemodinâmica, apresentando, no entanto, efeito poupador sobre as doses de propofol e isoflurano. O protocolo com midazolam apresentou maior estabilidade cardiovascular, embora com maior ocorrência de hipotermia intraoperatória e menor qualidade da contenção química. Ambos os protocolos mantiveram valores adequados de oxigenação, sendo observados episódios ligeiros de hipercapnia sem relevância clínica. Conclui-se que ambos os protocolos anestésicos são seguros e eficazes em cadelas saudáveis submetidas a ovariohisterectomia eletiva, apresentando, contudo, diferenças relevantes no perfil cardiorrespiratório e na qualidade da contenção química, que devem ser consideradas na seleção do protocolo anestésico.
