ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE VISEU
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Percorrer ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE VISEU por orientador "Coelho, Catarina"
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- Avaliação do bem-estar em cães alojados no Santuário Animal Vida Boa: aplicação do Shelter Quality ProtocolPublication . Santos, João Rodrigues dos; Coelho, Catarina; Mega, Ana CristinaO bem-estar animal tem sido amplamente reconhecido como um indicador fundamental da qualidade dos sistemas de alojamento, particularmente em contextos de abrigo onde os animais se encontram em situação de vulnerabilidade. Para entender as condições de bem-estar dos cães alojados no Santuário Animal Vida Boa, em Vila Real aplicou-se o Shelter Quality Protocol, enquadrado nos princípios do Welfare Quality®. A avaliação baseada neste protocolo incide sobre indicadores ao nível do santuário, da box e do indivíduo, tendo sido avaliadas 30 boxes e 40 cães. Como complemento foi realizada uma análise SWOT, com o objetivo de identificar fatores internos e externos com potencial influência no bem-estar animal. De forma global, os resultados evidenciaram condições favoráveis ao bem-estar, com disponibilidade de água limpa, cama ou abrigo, proteção climática e baixa frequência de sinais clínicos e comportamentos repetitivos. No que diz respeito à avaliação individual, destacou-se a predominância de condição corporal adequada, pelagem limpa, ausência de alterações cutâneas e respostas maioritariamente sociáveis, embora tenham sido observados alguns casos de claudicação em cães geriátricos. A análise SWOT corroborou esta apreciação globalmente positiva, permitindo, contudo, identificar aspetos passíveis de melhoria, como a predominância de alojamento individual, o potencial impacto do piso em terra e da acumulação sazonal de lama no conforto de alguns animais, bem como a necessidade de monitorizar o efeito do contacto visual permanente entre cães. Com os resultados obtidos pode-se afirmar que o santuário apresenta, um contexto globalmente favorável ao bem-estar dos cães, mas também tendo ainda alguma margem para melhorar através de medidas práticas de maneio, enriquecimento ambiental e adaptação das infraestruturas.
- Avaliação do conhecimento, atitudes e práticas de produtores de pequenos ruminantes e sensibilização para as resistências antimicrobianasPublication . Ferreira, Ana Carolina Serôdio; Pereira, Maria de Aires; Coelho, CatarinaExiste uma preocupação crescente de que o uso de antimicrobianos (UAM) na produção pecuária possa contribuir para o desenvolvimento de resistência aos antimicrobianos (RAM) em humanos, bem como para a presença de resíduos de antimicrobianos em alimentos de origem animal. Enquanto intervenientes fundamentais no setor pecuário, os produtores desempenham um papel essencial nos esforços coletivos para reduzir o UAM. Este estudo transversal, baseado num questionário por, teve como objetivo avaliar as medidas de biossegurança implementadas em explorações de pequenos ruminantes e analisar os conhecimentos, atitudes e práticas (CAP) dos produtores relativamente ao UAM, à RAM e aos resíduos de antimicrobianos. Responderam ao questionário 381 produtores de pequenos ruminantes. A maioria dos produtores que responderam ao questionário era do género masculino (79,3%), tinha mais de 40 anos (61,6%) e mais de 20 anos de experiência profissional (54,6%). A grande maioria dos produtores (91,3%) confirmou que utilizava antibióticos e 75,6% afirmou que armazenava estes medicamentos na exploração. A pontuação média de biossegurança obtida pelos produtores foi de 8,4 numa escala de 0 a 17. As medidas de biossegurança mais frequentemente implementadas incluíram o armazenamento adequado da alimentação animal (85,0%) e a eliminação correta de cadáveres (70,3%). Observaram-se associações estatisticamente significativas entre a pontuação de biossegurança e as habilitações académicas, experiência profissional, localização da exploração, espécies produzidas, objetivo produtivo e sistema de produção. Relativamente ao conhecimento, a grande maioria dos produtores identificou corretamente o objetivo terapêutico dos antibióticos (92,1%) e compreendiam o conceito de intervalo de segurança (83,2%). Contudo, apenas 40,4% responderam corretamente à questão relativa ao efeito terapêutico dos antibióticos. Observaram-se associações estatisticamente significativas entre os níveis de conhecimento e as variáveis demográficas, faixa etária, experiência profissional, habilitações académicas, sistema de produção e modo de produção (…). Observaram-se correlações estatisticamente significativas entre biossegurança, conhecimentos, atitudes e práticas. Receberam formação 363 produtores, tendo-se um aumento significativo do conhecimento autodeclarado pelos participantes após a formação (p<0,001). Os resultados evidenciam lacunas importantes na utilização responsável de antibióticos em pequenos ruminantes em Portugal, reforçando a necessidade de programas de formação direcionados aos produtores.
