RE - Série 2, n.º 01 especial: (2016)
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- Valores de vida em estudantes do ensino superior envolvidos em educação pelos paresPublication . Corte, Agostinha; Brito, IrmaIntrodução: A Educação pelos Pares é uma estratégia de duplo empowerment que, utilizada na educação para a saúde, pode beneficiar tanto o educador como o educando.Objetivo: Explorou-se a relação entre a atribuição de importância aos valores de vida e as características sociodemográficas, os estilos de vida, o sentido de coerência interna e a auto estima.Métodos: Estudo qualitativo e quantitativo e recolha de dados por questionário de autopreenchimento a uma amostra de 396 participantes. 48.0% da amostra Já realizou voluntariado consideraram importante ter simpatia, ser comunicativo, ter responsabilidade e vontade facilitava as intervenções; as dificuldades eram falta de tempo, a insegurança e timidez. Os Valores de Vida mais pontuados foram a Responsabilidade e Preocupação com os outros. Para a autoestima e o sentido de coerência revelaram resultados com níveis elevados sem diferença estatisticamente significativa. Nos estilos de vida, o padrão de consumo de bebidas alcoólicas em contextos recreativos e comportamentos de adesão a proteção sexual, verificou-se forte associação com os valores de vida Saúde e atividade física e Humildade. Estes resultados evidenciam que quanto mais comportamentos de risco menor é a preocupação com a saúde; e que quanto maior o sentido de responsabilidade e de preocupação com os outros e com a família, menores são os comportamentos de risco.Conclusões: Os resultados desta investigação apontam para incluir na formação de educadores de pares reflexões sobre valores de vida como uma estratégia para uma maior auto-suficiência, resiliência e responsabilidade pessoal e social e ainda para que se sintam mais confiantes em intervenções no terreno.
- Parentalidade, incapacidade e satisfação com o suporte socialPublication . Silveira, Rosana; Felizardo, Sara; Alves, Ana BertaIntrodução: No quadro das grandes questões sobre as pessoas adultas com incapacidade, constatamos que são escassos os estudos sobre a vida familiar e, especificamente, sobre as potencialidades e dificuldades no exercício da parentalidade, bem como a relevância do suporte social neste domínio.Objetivo: analisar os resultados da autoeficácia parental e do suporte social em progenitores com incapacidade, bem como as relações entre estas variáveis, com o intuito de delinear estratégias de intervenção familiar. Métodos: estudo exploratório e descritivo, tendo-se utilizado uma amostra não probabilística e de conveniência, composta por 30 progenitores com incapacidades sensoriais. Os instrumentos de recolha foram a “Escala de Autoeficácia parental” (Brites, 2010), a “Escala de Satisfação com o Suporte Social” (Ribeiro, 2011) e um questionário com questões de natureza sociodemográfica.Resultados: Em relação à autoeficácia dos progenitores e as suas dimensões, verificou-se que os resultados são mais baixos em comparação com os resultados obtidos em estudos com amostras de progenitores sem incapacidade. No que diz respeito à satisfação com o suporte social, os valores foram elevados, sobretudo, na dimensão de satisfação com o apoio da família. Também foram encontradas correlações positivas e significativas entre os resultados globais e parciais da autoeficácia e da satisfação com o suporte social.Conclusões: As análises apresentadas sugerem que esta linha de investigação sobre questões relativas ao direito de uma vida familiar plena necessita de um maior aprofundamento, nomeadamente, conhecer as barreiras e delinear estratégias de apoio socioeducativo para facilitar a autodeterminação das pessoas com incapacidade.
- Nível de sobrecarga subjetiva em cuidadores formais de idosos institucionalizadosPublication . Calha, António; Chambel, DanielaIntrodução: Vários estudos têm demonstrado que a experiência de cuidador pode ser encarada como um fator crónico de stress para aqueles que prestam cuidados a idosos. Existem, no entanto, poucos estudos sobre sobrecarga de cuidadores em contextos formais de prestação de cuidados.Objetivo: Identificar o impacto do cuidado a idosos na sobrecarga de cuidadores profissionais.Métodos: Trata-se de uma investigação quantitativa, descritiva e correlacional com 52 participantes de dois lares de idosos do distrito de Portalegre. Para avaliar o nível de sobrecarga foi utilizada uma versão adaptada da escala de Zarit de Sobrecarga do Cuidador.Resultados: O nível de sobrecarga subjetiva é relativamente elevado entre os cuidadores formais de idosos incluídos na amostra, situandose a média em 2,31 (numa escala que varia entre 0, correspondente ao nível mais baixo de sobrecarga possível, e 4 correspondente ao nível mais elevado). Não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas (t(50)=1.401; p=0.167) entre homens (M=2,15) e mulheres (M=2,34). Da mesma forma, não foram identificadas correlações estatisticamente significativas entre o nível de sobrecarga e a idade do cuidador (r=-0.102; p=0.475) e o número de filho(a)s r=0.111; p=0.433.Conclusões: Estes resultados indiciam que a natureza do trabalho com idosos pode constituir uma variável independente na relação com o nível de sobrecarga. São necessário mais estudos que analisem a relação entre o nível subjetivo de sobrecarga e as características específicas dos contextos formais de prestação de cuidados a idosos.
- Programa de intervenção educativa em jovens universitários: Preditores de adesão EducationalPublication . Cunha, Aliete; Cunha, José; Cardoso, Ilda; Daniel, Fernanda; Cardoso, Salvador; Pita, JoãoIntrodução: A literatura refere que os estudos longitudinais, em que a participação não é obrigatória e o participante não tem benefício imediato, estão sujeitos a falhas de adesão.Objetivo: Analisar os preditores de adesão a um programa de intervenção para redução do risco de infeção VIH. Os critérios de inclusão foram ser aluno do 1º ano da Universidade de Coimbra, dos 18 aos 24 anos. Foi aplicado um questionário com indicadores da ONUSIDA.Métodos: O estudo, quantitativo, incluiu dois momentos: no primeiro, participaram 551 jovens, que aceitaram preencher o questionário e participar; no segundo, sinalizaram-se os inquiridos e os que aderiram ao programa. Os respondentes tinham uma média de idades de 18 anos (DP = 1.06), 76.2% eram do sexo feminino, 63% da área da saúde e 69.2% já tinham atividade sexual.Resultados: O modelo apresenta dez variáveis independentes: idade, sexo, perceção do risco, área científica, início da vida sexual, número parceiros sexuais ao longo da vida e nos últimos doze meses, conhecimentos sobre transmissão e prevenção do VIH. Quatro variáveis independentes apresentam uma contribuição estatisticamente significativa: perceção do risco, área científica dos estudos, início da vida sexual e parceiros sexuais nos últimos doze meses. O maior preditor de adesão é a idade de iniciação sexual, com um odds ratio de 3,63 (OR = 3.63; IC 95% 1.27 - 8.91), indicando que os alunos que iniciaram a vida sexual apresentam três vezes mais probabilidade de aderir a um programa de intervenção educativa. Os odds ratio de 1,98 (OR = 1.98; IC 95% 1.27 - 2.87) e 1.784 (OR = 1.78; IC 95% 1.04 - 3.07) indicam que os alunos da área saúde e com maior perceção de risco têm cerca de duas vezes mais probabilidade de aderir. A variável “parceiros sexuais nos últimos 12 meses” é igualmente uma variável preditora da adesão e indica-nos que os abstinentes apresentam 0.três vezes mais probabilidade de aderir (OR = 0.32; IC 95% 0.12 - 0.81).Conclusões: Este estudo indica que as campanhas de informação, sensibilização e prevenção não oferecem um modelo eficaz de sensibilização para a percepção de problemas e riscos para os estudantes que não seguem cursos de saúde.
- Projeto de Intervenção Educativa - R.E.D. BULL (ying)Publication . Gomes, José; Mendes, Andreia; Conceição, Bibiana; Machado, Melanie; Claro, Maria Fátima; Seixo, LuísIntrodução: É na adolescência que os jovens se deparam com o sentimento de ameaça da sua identidade, o que pode despoletar comportamentos agressivos (Hernández, 2013). O bullying é uma forma de violência escolar que tem vindo a apresentar uma elevada prevalência (Andrade, 2012).Objetivo: Aumentar o nível de literacia para a saúde da comunidade escolar (alunos e docentes) relativamente ao bullying e desenvolver o projeto em todas as turmas do 5º ao 9º ano, incluindo os docentes, numa escola do concelho da Figueira da Foz.Métodos: A população alvo é constituída por 203 alunos do 5º ao 9º ano e 13 docentes. É um estudo transversal de investigaçãoação, tendo sido aplicado um questionário de diagnóstico e realizadas sessões de educação para a saúde, avaliadas à posteriori através da aplicação de um novo questionário.Resultados: 93,1% dos estudantes identificaram o que fazer numa situação de bullying, destes, 62,6% afirmaram chamar um adulto; 95,1% sabiam o que era o bullying, 56,8% associaram o conceito à agressão física e 92,6% conheciam os tipos de bullying, dos quais o bullying físico (71,9%) e o bullying verbal (69,5%) foram os tipos mais mencionados. Dos docentes inquiridos, 77% nunca vivenciou nenhuma situação de bullying.Conclusões: Os alunos adquiriram novos saberes no que diz respeito às questões: “Numa situação de agressão o que fazes?”, “Sabes o que é o bullying?”, “O que é o bullying?” “Conheces os tipos de bullying?” e “Quais são os tipos de bullying?”.
- Saúde ocupacional em cuidadores: um estudo de clima organizacional em estruturas residenciais para idososPublication . Araújo, Patrícia; Ferreira, Mariana; Fernandes, RosinaIntrodução: O aumento da esperança média de vida constitui-se como uma das maiores conquistas humanas, no entanto, revelase em simultâneo um enorme desafio. O aumento do número de pessoas idosas levou ao crescimento de respostas sociais adequadas e reguladas por critérios de qualidade oficiais, as Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI’s). Contudo, apesar dos critérios de qualidade pelas quais se regem, são parcas as investigações e intervenções no âmbito do clima organizacional (CO) nestas instituições. Objetivo: Analisar o CO em cinco ERPI’s. Métodos: Participaram 108 trabalhadores, a maioria mulheres (73%), com uma idade média de 39.76 (±10.57) e com contrato de trabalho sem termo (88%). O instrumento, construído especificamente para este estudo, inclui 50 itens distribuídos por dez dimensões. Resultados: Os resultados revelaram que apesar de, no geral, a perceção de CO ser considerada moderadamente satisfatória, os trabalhadores reportaram valores elevados de insatisfação na dimensão da pressão sobre o sistema músculo-esquelético e com o sistema de recompensas. Algumas variáveis sociodemográficas e profissionais revelaram-se significativas no CO, nomeadamente nos níveis de estresse que se mostraram baixos. Conclusões: apontam pistas para a intervenção organizacional nas cinco ERPI’s e discutem-se futuras investigações na área da avaliação do CO nestas estruturas.
- Reflexões sobre a formação continuada de professoresPublication . Sebold, Roselita; Cardoso, Darclé; Farinell, Marta; Carcerer, Daniela; Rausch, RitaIntrodução: O Departamento de Odontologia, do município de Rio do Sul, Santa Catarina, Brasil desenvolve, desde 1991, formações continuadas de educação em saúde para professores do ensino fundamental anos iniciais, a fim de aumentar a literacia para a saúde (LS) dos educadore. A LS é vista como “consequencia do acesso da pessoa a informação de saúde. Esta informação pode ser apropriada pelo indivíduo com o desenvolvimento das suas capacidades de compreensão, influenciando a avaliação que pode efectuar das acções a tomar”. (Saboga – Nunes, 2014).Métodos: O presente estudo visa descrever o trabalho desenvolvido na formação continuada de professores sob a perspectiva da literacia para a saúde e do processo de educação em saúde, nos projetos realizados com os estudantes.Resultados: A socialização dos projetos nas formações criou um espaço de ação-reflexão-ação, pela abordagem do conceito ampliado de saúde, de promoção da saúde e da literacia para a saúde. Por meio desenvolvimento das suas capacidades de compreensão, ou seja apropriação do conhecimento, gestão deste, amplia-se as possibilidades para um trabalho de educação em saúde e permite aos educadores e profissionais da saúde, elaborar sequências de atividades que promovam a saúde.Conclusões: Considera-se que os professores são os agentes de literacia e os articuladores entre os interesses dos alunos e da comunidade com flexibilidade para agir de acordo com as situações-problema no contexto de suas escolas.
- Gerir a febre em crianças: Conhecimentos e práticas dos paisPublication . Santos, Margarida; Casanova, Celina; Prata, Paula; Bica, I.Introdução: a febre é um dos sintomas mais comuns na infância e uma das queixas e razões mais habituais na procura de serviços de saúde.Objetivo: analisar os conhecimentos e as práticas dos pais, com filhos menores de seis anos, na gestão de sintomas da febre.Métodos: Estudo quantitativo, exploratório e descritivo, com uma amostra de conveniência. Colheita de dados por questionário, no norte de Portugal.Resultados: amostra constituída por 145 pais, com idades entre 21 e 47 anos, 46.9% tinham o ensino superior. A maioria usava termómetro eletrónico associado ao toque para avaliar a febre e considerava valores abaixo de 38ºC como febre, 31.2% assumiram dar antipiréticos, ao filho, com valores entre 37ºC e 37.8ºC. A medicação antipirética era a intervenção preferida pela maioria dos pais. Em associação recorriam a intervenção não farmacológica, sendo a mais utilizada a diminuição da quantidade de roupa. Os pais acreditavam que a febre não tratada era capaz de causar meningite, coma, atraso mental e até mesmo morte.Conclusões: os resultados mostram uma clara falta de conhecimento dos pais sobre como cuidar de uma criança com febre: consideram valores relativamente baixos de temperatura corporal como febre e como valor de referência para a administração de antipirético e têm crenças erróneas sobre as consequências da febre na saúde das crianças. As intervenções de educação para a saúde dirigidas aos pais são necessárias para os ensinar a gerir eficazmente os sintomas da febre em crianças.
- Conhecimentos das mães face à amamentação: relação com variáveis sociodemográficasPublication . Andrade, Laurentina; Aparício, Graça; Duarte, JoãoIntrodução: Apesar do investimento na promoção, proteção e apoio à amamentação, reconhece-se a necessidade de maior investimento para que os indicadores preconizados pela OMS possam ser atingidos.Objetivo: Avaliar os conhecimentos das mães sobre a amamentação e sua relação com variáveis sociodemográficas.Métodos: Estudo quantitativo, descritivo e de corte transversal, conduzido numa amostra não probabilística de 100 mães de lactentes até 1 ano de vida. A recolha de dados foi obtida por um questionário composto pela caraterização sociodemográfica e pelo autorrelato da vivência das mães sobre a amamentação.Resultados: Revelaram ter bons conhecimentos sobre amamentação 39% das mães e 32% foram classificadas com fracos conhecimentos, admitindo 93% a importância do início da amamentação na primeira hora de vida do bebé e 28% que esta deve ser exclusiva até aos 6 meses, apesar de apenas 45% assinalarem as vantagens para o bebé. O conhecimento da composição do leite materno, proteção imunológica e identificação dos sinais de pega correta foram assinalados por 83% das mães. Os conhecimentos foram mais elevados nas mães com mais habilitações literárias, com idade entre 26-36 anos, casadas e a residirem em meio rural, porém apenas significativos face às habilitações literárias.Conclusões: Se a promoção, proteção e apoio à amamentação tem reconhecido um grande investimento no decurso destes anos, admitimos, face aos resultados do estudo, a necessidade de se adequar a (in)formação ao contexto sociocultural das mães.
- Temas a Incluir num Programa Psicoeducativo para Familiares Cuidadores de Pessoas com Demência, a Residir no DomicílioPublication . Sousa, Lia; Sequeira, Carlos; Ferré-Grau, CarmeIntrodução: A família, na maioria dos casos, assume os cuidados às pessoas com demência, a residir no domicílio. Os programas psicoeducativos visam ensinar um conjunto de estratégias cognitivas e comportamentais aos cuidadores familiares para lidarem com as dificuldades diárias e com o stress.Objetivo: Identificar os temas a incluir num programa psicoeducativo para familiares cuidadores de pessoas com demência a residir no domicílio.Métodos: revisão integrativa da literatura, focus groups e estudo Delphi.Resultados: Os temas-chave validados para integrarem um programa psicoeducativo foram: a demência; comunicação e comportamento; atividades básicas e instrumentais de vida diária; estratégias de coping e de resolução de problemas; saúde física e mental do cuidador e utilização de recursos na comunidade.Conclusões: Este trabalho permitiu identificar um conjunto de temas-chave a integrar um programa psicoeducativo para familiares cuidadores de pessoas com demência, o que pode ser uma mais-valia para a uniformização destas intervenções pelos profissionais de saúde.
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