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- Participação em colónias de férias e promoção da autonomia : perceções de adolescentes e monitoresPublication . Oliveira, Liliana Gomes; Fernandes, Rosina; Martins, EmíliaA autonomia traduz-se numa habilidade relacional cujo desenvolvimento ocorre ao longo de toda a vida sendo influenciada por variáveis individuais, contextuais e familiares diversas (Barbosa & Wagner, 2015). O estudo apresentado procura compreender a autonomia, percecionada por 42 adolescentes/jovens e por 66 monitores/animadores, e o contributo da participação em Colónias de Férias neste âmbito, atendendo a variáveis sociodemográficas e institucionais. A amostra de adolescentes/jovens foi sobretudo do litoral (69%), género feminino (76.2%) e 68.8% que ainda se encontravam institucionalizados. Quanto aos monitores, a maioria era do litoral (77.3%), encontrava-se a trabalhar (84.8%), 63.6% do género masculino e apresentava idade média de 28 anos. Foi aplicado aos adolescentes o Questionário de Autonomia dos Adolescentes e um instrumento construído especificamente para o estudo aos monitores. Recorreu-se ao SPSS IBM 23 para a análise de dados. Relativamente à autonomia dos adolescentes/jovens percecionada pelos próprios verificaram-se diferenças estatisticamente significativas entre: 1) rapazes (melhores resultados) e raparigas na independência e autonomia cognitiva; 2) grupos etários (13-17 vs. 18-24) na auto-determinação (resultados superiores dos 13 aos 17); 3) os que residiam ainda em instituição ou não (médias mais elevadas) na independência; 4) e adolescentes e jovens institucionalizados (resultados mais favoráveis) e não institucionalizados na auto-determinação e autonomia total. Em relação à contribuição das Colónias de Férias para a autonomia dos adolescentes e jovens, percecionada pelos próprios e pelos monitores/animadores, não se verificaram resultados estatisticamente significativos. Será fundamental continuar a explorar estas questões inerentes à compreensão da autonomia, nomeadamente atendendo a variáveis de natureza diversa, incluindo aspetos pessoais e contextuais.
- Realidade das famílias que viveram o processo de adoção: questões familiares, legais e quotidianasPublication . Figueiredo, Mafalda Alexandra Moreira; Mendes, Francisco; Magalhães, CátiaEste projeto tem como objetivo contribuir para o conhecimento sobre a realidade das famílias que viveram o processo de adoção e, em particular, das questões familiares, legais e quotidianas. Este estudo é de natureza qualitativa onde participaram 10 figuras parentais. Na maioritariamente do sexo feminino, 90%, na sua maioria casados, 80%, e sem filhos, 90%. Em termos metodológicos socorremo-nos da entrevista. Os resultados apontam diferentes motivações que geram um processo de adoção. Entre as mais revelantes foram apontadas: dificuldade em conseguir uma gravidez e infertilidade. Ainda em concordância com os resultados, o projeto de adoção é sentido de formas diferentes por cada pessoa em particular, neste caso em relação aos pais a incerteza durante e após o processo de adoção caraterizam o sentimento de cada um na sua maioria. Quanto à criança há uma característica que é muito desejada: a prematura idade. No que diz respeito as interações das crianças ao nível familiar, escolar e na relação com os outros os resultados sugerem que, na sua maioria, as crianças se integraram de forma harmoniosa. Sendo que apenas 20% demonstraram ter problemas no seio familiar
- O papel do marketing no desenvolvimento das cidades inteligentes : o caso da cidade de ViseuPublication . Pinto, Patrícia Alexandra Oliveira; Matias, Ana Mafalda; Barros, Teresa Antas deNo contexto global de crescimento da população, onde se prevê que os fluxos populacionais estejam, cada vez mais, concentrados nas cidades, é premente equacionar estratégias planeadas, que visem um crescimento sustentado e integrado, contribuindo para o desenvolvimento de cidades inteligentes, inclusivas, participadas, inovadoras e sustentáveis. A par do crescimento das cidades, que acentua a competitividade entre as mesmas, é também urgente atentar e analisar o fenómeno que se assiste em territórios menos urbanizados, como é o caso do interior de Portugal. As assimetrias encontradas entre os territórios da faixa litoral e do interior do país, acentuam a necessidade de repensar os últimos. A cidade de Viseu situa-se no coração de Portugal, sentindo por isso as fragilidades do interior do país, no que à perda de população e atratividade dizem respeito. O presente estudo procura abordar e evidenciar fatores de diferenciação, identificando práticas inteligentes na cidade de Viseu. Para tal, utilizou-se uma abordagem metodológica qualitativa a um estudo exploratório e descritivo, pretendendo-se apresentar um conjunto de eixos de desenvolvimento estratégico, que contrarie as fragilidades, acrescente valor, aumente a atratividade e contribua para a fixação de públicos e agentes. Numa estreita relação a médio e longo prazo, entre o marketing territorial e as cidades inteligentes, o estudo pretende abordar o marketing territorial enquanto ferramenta no planeamento de estratégias inteligentes.
- Institucionalização e qualidade de vida em crianças e jovens portuguesesPublication . Gonçalves, Diana Raquel Azevedo; Fernandes, Rosina; Mendes, FranciscoA literatura existente acerca da institucionalização de crianças e jovens vítimas de maus-tratos apresenta vários aspetos a ter em conta no que concerne às consequências da mesma, focando tanto aspetos mais positivos e favoráveis à sua implementação como negativos. Com o intuito de contribuirmos para o conhecimento científico desta área de investigação, analisámos a qualidade de vida de 51 crianças e jovens, 24 das quais institucionalizadas em LIJ´s, em função de variáveis sociodemográficas (idade, género e tipo de ensino frequentado) e institucionais (institucionalização, tempo e motivo de acolhimento), recorrendo ao instrumento Kid-KINDL, versão portuguesa, 8-12 anos (Ferreira, Almeida, Pisco & Cavalheiro, 2006). Verificam-se diferenças estatisticamente significativas na qualidade de vida entre o grupo de crianças institucionalizadas e o das não institucionalizadas apenas na dimensão do bem-estar físico, sendo o primeiro grupo quem apresentou valor de média mais elevado. Também se constataram diferenças significativas em função do tempo de acolhimento, nas dimensões amigos e score global da qualidade de vida, sendo as crianças institucionalizadas há menos de 12 meses quem apresentou melhores índices. A idade, o género, o tipo de escola e o tipo de maus tratos (nomeadamente, a negligência e a exposição a comportamentos desviantes) não se revelaram significativas neste âmbito. O estudo aponta a necessidade de aprofundamento na investigação destas questões em próximos trabalhos, por forma a potenciar o desenvolvimento de estratégias de intervenção no âmbito do acolhimento de crianças e jovens em risco/perigo.
- Brincar com as tecnologias de informação e comunicação : investigar e refletir sobre as práticas em educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básicoPublication . Santos, Sara Maria Silva; Rego, Belmiro; Figueiredo, Maria PachecoO presente relatório de investigação surge no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada (PES) integrada no plano de estudos do Mestrado em Educação Pré- Escolar e ensino do 1.°CEB. Encontra-se dividido em duas partes. A primeira parte inclui uma reflexão crítica sobre as práticas em contexto. A segunda parte diz respeito ao estudo realizado sobre o brincar com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em Educação Pré-Escolar, integrando uma revisão da literatura, apresentação da metodologia, análise e discussão dos dados e respetivas conclusões. O estudo teve como objetivo a conceção de uma área de interesse referente às TIC e desenvolveu-se em torno de uma questão central: que significados são atribuídos pelas crianças – na sua atividade e no seu discurso – às tecnologias de informação e comunicação no contexto de criação e exploração de uma área de interesse. A recolha de dados foi realizada num jardim de infância de Viseu, tendo como participantes 20 crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos de idade, sendo de caráter descritivo com recurso à observação e a entrevistas às crianças. Os resultados do estudo indicam que a criação da área “reparar as TIC” e a exploração de ferramentas e aparelhos eletrónicos foram promotores de aprendizagem por parte das crianças. Discutem-se os significados atribuídos pelas crianças durante o processo. A diversidade de aparelhos eletrónicos e as possibilidades de manipulação e exploração livre em contexto de brincar permitiram às crianças uma maior proximidade com a área das TIC, assim como um maior aprofundamento de conhecimentos.
- Resiliência, perceção de apoio dos pais e envolvimento dos alunos na escolaPublication . Cantarinha, Diana Rita Matos; Felizardo, Sara; Alves, Ana BertaA resiliência é uma variável que permite o ajustamento psicossocial das crianças apesar do risco (Lerner et al., 2013, cit. por Rodríguez-Fernández, Díaz, Madariaga, Arrivillaga, & Galende, 2016). Esta tem um papel crucial na adaptação escolar da criança, bem como na promoção do bem-estar da mesma. Os fatores de proteção desta variável incluem um ambiente familiar acolhedor, equilibrado e saudável, apoio parental e relações positivas com os pares (Masten, 2007, cit. por Rodríguez-Fernández et al., 2016). O objetivo principal deste estudo é analisar os níveis de resiliência, de perceção do apoio dos pais e de envolvimento dos alunos na escola, em turmas do 2º e 3º ciclos. A amostra é não probabilística e de conveniência, tendo participado 150 alunos, sendo a média de idades 13.05 (±1.60). Foram aplicados os seguintes instrumentos: questionário para recolha de dados sociodemográficos, familiares e escolares; Inventário Measuring State and Child Resilience, constituído por duas subescalas, a State-Resilience e a Child- Resilience; Escala Quadri-Dimensional para o Envolvimento dos Alunos na Escola e Escala de Perceção de Apoio dos Pais. Foram encontradas diferenças significativas na resiliência em função da idade (maior resiliência nos alunos mais novos), ciclo de estudo (maior resiliência nos jovens do 2.º ciclo do Ensino Básico) e estado civil dos pais (maior resiliência nos jovens com pais casados/união de facto). Também se verificaram relações moderadas a fortes, positivas e significativas, entre a resiliência, envolvimento dos alunos e perceção do apoio dos pais, o que está em linha com a literatura científica no domínio.
- A importância da fidelização dos clientes no comércio a retalho : estudo aplicado ao grupo Hiper Real - EuronicsPublication . Velhuco, Joaquim Bernardo Manjôa; Antunes, Joaquim GonçalvesAs alterações verificadas no comércio e em especial no comércio a retalho vieram alterar a forma dos clientes se relacionarem com as empresas. Deste modo é de especial interesse para as empresas o desenvolvimento de estratégias de marketing relacional que permitam identificar e reter os melhores clientes. Numa perspetiva teórica, este trabalho analisa a importância do marketing relacional e da fidelização de clientes para a criação e manutenção de uma relação de longo prazo mutuamente benéfica para a empresa e para os seus clientes. Uma base de clientes fiéis é indiscutivelmente um dos ativos mais valiosos das empresas. Esta foi também a realidade constatada em contexto empresarial e uma das questões de interesse da empresa estudada. A constante evolução das novas tecnologias de informação e comunicação vem introduzir no mercado novas formas de interação com os clientes tanto no aspeto relacional como na fidelização destes. Neste contexto foi realizado um estudo de uma empresa de comércio de retalho com o objetivo de analisar a forma e os meios que a empresa utiliza para se relacionar com os clientes. Foram verificados cento e oitenta e oito inquéritos a clientes da referida empresa em que os resultados apontam para um número equilibrado de respostas quanto ao género e um registo etário médio de inquiridos com idades superiores aos trinta e um anos. Constatou-se ainda que, pelos resultados obtidos o nível de satisfação ≠ fidelização dos clientes é elevada
- Delinquência juvenil na perspetiva dos professores e das crianças e jovensPublication . Ferreira, Joana Isabel Dias; Martins, Emília; Mendes, Franciscoproblemática em estudo, delinquência juvenil, trata-se de um conceito complexo e ambíguo que emerge na adolescência, sendo o meio crucial para a sua evolução negativa ou positiva. Com isto, a escola revela-se um fator de proteção ou risco, tornando os docentes agentes dessa mudança. O estudo apresentado procura compreender a perceção que 28 docentes e 116 jovens têm desta temática, atendendo a variáveis sociodemográficas, profissionais e académicas. Entre os alunos, 59,3% são do género feminino, 75,6% de meio rural e um intervalo de idades dos 14 aos 20 anos. Nos professores, 64,3% são femininos, 96,4% provenientes de meio urbano e um intervalo de idades dos 38 aos 64 anos, com 53,6% a pertencerem ao departamento de ciências e 82,1% a lecionar no secundário. Para a análise dos dados utilizou-se o programa informático SPSS para o Windows, versão 23. Os resultados em relação à delinquência juvenil auto-relatada indicaram a existência de diferenças em função do género, do meio e dos diferentes níveis de escolaridade. Em relação à delinquência juvenil percecionada pelos professores, apenas se verificaram diferenças em função da experiência profissional. Delinquência juvenil auto-relatada e percecionada correlacionam-se significativamente e de forma positiva com a idade.
- Prática de ensino supervisionada e o uso de contos de tradição oral no desenvolvimento da oralidade : um estudo de caso em contexto de 1º CEBPublication . Presas, Rosângela Alves; Matos, Isabel Aires de; Castelo, Adelinapresente Relatório de Estágio, desenvolvido no âmbito da unidade de Prática de Ensino Supervionada (PES) do plano de estudos do Mestrado em Educação Pré-Escolar (EPE) e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB), compreende duas valências. A primeira parte diz respeito às práticas realizadas ao longo das PES, onde é feita uma reflexão e análise de todo o trabalho desenvolvido, em ambos os contextos. A segunda parte é referente ao trabalho investigativo. Assim, a base para a elaboração deste estudo foi a seguinte questão-problema: “A exploração de contos de tradição oral pode constituir uma estratégia eficaz para o desenvolvimento da Oralidade, em alunos de Português Língua Não Materna (PLNM) integrados em turmas de falantes nativos?” Trata-se de um estudo de caso, de uma criança congolesa, sendo uma investigação de cariz descritivo. Deste modo, recorreu-se a instrumentos de recolha de dados inerentes à investigação qualitativa, tais como, observação participante, notas de campo e gravações de áudio. Após realizado o enquadramento teórico, baseado no tema do estudo, concretizou-se uma análise dos resultados obtidos, dando a conhecer as conclusões obtidas. Toda a investigação aborda o uso de uma estratégia de ensino, em sala de aula, sendo ela o trabalho com os contos de tradição oral, que permita à criança congolesa do estudo, desenvolver a sua oralidade.
- Ensino-aprendizagem no 1º ciclo do ensino básico em contextos socioeducativos diferenciadosPublication . Duarte, Filipa Raquel Fontinha; Ramalho, HenriqueO presente relatório final de estágio é composto por quatro partes distintas, a primeira é referente à reflexão crítica do estágio, a segunda ao enquadramento teórico e conceptual, a terceira parte diz respeito ao enquadramento teórico e metodológico e a quarta e última faz alusão à análise e interpretação de dados. Desta forma a primeira parte é referente a uma apreciação global do estágio no 1.º Ciclo do Ensino Básico (1.º CEB) e na Educação Pré-escolar (EPE), onde são apresentadas as caraterizações gerais da turma do 1.º CEB e do grupo da EPE. É ainda apresentado, um breve comentário acerca do papel e da importância dos professores supervisores, orientadores cooperantes e também a importância da Unidade Curricular (UC) de Prática de Ensino Supervisionada II (PES II) e PESIII para o meu desenvolvimento e aprendizagem. A segunda parte, é composta por uma vertente mais investigativa acerca do ensino-aprendizagem do 1.º CEB em contextos socioeducativos diferenciados. Em que os objetivos traçados para o estudo são: “observar diferentes contextos escolares, comparando a incidência do contexto rural e urbano no desenvolvimento do trabalho escolar dos alunos que perfura a perspetiva dos professores; compreender como os professores perspetivam a influência dos contextos socioculturais (urbano e o rural) e como esses condicionam o trabalho escolar dos alunos e discutir a atual tendência urbanocêntrica da educação escolar em detrimento da educação de matriz rural”. Seguidamente, a terceira parte diz respeito ao plano de investigação nomeadamente o estudo que pretendemos efetuar, os procedimentos, as técnicas auxiliares e a população amostra do estudo. No que diz respeito à investigação, esta é quantitativa e à técnica utilizada foi inquérito por questionário. Relativamente à quarta e última parte, esta faz referência à análise e interpretação dos resultados obtidos através do inquérito por questionário respondido pelos docentes. No que concerne aos dados recolhidos, é possível verificar que 50% dos respondentes inseridos em contexto urbano e 45% dos respondentes em contexto rural referem que o contexto em que os alunos se encontram pode ter um efeito dificultador ou facilitador do ensino-aprendizagem e, por sua vez, 2,5% dos respondentes referiram que o contexto em que os alunos se encontram não tem um efeito dificultador do processo de ensino-aprendizagem. Congruentemente, 32,5% dos respondentes em contexto urbano e 22,5% em contexto rural referiram que é em contexto urbano onde os alunos desenvolvem mais aprendizagens e 30% dos respondentes situados em contexto urbano e 32,5% em contexto rural enunciaram o fator familiar aquele que mais intervém significativamente na aprendizagem dos alunos em sala de aula. De acordo com os resultados obtidos é possível concluir que os contextos socioculturais de matriz rural suscitam interferências mais negativas no ensino e nas aprendizagens dos alunos, comparativamente com o nível de interferência dos contextos socioculturais de tipologia urbana; o contexto em que os alunos se encontram inseridos pode ser um inibidor ou um facilitador do processo de ensino-aprendizagem; é no contexto urbano que os alunos possuem um maior índice cultural, possuem experiências e vivências mais “ajustadas” com o currículo escolar e é nele que os alunos desenvolvem mais aprendizagens; é em contexto rural que os alunos estão menos familiarizados com o saber escolar; o fator que mais interfere nas práticas de ensino e aprendizagem em sala de aula é o meio familiar e ainda os alunos inseridos em contexto urbano são mais interessados na aprendizagem dos conteúdos e mais motivados para aprender
